The Prague Post - CIJ exige que Israel permita entrada de ajuda humanitária em Gaza e evite atos de 'genocídio'

EUR -
AED 4.237091
AFN 72.685001
ALL 95.954988
AMD 434.520707
ANG 2.065282
AOA 1057.974892
ARS 1578.268494
AUD 1.674968
AWG 2.079607
AZN 1.961076
BAM 1.955893
BBD 2.321221
BDT 141.406739
BGN 1.97209
BHD 0.434945
BIF 3423.363136
BMD 1.153735
BND 1.481071
BOB 7.98138
BRL 6.041996
BSD 1.15246
BTN 108.601646
BWP 15.844824
BYN 3.46098
BYR 22613.205604
BZD 2.317921
CAD 1.598326
CDF 2636.861817
CHF 0.916875
CLF 0.027131
CLP 1071.288545
CNY 7.973981
CNH 7.982415
COP 4256.232177
CRC 534.325463
CUC 1.153735
CUP 30.573977
CVE 110.270255
CZK 24.510982
DJF 205.230669
DKK 7.473549
DOP 69.483311
DZD 153.46996
EGP 60.805986
ERN 17.306025
ETB 178.11666
FJD 2.604445
FKP 0.862804
GBP 0.865071
GEL 3.109331
GGP 0.862804
GHS 12.5996
GIP 0.862804
GMD 84.806546
GNF 10103.481469
GTQ 8.81642
GYD 241.11149
HKD 9.029246
HNL 30.602591
HRK 7.535854
HTG 150.927192
HUF 387.816349
IDR 19534.982991
ILS 3.604379
IMP 0.862804
INR 108.656856
IQD 1509.77849
IRR 1515200.148882
ISK 143.420403
JEP 0.862804
JMD 181.129416
JOD 0.818
JPY 184.183982
KES 149.651251
KGS 100.893962
KHR 4615.219932
KMF 492.645362
KPW 1038.428166
KRW 1741.043798
KWD 0.354439
KYD 0.96045
KZT 555.218864
LAK 24893.29414
LBP 103205.065372
LKR 362.458843
LRD 211.480994
LSL 19.716525
LTL 3.406679
LVL 0.697883
LYD 7.359383
MAD 10.760113
MDL 20.243052
MGA 4803.249709
MKD 61.64141
MMK 2422.824743
MNT 4134.787378
MOP 9.286983
MRU 45.972191
MUR 53.798539
MVR 17.836537
MWK 1998.403892
MXN 20.670085
MYR 4.609743
MZN 73.734887
NAD 19.716525
NGN 1597.645586
NIO 42.412021
NOK 11.188379
NPR 173.763034
NZD 2.002301
OMR 0.443616
PAB 1.152455
PEN 3.98849
PGK 4.980237
PHP 69.473364
PKR 321.687324
PLN 4.276492
PYG 7544.392214
QAR 4.2022
RON 5.096397
RSD 117.469833
RUB 93.889678
RWF 1682.987494
SAR 4.328787
SBD 9.278308
SCR 15.858649
SDG 693.394519
SEK 10.87701
SGD 1.483547
SHP 0.8656
SLE 28.32444
SLL 24193.258148
SOS 658.634241
SRD 43.33659
STD 23879.9847
STN 24.501168
SVC 10.084524
SYP 128.575537
SZL 19.711025
THB 38.038772
TJS 11.029273
TMT 4.04961
TND 3.391062
TOP 2.777916
TRY 51.293934
TTD 7.822407
TWD 36.856028
TZS 2967.654281
UAH 50.571029
UGX 4287.204301
USD 1.153735
UYU 46.722226
UZS 14037.668947
VES 537.661435
VND 30402.070452
VUV 137.321383
WST 3.172229
XAF 655.991103
XAG 0.016798
XAU 0.000262
XCD 3.118027
XCG 2.077108
XDR 0.815842
XOF 655.991103
XPF 119.331742
YER 275.338743
ZAR 19.72108
ZMK 10385.000211
ZMW 21.638125
ZWL 371.502193
CIJ exige que Israel permita entrada de ajuda humanitária em Gaza e evite atos de 'genocídio'
CIJ exige que Israel permita entrada de ajuda humanitária em Gaza e evite atos de 'genocídio' / foto: Remko de Waal - ANP/AFP

CIJ exige que Israel permita entrada de ajuda humanitária em Gaza e evite atos de 'genocídio'

O máximo órgão judicial da ONU exigiu, nesta sexta-feira (26), que Israel evite qualquer ato de genocídio em Gaza e permita a entrada de ajuda humanitária no território palestino, onde trava uma guerra contra o movimento islamista palestino Hamas desde outubro.

Tamanho do texto:

A Corte Internacional de Justiça (CIJ), com sede em Haia, não se pronunciou sobre a questão subjacente de saber se as operações israelenses em Gaza se enquadram no conceito jurídico de genocídio, um debate que pode levar anos.

Mas considerou que a "catastrófica situação humanitária" no território palestino "poderia piorar ainda mais", antes de pronunciar sua decisão final, razão pela qual exigiu várias medidas de emergência.

Uma delas, para que Israel tome "medidas imediatas e eficazes para permitir a prestação de serviços básicos e de ajuda humanitária" em Gaza, onde 85% dos cerca de 2,4 milhões de habitantes se tornaram deslocados internos desde o início da guerra.

Também instou o país a fazer tudo o que puder para "impedir a prática de todos os atos dentro do âmbito de aplicação" da Convenção para a Prevenção do Genocídio e "impedir e punir" qualquer incitamento ao genocídio.

Antes de ler as disposições, a presidente do tribunal, Joan Donoghue, citou declarações de responsáveis israelenses, como o ministro da Defesa, Yoav Gallant, que ordenou um "cerco total" à Faixa de Gaza em 9 de outubro e disse então que as suas forças estavam "lutando contra animais".

O tribunal emitiu esta decisão no âmbito do recurso de emergência apresentado em dezembro pela África do Sul perante a CIJ, que argumentou que Israel violou a convenção da ONU, firmada em 1948, após o Holocausto.

- Cessar-fogo -

A chanceler sul-africana, Naledi Pandor, considerou que estas medidas equivalem à exigência de um cessar-fogo.

"Como prestar ajuda humanitária sem um cessar-fogo? Como fornecer água, [facilitar] o acesso à energia? Como garantir que os feridos sejam beneficiados com cuidados de saúde?", questionou ela em frente ao Palácio da Paz em Haia, onde está sediada a CIJ.

"Sem um cessar-fogo, não se pode fazer nada disso", acrescentou.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, observou que "a acusação de genocídio apresentada contra Israel não é apenas falsa, é escandalosa".

Durante dois dias de audiências realizadas este mês, Israel ressaltou que agiu em legítima defesa, após os ataques do movimento islamista palestino Hamas em 7 de outubro, em seu território, e que faz o que pode para proteger os civis de Gaza.

Entretanto, a CIJ afirmou que as medidas adotadas até o momento "são insuficientes" para proteger os direitos dos palestinos.

O Hamas, que governa a Faixa de Gaza, considerou a decisão um "avanço importante que contribui para isolar Israel e expor seus crimes em Gaza", segundo um comunicado. E a Autoridade Palestina viu a decisão como uma demonstração de que "nenhum Estado está acima da lei".

A guerra eclodiu em 7 de outubro com a incursão de comandos islamistas que mataram cerca de 1.140 pessoas, a maioria civis, e sequestraram cerca de 250 no sul de Israel, segundo um relatório da AFP baseado em dados oficiais israelenses.

As ações de retaliação, com bombardeios incessantes e ofensivas terrestres em Gaza, deixaram até agora pelo menos 26.083 mortos, a maioria mulheres, crianças e adolescentes, segundo o Ministério da Saúde do território.

- "Preocupação" com os reféns -

Israel afirma que, se houve atos de genocídio, estes foram perpetrados pelo Hamas na operação de comando de outubro.

Em comentários feitos à margem da decisão, a presidente do tribunal afirmou nesta sexta-feira que o tribunal está "muito preocupado" com a situação dos reféns em Gaza e exigiu a sua "libertação imediata e incondicional".

Pouco depois, o grupo islamista divulgou um vídeo no Telegram no qual aparecem três mulheres israelenses feitas reféns em Gaza. Duas delas, Daniella Gilboa e Karina Ariev, apresentam-se como recrutas do Exército israelense, e a terceira, Doron Steinbrecher, como civil.

No fim de novembro, durante uma trégua de uma semana, os islamistas trocaram uma centena de reféns por prisioneiros palestinos em Israel. Atualmente, 104 pessoas permanecem cativas em Gaza, segundo dados israelenses, e 28 morreram.

- Israel aceitará a decisão? -

A questão agora é se Israel cumprirá ou não a decisão do tribunal.

A CIJ, que trata de litígios entre países, emite decisões vinculantes e que não cabem recurso, mas não dispõe de meios para garantir a sua aplicação, como quando ordenou à Rússia que parasse as suas operações na Ucrânia, sem sucesso.

No dia 14 de janeiro, Netanyahu manifestou a sua firmeza na manutenção da ofensiva. "Ninguém nos impedirá, nem Haia, nem o eixo do mal", declarou.

Em qualquer caso, os especialistas acreditam que, independentemente do impacto simbólico que a decisão possa ter, provavelmente haverá consequências tangíveis no terreno.

Segundo Juliette McIntyre, especialista em direito internacional da Universidade do Sul da Austrália, se a CIJ, como terceira parte neutra, determinar a existência de um risco de genocídio em Gaza, "será muito mais difícil para um país continuar apoiando Israel".

As nações que mais apoiaram o caso perante a CIJ foram aquelas de maioria muçulmana, incluindo Irã, Turquia, Jordânia, Paquistão, Bangladesh, Malásia e Maldivas. Na América Latina, Brasil, Colômbia, Bolívia e Venezuela corroboraram a iniciativa.

A União Europeia recordou que "as ordens da CIJ não são vinculativas" e disse esperar sua "implementação plena, imediata e efetiva".

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, igualou a decisão do tribunal a um "triunfo da Humanidade" e sublinhou que "o que se impõe é um cessar-fogo para a libertação integral dos reféns de ambos os lados".

Já o presidente argentino, Javier Milei, condenou a violência "atroz e imperdoável" do Hamas e criticou o "ressurgimento do antissemitismo".

- UNRWA demite funcionários -

A Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA) informou nesta sexta-feira que demitiu "vários" funcionários acusados por Israel de estarem envolvidos no ataque de 7 de outubro.

"Qualquer funcionário que esteja envolvido em atos de terrorismo terá que prestar contas, inclusive mediante ações legais", declarou.

Pouco depois, os Estados Unidos anunciaram a suspensão temporária do financiamento desta agência enquanto analisava estas acusações.

H.Dolezal--TPP