The Prague Post - Casal de tuiuiús salvo das queimadas demonstra resiliência do Pantanal

EUR -
AED 4.33804
AFN 76.779267
ALL 96.374356
AMD 447.71893
ANG 2.114485
AOA 1083.182631
ARS 1712.435599
AUD 1.697929
AWG 2.129156
AZN 2.011163
BAM 1.949197
BBD 2.381632
BDT 144.620112
BGN 1.983712
BHD 0.445341
BIF 3515.012221
BMD 1.181224
BND 1.502025
BOB 8.200568
BRL 6.212068
BSD 1.182494
BTN 108.134162
BWP 15.563937
BYN 3.38593
BYR 23151.984599
BZD 2.378154
CAD 1.613144
CDF 2675.471776
CHF 0.921278
CLF 0.025959
CLP 1025.018142
CNY 8.211572
CNH 8.199329
COP 4283.495142
CRC 586.717511
CUC 1.181224
CUP 31.302428
CVE 109.892748
CZK 24.309266
DJF 210.575606
DKK 7.470035
DOP 74.68921
DZD 153.350921
EGP 55.624997
ERN 17.718356
ETB 184.332392
FJD 2.632594
FKP 0.862003
GBP 0.865223
GEL 3.183433
GGP 0.862003
GHS 12.966078
GIP 0.862003
GMD 86.229201
GNF 10375.983988
GTQ 9.073265
GYD 247.402417
HKD 9.225398
HNL 31.214264
HRK 7.534907
HTG 154.976996
HUF 381.085803
IDR 19826.839872
ILS 3.660205
IMP 0.862003
INR 108.080773
IQD 1549.052714
IRR 49759.048718
ISK 144.994919
JEP 0.862003
JMD 185.663438
JOD 0.837461
JPY 183.725144
KES 152.531745
KGS 103.297792
KHR 4761.073794
KMF 490.207333
KPW 1063.101334
KRW 1718.00772
KWD 0.362955
KYD 0.985404
KZT 597.142286
LAK 25429.965772
LBP 105893.477113
LKR 366.184232
LRD 219.356234
LSL 18.93177
LTL 3.487847
LVL 0.714511
LYD 7.470788
MAD 10.783173
MDL 20.020031
MGA 5273.159935
MKD 61.663383
MMK 2480.553789
MNT 4210.619832
MOP 9.512677
MRU 46.954944
MUR 53.92267
MVR 18.261671
MWK 2050.363246
MXN 20.509776
MYR 4.656351
MZN 75.314989
NAD 18.93177
NGN 1646.685402
NIO 43.512605
NOK 11.46028
NPR 173.01539
NZD 1.96659
OMR 0.454064
PAB 1.182499
PEN 3.982709
PGK 5.066837
PHP 69.546314
PKR 331.003457
PLN 4.221091
PYG 7862.366893
QAR 4.322657
RON 5.095918
RSD 117.433734
RUB 90.421532
RWF 1728.744025
SAR 4.429696
SBD 9.510756
SCR 17.716387
SDG 710.496468
SEK 10.592606
SGD 1.50306
SHP 0.886224
SLE 28.733281
SLL 24769.669596
SOS 675.81645
SRD 44.91603
STD 24448.945792
STN 24.417288
SVC 10.347082
SYP 13063.832022
SZL 18.9229
THB 37.308921
TJS 11.044235
TMT 4.134283
TND 3.411544
TOP 2.844103
TRY 51.370125
TTD 8.005948
TWD 37.334917
TZS 3057.585555
UAH 50.925541
UGX 4223.692596
USD 1.181224
UYU 45.874604
UZS 14456.031409
VES 408.634194
VND 30735.440779
VUV 140.750731
WST 3.202039
XAF 653.770082
XAG 0.015034
XAU 0.000251
XCD 3.192316
XCG 2.131081
XDR 0.811755
XOF 653.742502
XPF 119.331742
YER 281.51517
ZAR 18.981261
ZMK 10632.429606
ZMW 23.206373
ZWL 380.353551
Casal de tuiuiús salvo das queimadas demonstra resiliência do Pantanal
Casal de tuiuiús salvo das queimadas demonstra resiliência do Pantanal / foto: Florian PLAUCHEUR - AFP

Casal de tuiuiús salvo das queimadas demonstra resiliência do Pantanal

Refugiados em seu ninho, no alto de uma árvore com vista para a vegetação queimada, um casal de tuiuiús, ave-símbolo do Pantanal, representa a resistência deste santuário de biodiversidade assolado pelos incêndios.

Tamanho do texto:

Monogâmicos, os tuiuiús, espécie da família das cegonhas com cerca de 1,5 metro de altura, raramente abandonam seus ninhos a menos que se sintam ameaçados.

Foi o que aconteceu com este casal de tuiuiús, que no ano passado teve que se afastar do ninho para escapar do fogo. Ao retornar este ano, as aves viram novamente as chamas se aproximando perigosamente da árvore onde nidificaram.

Nesta região ao sul da Amazônia, os incêndios em grande escala costumam ocorrer na segunda metade do ano. Mas este ano as chamas chegaram mais cedo, com 3.451 incêndios identificados desde janeiro, vinte vezes mais do que no mesmo período em 2023.

Desta vez, os tuiuiús se salvaram graças a uma força-tarefa que contou com os esforços do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), ONG que atua na preservação do Pantanal e que trabalhou na operação junto aos bombeiros e o Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal (Gretap-MS).

A missão: criar uma espécie de perímetro de segurança ao redor do ninho feito no topo de uma piúva (ou ipê-roxo), uma das árvores mais altas do Pantanal.

Os bombeiros limparam a vegetação em volta para conter a propagação do fogo e resfriaram a área por 48 horas consecutivas, enquanto outras equipes combatiam as chamas. Um helicóptero foi usado para lançar água sobre o local, tomando cuidado para não molhar e destruir o ninho.

O esforço deu certo e os tuiuiús sobreviveram e permaneceram.

"A gente comemora muito essas pequenas vitórias porque são elas que nos dão combustível para podermos fazer mais. Foi um trabalho de muito esforço, de muita técnica, que está tendo esse bom resultado", explica à AFP o biólogo Sérgio Barreto de Aguiar, de 42 anos, responsável técnico do IHP.

- Bioindicador -

De nome científico Jabiru mycteria, os tuiuiús são reconhecidos por suas patas e pescoço pretos, penugem branca e papo vermelho. Alimentam-se de peixes, pequenos moluscos e crustáceos que abundam nas baías do Pantanal na época da vazante. Nesta temporada, o ciclo reprodutivo terá início no segundo semestre, a partir de outubro.

Essa espécie é considerada um símbolo do Pantanal, razão a mais para vigiar de perto seu ninho.

"A gente tem um grande cuidado com esse ninho. Passamos aqui para ver se o fogo não voltou, se a área está resfriada, e os bombeiros estão sempre à disposição para, se for preciso, voltarem a resfriá-lo com água", afirma Barreto.

Tanto zelo tem uma explicação: além de ser uma espécie ameaçada, o tuiuiú é um bioindicador, ou seja, atua como um termômetro da qualidade ambiental de seu hábitat.

"É uma espécie que sofre bastante neste período [de queimadas]. A gente está vendo muita fumaça, o que acaba causando problemas respiratórios e é importante que a gente entenda que quando a gente tem a presença desses animais bioindicadores, de topo de cadeia, isso nos indica que toda a outra fauna abaixo dele está presente", acrescenta o biólogo.

Porém, nem todas as aves têm a mesma sorte. Perto do ninho dos tuiuiús, um pequeno pica-pau foi encontrado morto sem sinais de queimaduras ou lesões externas. Segundo Barreto, há indícios de que tenha morrido intoxicado pela fumaça das queimadas.

"Esse é o grande problema do incêndio, ele não mata apenas por queimadura, mas também por inalação de fuligem, fumaça, causando problema respiratórios. A gente encontra diversas aves mortas por este motivo", lamenta, em um sinal de que a vigilância constante é necessária.

J.Simacek--TPP