The Prague Post - Equador enfrenta crise diplomática após invasão de embaixada do México em Quito

EUR -
AED 4.196324
AFN 73.117812
ALL 94.196413
AMD 420.495074
ANG 2.045469
AOA 1048.202431
ARS 1692.405459
AUD 1.658821
AWG 2.056434
AZN 1.945511
BAM 1.959244
BBD 2.301045
BDT 140.807509
BGN 1.931769
BHD 0.430743
BIF 3404.540347
BMD 1.142463
BND 1.477785
BOB 7.911734
BRL 5.928473
BSD 1.142508
BTN 107.951393
BWP 15.525952
BYN 3.313295
BYR 22392.278791
BZD 2.297719
CAD 1.623383
CDF 2599.10328
CHF 0.922762
CLF 0.026771
CLP 1053.648097
CNY 7.761838
CNH 7.768504
COP 3936.665433
CRC 518.206359
CUC 1.142463
CUP 30.275275
CVE 110.676093
CZK 24.256205
DJF 203.038993
DKK 7.474911
DOP 68.310893
DZD 152.059524
EGP 56.196682
ERN 17.136948
ETB 181.594277
FJD 2.567401
FKP 0.865824
GBP 0.86196
GEL 3.016205
GGP 0.865824
GHS 12.938339
GIP 0.865824
GMD 84.025154
GNF 10025.11436
GTQ 8.716245
GYD 238.974837
HKD 8.958568
HNL 30.52654
HRK 7.535117
HTG 149.321167
HUF 353.758587
IDR 20390.683258
ILS 3.413166
IMP 0.865824
INR 108.345502
IQD 1497.198028
IRR 1572029.367811
ISK 144.007811
JEP 0.865824
JMD 179.896219
JOD 0.809985
JPY 185.019663
KES 147.94454
KGS 99.90825
KHR 4581.277771
KMF 493.543996
KPW 1028.217283
KRW 1760.295931
KWD 0.353672
KYD 0.952053
KZT 554.70291
LAK 25511.203317
LBP 102307.579764
LKR 384.151894
LRD 208.281864
LSL 18.759347
LTL 3.373397
LVL 0.691065
LYD 7.323954
MAD 10.722048
MDL 20.193053
MGA 4846.905497
MKD 61.643536
MMK 2398.772464
MNT 4089.935383
MOP 9.229021
MRU 45.870413
MUR 53.981472
MVR 17.662036
MWK 1984.457943
MXN 19.962147
MYR 4.651085
MZN 72.946072
NAD 18.758928
NGN 1579.181328
NIO 41.837276
NOK 11.322942
NPR 172.7241
NZD 2.021041
OMR 0.439274
PAB 1.142483
PEN 3.899226
PGK 5.015817
PHP 69.858246
PKR 317.661762
PLN 4.289304
PYG 6957.229307
QAR 4.164853
RON 5.242427
RSD 117.399692
RUB 87.969977
RWF 1673.708593
SAR 4.290295
SBD 9.19906
SCR 16.708513
SDG 686.053276
SEK 11.101486
SGD 1.477321
SHP 0.852964
SLE 28.335922
SLL 23956.886335
SOS 652.917592
SRD 42.836086
STD 23646.681691
STN 24.962821
SVC 9.996528
SYP 126.278854
SZL 18.852507
THB 37.998785
TJS 10.590484
TMT 4.010046
TND 3.365982
TOP 2.750778
TRY 53.260953
TTD 7.766584
TWD 36.415783
TZS 2998.969301
UAH 51.274329
UGX 4187.360476
USD 1.142463
UYU 45.970807
UZS 13769.203286
VES 710.890326
VND 30035.357623
VUV 136.157944
WST 3.177056
XAF 657.106299
XAG 0.019598
XAU 0.000284
XCD 3.087564
XCG 2.059001
XDR 0.818428
XOF 655.208831
XPF 119.331742
YER 272.594812
ZAR 18.793745
ZMK 10283.545779
ZMW 20.683905
ZWL 367.872685
Equador enfrenta crise diplomática após invasão de embaixada do México em Quito
Equador enfrenta crise diplomática após invasão de embaixada do México em Quito / foto: Rodrigo BUENDIA - AFP

Equador enfrenta crise diplomática após invasão de embaixada do México em Quito

O Equador se viu envolvido em uma crise diplomática neste sábado (6) devido à rejeição gerada na América Latina pela invasão assalto de suas forças de segurança à embaixada mexicana em Quito para prender o ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas.

Tamanho do texto:

A operação impactante, sem precedentes no mundo, levou o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, a romper imediatamente as relações diplomáticas com o Equador. Nicarágua imitou esta ação neste sábado.

Tanto governos de esquerda da região, como os do Brasil, Colômbia, Venezuela e Chile, quanto de direita, como os da Argentina e Peru, condenaram a invasão que culminou na detenção à força de Glas, procurado pela Justiça equatoriana por acusações de corrupção e que se refugiava na sede diplomática mexicana desde dezembro.

Por sua vez, a Organização dos Estados Americanos (OEA) expressou seu repúdio "a qualquer ação violadora ou que ponha em risco a inviolabilidade dos locais das missões diplomáticas", em um comunicado.

O México denunciou "uma violação flagrante do direito internacional" e de sua "soberania". Neste sábado, López Obrador pediu a seus compatriotas "que se comportem com muita prudência para evitar o assédio" em meio à tensão diplomática.

Imagens de sexta-feira mostram militares equatorianos armados e com um aríete em frente à embaixada. Pelo menos um deles escalou a grade que cerca o prédio para entrar e deter Glas, a quem o México concedeu asilo naquele dia, após tê-lo abrigado durante meses.

A Convenção de Viena, que garante a inviolabilidade do território de uma embaixada, foi citada pela maioria dos países que rejeitaram o cerco à sede da missão mexicana.

O presidente do Equador, Daniel Noboa, classificou na sexta-feira o asilo concedido a Glas como "ilícito" e defendeu a operação, alegando um "abuso das imunidades e privilégios" concedidos à missão diplomática. Neste sábado, sua chanceler, Gabriela Sommerfeld, acusou o México de "violar o princípio fundamental de não intervenção nos assuntos internos de outros Estados".

A embaixada mexicana em Quito permanecia cercada por policiais neste sábado, e a bandeira do país havia sido retirada do mastro no pátio, constatou um fotógrafo da AFP. Segundo o governo mexicano, os diplomatas e suas famílias retornarão ao país em voos comerciais e com o respaldo de "embaixadas amigas".

- 'Golpeado' -

Glas, vice-presidente do Equador durante o governo do socialista Rafael Correa entre 2013 e 2017, tem uma ordem de prisão preventiva por suposto peculato em obras públicas contratadas após o devastador terremoto na costa equatoriana em 2016.

O político de 54 anos foi transferido neste sábado para uma prisão de segurança máxima em Guayaquil (sudoeste), conhecida como "A Rocha", segundo fontes governamentais.

O ex-presidente Correa, exilado na Bélgica desde 2017 e condenado à revelia a oito anos de prisão por corrupção, disse na rede social X que Glas "tem dificuldades para caminhar porque foi golpeado. Tudo isso é uma loucura".

O México qualificou a operação como "brutal" e denunciou "violência física" contra o chefe de missão, Roberto Canseco, que foi imobilizado no chão por um militar enquanto tentava evitar a captura de Glas, segundo imagens da televisão equatoriana. O diplomata está "bem", assim como o restante da delegação, indicou Bárcena.

López Obrador elogiou a "dignidade e decoro" do pessoal diplomático que estava na embaixada e anunciou que apresentará uma denúncia à Corte Internacional de Justiça.

- Escalada -

A crise diplomática começou na quarta-feira, quando López Obrador estabeleceu um paralelo entre a violência que marcou a campanha presidencial equatoriana de 2023, durante a qual o candidato Fernando Villavicencio foi assassinado, e a criminalidade que ocorre no México em relação às eleições de 2 de junho.

Segundo o presidente mexicano, o crime de Villavicencio criou um "ambiente envenenado de violência" que provocou a queda nas pesquisas da candidata de esquerda Luisa González e o aumento na popularidade de Noboa, que acabou vencedor.

Crítico contundente do ex-presidente Correa (2007-2017), Villavicencio era conhecido por suas denúncias sobre o fortalecimento do narcotráfico.

O governo de Noboa considerou que esses comentários "ofendem o Estado equatoriano" e expulsou a embaixadora mexicana Raquel Serur, que ainda não deixou o país.

Em resposta, o México concedeu asilo político a Glas na sexta-feira, que estava refugiado em sua sede diplomática em Quito desde dezembro, alegando perseguição política contra ele.

- Condenação -

Noboa "quebrou todos os protocolos de comportamento da diplomacia tradicional", disse à AFP Roberto Beltrán Zambrano, professor de gestão de conflitos da Universidade Técnica Particular de Loja, no Equador.

Os governos de Brasil, Venezuela, Cuba, Bolívia, Honduras, Peru e Chile, entre outros, condenaram neste sábado a operação.

"Toda minha solidariedade ao presidente e amigo López Obrador", afirmou no X o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujo governo condenou a ação "nos termos mais firmes".

"[A invasão da embaixada] constitui uma ação que nem mesmo nas ditaduras mais atrozes da região, como a de Augusto Pinochet no Chile ou Jorge Rafael Videla na Argentina, foram registradas", disse o Ministério das Relações Exteriores venezuelano em comunicado.

A Argentina, governada pelo ultraliberal Javier Milei, se uniu "aos países da região na condenação ao que aconteceu ontem na Embaixada do México no Equador".

M.Jelinek--TPP