The Prague Post - Economista vencedora do Nobel pede imposto climático mundial e diz que carbono custa vidas

EUR -
AED 4.215497
AFN 73.462725
ALL 95.928008
AMD 435.38919
ANG 2.054756
AOA 1052.582784
ARS 1600.600423
AUD 1.630858
AWG 2.066139
AZN 1.945141
BAM 1.955979
BBD 2.326279
BDT 141.692979
BGN 1.962039
BHD 0.433553
BIF 3424.584958
BMD 1.147855
BND 1.474824
BOB 7.980635
BRL 6.038896
BSD 1.155037
BTN 107.10294
BWP 15.663573
BYN 3.520513
BYR 22497.960723
BZD 2.322978
CAD 1.576946
CDF 2605.631197
CHF 0.911885
CLF 0.02664
CLP 1051.929343
CNY 7.889266
CNH 7.920711
COP 4256.327205
CRC 539.455155
CUC 1.147855
CUP 30.418161
CVE 110.287592
CZK 24.507399
DJF 205.680052
DKK 7.471418
DOP 69.830084
DZD 151.950765
EGP 59.967169
ERN 17.217827
ETB 180.34737
FJD 2.546861
FKP 0.861664
GBP 0.862998
GEL 3.116388
GGP 0.861664
GHS 12.590579
GIP 0.861664
GMD 84.940928
GNF 10122.911489
GTQ 8.846812
GYD 241.629498
HKD 8.990386
HNL 30.569792
HRK 7.539054
HTG 151.373537
HUF 392.265145
IDR 19474.510287
ILS 3.585463
IMP 0.861664
INR 107.020733
IQD 1512.909921
IRR 1509429.508194
ISK 143.4018
JEP 0.861664
JMD 181.352159
JOD 0.81381
JPY 182.55142
KES 148.475308
KGS 100.377518
KHR 4625.330309
KMF 491.281897
KPW 1033.055826
KRW 1721.811368
KWD 0.352093
KYD 0.962447
KZT 557.17297
LAK 24783.804292
LBP 103445.652394
LKR 359.638737
LRD 211.353296
LSL 19.279293
LTL 3.389317
LVL 0.694327
LYD 7.370152
MAD 10.808114
MDL 20.13788
MGA 4810.404492
MKD 61.670198
MMK 2410.196717
MNT 4116.027501
MOP 9.32411
MRU 46.099259
MUR 53.386504
MVR 17.745724
MWK 2002.784752
MXN 20.448655
MYR 4.521977
MZN 73.357263
NAD 19.279293
NGN 1564.446099
NIO 42.502224
NOK 10.991514
NPR 171.379291
NZD 1.974781
OMR 0.441344
PAB 1.154937
PEN 3.944161
PGK 4.983433
PHP 69.075658
PKR 322.652705
PLN 4.280128
PYG 7465.179606
QAR 4.19976
RON 5.097049
RSD 117.451962
RUB 98.721522
RWF 1685.984912
SAR 4.309636
SBD 9.23477
SCR 15.640114
SDG 689.861145
SEK 10.788909
SGD 1.472715
SHP 0.861189
SLE 28.295101
SLL 24069.960762
SOS 660.089851
SRD 42.901089
STD 23758.283866
STN 24.507049
SVC 10.105422
SYP 126.87101
SZL 19.284631
THB 37.748358
TJS 11.046763
TMT 4.017493
TND 3.398596
TOP 2.763759
TRY 50.873187
TTD 7.829149
TWD 36.694288
TZS 2981.553918
UAH 50.79373
UGX 4344.890054
USD 1.147855
UYU 46.769581
UZS 14083.885094
VES 517.617056
VND 30177.111603
VUV 137.063567
WST 3.136193
XAF 656.145717
XAG 0.016464
XAU 0.000248
XCD 3.102136
XCG 2.081445
XDR 0.816077
XOF 656.148576
XPF 119.331742
YER 273.84957
ZAR 19.355157
ZMK 10332.070799
ZMW 22.586595
ZWL 369.608886
Economista vencedora do Nobel pede imposto climático mundial e diz que carbono custa vidas
Economista vencedora do Nobel pede imposto climático mundial e diz que carbono custa vidas / foto: JOEL SAGET - AFP

Economista vencedora do Nobel pede imposto climático mundial e diz que carbono custa vidas

O aquecimento global provocado pelos países ricos vai resultar na disparada da mortalidade nos países pobres, alertou a francesa Esther Duflo, vencedora do Prêmio Nobel de Economia, em entrevista à AFP, na qual pediu a adoção de um imposto mundial.

Tamanho do texto:

"Podemos nos perguntar qual será o efeito da mudança climática sobre a mortalidade nos países mais pobres. E a forma de resumir é que causará 73 mortes para cada 100.000 pessoas a mais" até o final do século, disse a economista especializada em questões de pobreza.

"Pode parecer um número abstrato, mas o que o torna muito concreto é que equivale hoje a todas as mortes por doenças infecciosas", explicou, lembrando que os países pobres já estão nas áreas mais quentes do planeta, como o Sahel, na África.

"Cada tonelada de carbono que colocamos na atmosfera custa vidas humanas", disse a professora, que ocupa a cátedra de Pobreza e Políticas Públicas do 'Collège de France' e e dá aulas no 'Massachusetts Institute of Technology' (MIT). Segundo ela, os países ricos "impõem um custo enorme aos países mais pobres pela forma como escolhemos viver".

A economista, de 50 anos, foi pioneira no trabalho de campo que rendeu o Prêmio Nobel de Economia de 2019 com seu marido, Abhijit Banerjee, e Michael Kremer.

Duflo, que mora entre Paris e Boston, diz que a situação é ainda mais urgente porque a pobreza extrema está aumentando desde 2020, depois de cair pela metade após a década de 1990.

Os países ricos conseguiram "gastar 27% do seu PIB em medidas de apoio às suas populações" durante a pandemia, enquanto os países pobres gastaram apenas 2% e "viram que a solidariedade estava a um nível quase nulo", tanto em ajuda internacional quanto para as vacinas.

A guerra na Ucrânia e a inflação dos preços dos alimentos agravaram a situação.

- Tributação "vinculante" -

Os especialistas, com apoio da ONU, avaliam as necessidades dos países em desenvolvimento em mais de 2 trilhões de dólares por ano até 2030 (9,5 trilhões de reais na cotação atual). No entanto, os compromissos das conferências da ONU sobre o clima (COP) "são insuficientes por um lado e, por outro, não estão sendo cumpridos", lamenta Duflo.

Ela cita como exemplo o fato de que os Estados nunca respeitaram o compromisso de pagar 100 bilhões de dólares por ano (479 bilhões de reais na cotação atual) para a transição climática dos países pobres. Também não encontraram financiamento para estabelecer um fundo anunciado na COP27 em Sharm el Sheikh (Egito) em 2022.

Duflo também não tem esperanças para a cúpula internacional de quinta-feira e sexta-feira em Paris para reformar a arquitetura das finanças globais, porque "não há nenhuma intenção real de gerar compromissos".

A economista defende "um mecanismo para tributar os países" em escala internacional e que seja "vinculante", com o objetivo de aumentar a tributação mínima das multinacionais ou de tributar as maiores fortunas do planeta.

"Uma parte deve ir diretamente para apoiar as pessoas sujeitas ao risco climático", afirmou Duflo, "por exemplo, com transferências financeiras que iriam diretamente para as contas bancárias das pessoas afetadas por enchentes ou pelo calor extremo".

A outra parte serviria para "promover o surgimento de soluções de adaptação a uma vida diferente nestes países, que sofrerão transformações profundas", aponta.

J.Marek--TPP