The Prague Post - Presos no Equador libertam 57 guardas e policiais mantidos reféns

EUR -
AED 4.190964
AFN 72.462069
ALL 94.318285
AMD 420.009431
ANG 2.043163
AOA 1046.457542
ARS 1699.905298
AUD 1.652931
AWG 2.054115
AZN 1.941408
BAM 1.958778
BBD 2.299155
BDT 140.641376
BGN 1.929591
BHD 0.430252
BIF 3406.407733
BMD 1.141175
BND 1.479824
BOB 7.916899
BRL 5.936165
BSD 1.141516
BTN 108.794512
BWP 16.296493
BYN 3.325698
BYR 22367.032353
BZD 2.295851
CAD 1.619938
CDF 2596.173357
CHF 0.918072
CLF 0.026836
CLP 1056.180624
CNY 7.753657
CNH 7.751387
COP 3867.43107
CRC 519.5809
CUC 1.141175
CUP 30.241141
CVE 110.836612
CZK 24.205123
DJF 202.809256
DKK 7.475142
DOP 67.84283
DZD 152.134698
EGP 56.020479
ERN 17.117627
ETB 181.618482
FJD 2.586645
FKP 0.85945
GBP 0.854837
GEL 3.013023
GGP 0.85945
GHS 12.96949
GIP 0.85945
GMD 83.879239
GNF 10008.106049
GTQ 8.706085
GYD 238.788886
HKD 8.951269
HNL 29.955784
HRK 7.530155
HTG 149.254321
HUF 355.315718
IDR 20553.819205
ILS 3.421643
IMP 0.85945
INR 108.758611
IQD 1495.509995
IRR 1570256.964877
ISK 143.811321
JEP 0.85945
JMD 179.522959
JOD 0.809104
JPY 184.015592
KES 147.610972
KGS 99.795566
KHR 4578.966441
KMF 494.128432
KPW 1027.058007
KRW 1768.513262
KWD 0.352943
KYD 0.95133
KZT 547.122293
LAK 25676.440054
LBP 102398.425225
LKR 383.476343
LRD 207.551186
LSL 18.711604
LTL 3.369593
LVL 0.690285
LYD 7.320686
MAD 10.735603
MDL 20.188342
MGA 4892.79133
MKD 61.598032
MMK 2395.619746
MNT 4090.188117
MOP 9.222861
MRU 45.794832
MUR 53.943062
MVR 17.630943
MWK 1981.080125
MXN 20.01484
MYR 4.650336
MZN 72.918443
NAD 18.718076
NGN 1568.042619
NIO 41.772747
NOK 11.268899
NPR 174.07162
NZD 2.006135
OMR 0.438742
PAB 1.141516
PEN 3.900562
PGK 4.996099
PHP 70.261004
PKR 317.53152
PLN 4.290938
PYG 6938.428055
QAR 4.160153
RON 5.232401
RSD 117.364159
RUB 89.104682
RWF 1672.962726
SAR 4.284201
SBD 9.185438
SCR 15.739313
SDG 685.276818
SEK 11.074992
SGD 1.475922
SHP 0.852002
SLE 27.816137
SLL 23929.875862
SOS 652.17801
SRD 42.799196
STD 23620.020962
STN 24.991735
SVC 9.988011
SYP 126.13648
SZL 18.717949
THB 37.997136
TJS 10.55927
TMT 3.994113
TND 3.353628
TOP 2.747676
TRY 53.287142
TTD 7.749647
TWD 36.394468
TZS 3001.288255
UAH 51.174388
UGX 4183.287238
USD 1.141175
UYU 45.888968
UZS 13617.063009
VES 721.876216
VND 30002.635082
VUV 136.937732
WST 3.16065
XAF 656.944349
XAG 0.019015
XAU 0.00028
XCD 3.084083
XCG 2.057292
XDR 0.815961
XOF 655.610095
XPF 119.331742
YER 272.291719
ZAR 18.682463
ZMK 10271.951024
ZMW 20.782234
ZWL 367.457923
Presos no Equador libertam 57 guardas e policiais mantidos reféns
Presos no Equador libertam 57 guardas e policiais mantidos reféns / foto: Fernando MACHADO - AFP

Presos no Equador libertam 57 guardas e policiais mantidos reféns

Prisioneiros de seis penitenciárias no Equador libertaram quase 60 guardas e policiais que haviam sido mantidos reféns após uma ação de gangues de narcotráfico que usam as prisões como centros de operações em um país cada vez mais violento.

Tamanho do texto:

Os 50 agentes e sete policiais "já foram libertados, passaram por avaliações médicas para verificar seu estado de saúde e estão em segurança", disse o órgão estatal responsável pelas prisões (Snai).

As autoridades relataram as retenções dos uniformizados na quinta-feira, mas não se sabe por quanto tempo eles estiveram sob o controle dos detentos e em quais prisões.

A violência do narcotráfico prevalece dentro e fora das grades. Entre quarta e quinta-feira, dois carros-bomba explodiram em Quito, visando o Snai.

Ambos os incidentes são retaliações pelas contínuas transferências de prisioneiros realizadas pelas autoridades e as intervenções em busca de armas e drogas, de acordo com o governo.

"As medidas que tomamos, especialmente no sistema penitenciário, geraram reações violentas das organizações criminosas que tentam intimidar o Estado", afirmou o presidente Guillermo Lasso na rede X, antigo Twitter.

Localizado entre a Colômbia e o Peru, os maiores produtores mundiais de cocaína, o Equador havia conseguido evitar a violência das máfias. Mas nos últimos anos, gangues aliadas a cartéis mexicanos e colombianos têm imposto o terror. Desde 2018, a taxa nacional de homicídios quadruplicou.

As autoridades mantêm sigilo sobre o que está acontecendo nas prisões e ainda não determinaram se foi ou não uma ação coordenada.

A libertação ocorreu por meio de uma ação coordenada com soldados e policiais, segundo o Snai.

- Magnicídio -

A um mês do segundo turno que escolherá o futuro presidente do Equador, a violência recrudesce. A campanha presidencial foi marcada pelo assassinato a tiros de um dos candidatos favoritos, o jornalista Fernando Villavicencio, em 9 de agosto, em Quito.

As autoridades tentam freá-la exercendo pressão nas prisões: transferências de presos a penitenciárias de segurança máxima, separação de grupos rivais para evitar brigas, inspeção de celas e divisão das facções criminosas.

Os seis presos pelo magnicídio foram transferidos de presídio na última quarta-feira. Segundo o governo, isso pode ter sido um dos detonadores dos atentados com carros-bomba e dos ataques com granadas que se seguiram à explosão.

"Mas estamos firmes e não vamos retroceder no objetivo de capturar criminosos perigosos, desarticular facções criminosas e pacificar as prisões do país", assegurou Lasso.

Vários agentes penitenciários estavam retidos no presídio da cidade andina de Cuenca (sul).

Durante a manhã desta sexta-feira, militares e policiais cercavam a prisão, enquanto no telhado três presos pediam aos gritos que os militares recuassem se quisessem a libertação dos reféns, constatou um jornalista da AFP nesta sexta-feira.

Um deles, vestindo um pijama branco com desenhos infantis, falava por um walkie-talkie.

- Militarização das prisões -

Os repetidos massacres carcerários levaram Lasso a decretar em 24 de julho estado de exceção em todo o sistema penitenciário por 60 dias, a fim de enviar militares às prisões. Mas a presença de soldados esticou ainda mais a corda, concordam especialistas.

Horas antes dos atentados com carro-bomba, centenas de militares realizaram uma operação de busca de armas, munições e explosivos em um presídio na cidade andina de Latacunga (sul), uma das principais do país e cenário de confrontos mortais entre os reclusos.

Uma segunda hipótese do governo é que essa intervenção enfureceu as facções.

A crise carcerária está no centro da campanha presidencial para o segundo turno, que será disputado em 15 de outubro entre a esquerdista Luisa González e o direitista Daniel Noboa.

Filho de um milionário, Noboa propõe criar um sistema de navios-prisões em alto-mar para isolar os presos e desligá-los de suas facções criminosas.

- Massacres de presos -

Transformadas em centros de operações do narcotráfico, as prisões equatorianas têm sido cenário de massacres que já deixaram mais de 430 detentos mortos desde 2021, dezenas deles esquartejados e carbonizados.

Um comitê de pacificação criado por Lasso classificou as prisões de "armazéns de seres humanos e centros de tortura".

No Equador, há 36 prisões para 32.200 reclusos e a população carcerária está em torno de 31.300 presos. A metade cumpre pena por tráfico de drogas, estopim da violência.

Em 2021, o número de presos subiu para 39.000, mas os massacres levaram o governo a conceder indultos e benefícios para descongestionar os presídios.

Atualmente, mais da metade dos presos compartilham as celas com até cinco pessoas e há celas com mais de 15 detentos.

N.Simek--TPP