The Prague Post - Dez anos após rompimento da barragem de Mariana, moradores denunciam poluição persistente

EUR -
AED 4.358686
AFN 77.145243
ALL 96.636973
AMD 452.900547
ANG 2.124546
AOA 1088.336435
ARS 1725.464149
AUD 1.707235
AWG 2.139287
AZN 2.013799
BAM 1.955354
BBD 2.406161
BDT 145.986713
BGN 1.993151
BHD 0.450405
BIF 3539.352612
BMD 1.186844
BND 1.512981
BOB 8.255118
BRL 6.245411
BSD 1.194492
BTN 109.70591
BWP 15.629658
BYN 3.402638
BYR 23262.149846
BZD 2.402662
CAD 1.618648
CDF 2688.202567
CHF 0.917039
CLF 0.026071
CLP 1029.433075
CNY 8.250645
CNH 8.248248
COP 4355.422163
CRC 591.57508
CUC 1.186844
CUP 31.451376
CVE 110.240328
CZK 24.360569
DJF 212.73239
DKK 7.467503
DOP 75.214117
DZD 154.438388
EGP 55.90725
ERN 17.802666
ETB 185.585211
FJD 2.616576
FKP 0.866911
GBP 0.867168
GEL 3.19856
GGP 0.866911
GHS 13.087071
GIP 0.866911
GMD 86.639448
GNF 10482.786402
GTQ 9.162988
GYD 249.935117
HKD 9.268638
HNL 31.532341
HRK 7.53326
HTG 156.346985
HUF 381.685626
IDR 19929.431485
ILS 3.66783
IMP 0.866911
INR 109.139241
IQD 1565.043144
IRR 49995.819691
ISK 144.996819
JEP 0.866911
JMD 187.210468
JOD 0.841466
JPY 184.045735
KES 154.23072
KGS 103.78971
KHR 4803.985566
KMF 492.540492
KPW 1068.159944
KRW 1728.763412
KWD 0.364266
KYD 0.995565
KZT 600.827939
LAK 25709.354463
LBP 106980.457386
LKR 369.447316
LRD 215.332715
LSL 18.968635
LTL 3.504443
LVL 0.71791
LYD 7.496322
MAD 10.836529
MDL 20.093588
MGA 5338.805156
MKD 61.625948
MMK 2492.763063
MNT 4232.739691
MOP 9.606809
MRU 47.666934
MUR 53.894966
MVR 18.34888
MWK 2071.536383
MXN 20.742444
MYR 4.678488
MZN 75.673253
NAD 18.968315
NGN 1657.879276
NIO 43.960717
NOK 11.448953
NPR 175.530934
NZD 1.971295
OMR 0.457938
PAB 1.194628
PEN 3.994189
PGK 5.113942
PHP 69.865996
PKR 334.192385
PLN 4.215357
PYG 8002.209077
QAR 4.355625
RON 5.095363
RSD 117.373237
RUB 90.539571
RWF 1743.046616
SAR 4.451618
SBD 9.556012
SCR 17.136845
SDG 713.89198
SEK 10.574663
SGD 1.508331
SHP 0.890441
SLE 28.870014
SLL 24887.532355
SOS 682.755826
SRD 45.160023
STD 24565.282435
STN 24.494931
SVC 10.452529
SYP 13125.994308
SZL 18.96052
THB 37.452649
TJS 11.152051
TMT 4.153955
TND 3.432432
TOP 2.857636
TRY 51.635564
TTD 8.111185
TWD 37.507823
TZS 3076.276554
UAH 51.202541
UGX 4271.044125
USD 1.186844
UYU 46.360015
UZS 14604.669895
VES 410.578618
VND 30777.24846
VUV 140.986971
WST 3.217275
XAF 655.824039
XAG 0.014548
XAU 0.000252
XCD 3.207506
XCG 2.153009
XDR 0.815617
XOF 655.810227
XPF 119.331742
YER 282.854672
ZAR 19.202781
ZMK 10683.018904
ZMW 23.444753
ZWL 382.163406
Dez anos após rompimento da barragem de Mariana, moradores denunciam poluição persistente
Dez anos após rompimento da barragem de Mariana, moradores denunciam poluição persistente / foto: Ben STANSALL - AFP

Dez anos após rompimento da barragem de Mariana, moradores denunciam poluição persistente

Dez anos após o colapso da barragem de Mariana, em Minas Gerais, que deixou 19 mortos e causou um desastre ecológico, o solo e a água permanecem poluídos e envenenam a vida dos habitantes, explica à AFP o líder indígena Marcelo Krenak, presente em uma audiência do caso em Londres.

Tamanho do texto:

Em 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem de Fundão, na cidade mineira de Mariana, provocou um gigantesco deslizamento de lama com resíduos tóxicos que se espalhou por 650 quilômetros ao longo do Rio Doce até o oceano Atlântico.

"Meu povo, a cultura, sempre foi ligada ao rio", relata Krenak, que usa um tradicional cocar de penas azuis no centro da capital britânica. "Todo o ecossistema em torno do rio foi destruído", acrescenta.

O líder indígena foi a Londres assistir a uma audiência na quarta-feira e na quinta-feira (2 e 3), como parte de um amplo processo para obter indenização da gigante australiana da mineração BHP, que na época do incidente tinha uma de suas sedes mundiais no Reino Unido.

"As plantas medicinais que só existiam no rio estão contaminadas, o solo está contaminado, então você não pode plantar, não pode usar a água do rio para os animais ou para as plantas", denuncia ele.

- "Tragédia terrível" -

Após um mega julgamento concluído em março, a Justiça britânica deve decidir nas próximas semanas sobre a responsabilidade da BHP, que era proprietária, juntamente com a Vale, da barragem cujo colapso destruiu as casas de mais de 600 pessoas.

O Tribunal Superior de Londres já está organizando, paralelamente, a segunda fase deste processo, com o objetivo de determinar possíveis danos e indenizações (etapa que poderia começar em outubro de 2026 se a responsabilidade da BHP for reconhecida) e esse é o objetivo da audiência desta semana.

A companhia australiana disse à AFP que a recuperação do Rio Doce - cuja qualidade da água, segundo afirmam, "já retornou aos níveis anteriores ao rompimento da barragem" - continua sendo uma prioridade.

Reconhecendo "uma tragédia terrível", a empresa afirma que sempre esteve "comprometida em apoiar a Samarco", companhia diretamente responsável pelo funcionamento da barragem de Fundão, criada em conjunto pela BHP e pela Vale, "para fazer a coisa certa" pelos moradores e o meio ambiente.

A empresa considera que a solução passa por um acordo de reparação e a indenização de R$ 170 bilhões, firmada no Brasil em outubro de 2024.

Entretanto, a maioria dos 620.000 demandantes no processo de Londres (incluindo 46 municípios) considera que não está coberta por este acordo e espera obter um adicional de 36 bilhões de libras (cerca de R$ 267 bilhões, na cotação atual) da Justiça britânica.

- "Fazendo história" -

Marcelo Krenak afirma que os autores da ação apresentarão "comprovações visuais, fotos e vídeos do que foi feito, do que ocasionou, e do dano que isso está gerando até hoje", e cita estudos que comprovam que o "rio" e os "peixes estão contaminados".

"Aqui na Inglaterra, nós estamos fazendo história porque uma grande empresa, uma das maiores mineradoras do mundo, está sendo levada a julgamento e pode ser um precedente para que não venham a ocorrer crimes como esse em outros lugares do planeta", declara o líder indígena.

A cidade de Mariana, uma das mais afetadas pelo desastre, espera obter uma indenização de R$ 28 bilhões no julgamento na capital britânica.

"A nossa esperança é que aqui em Londres o município seja ouvido porque no Brasil nós não fomos ouvidos", diz à AFP o prefeito Juliano Duarte, que também esteve presente nas audiências desta semana.

Segundo ele, a Justiça britânica está prestes a reconhecer a responsabilidade da BHP, o que pode levar a empresa a querer negociar diretamente com os demandantes.

"O município está de portas abertas para conversar, para negociar, mas nós não vamos aceitar migalhas como foi oferecido no Brasil", conclui o prefeito.

F.Prochazka--TPP