The Prague Post - A seis meses das eleições, Biden está cada vez mais mal-humorado com a imprensa

EUR -
AED 4.184329
AFN 71.779478
ALL 94.317362
AMD 418.797437
ANG 2.039926
AOA 1044.799931
ARS 1683.401049
AUD 1.65243
AWG 2.052285
AZN 1.940367
BAM 1.956731
BBD 2.298144
BDT 140.346781
BGN 1.926534
BHD 0.430205
BIF 3388.72322
BMD 1.139367
BND 1.476338
BOB 7.884683
BRL 5.892467
BSD 1.141073
BTN 107.09749
BWP 15.506787
BYN 3.309347
BYR 22331.595981
BZD 2.294842
CAD 1.616546
CDF 2583.52018
CHF 0.922202
CLF 0.026706
CLP 1051.054553
CNY 7.745589
CNH 7.746096
COP 3924.55012
CRC 518.046501
CUC 1.139367
CUP 30.193229
CVE 110.316523
CZK 24.252685
DJF 203.191142
DKK 7.474055
DOP 67.0419
DZD 151.95429
EGP 56.308777
ERN 17.090507
ETB 183.96007
FJD 2.560443
FKP 0.863477
GBP 0.86245
GEL 3.013646
GGP 0.863477
GHS 12.865122
GIP 0.863477
GMD 83.174013
GNF 9997.71331
GTQ 8.705104
GYD 238.793625
HKD 8.93547
HNL 30.530197
HRK 7.534406
HTG 149.121795
HUF 353.691449
IDR 20338.84285
ILS 3.417788
IMP 0.863477
INR 107.475648
IQD 1494.711224
IRR 1566914.661418
ISK 143.993205
JEP 0.863477
JMD 179.709454
JOD 0.807792
JPY 184.349039
KES 147.545308
KGS 99.638077
KHR 4579.897862
KMF 494.485645
KPW 1025.430826
KRW 1752.949874
KWD 0.35286
KYD 0.950848
KZT 553.620998
LAK 25044.807094
LBP 102180.362238
LKR 383.540816
LRD 207.837983
LSL 18.755842
LTL 3.364254
LVL 0.689192
LYD 7.324646
MAD 10.699297
MDL 20.230537
MGA 4826.423625
MKD 61.680319
MMK 2392.271819
MNT 4078.851706
MOP 9.217086
MRU 45.537668
MUR 53.823799
MVR 17.603538
MWK 1978.593566
MXN 19.92514
MYR 4.630417
MZN 72.810351
NAD 18.755842
NGN 1571.77945
NIO 41.989796
NOK 11.312782
NPR 171.356536
NZD 2.016207
OMR 0.438087
PAB 1.141033
PEN 3.890834
PGK 5.007339
PHP 69.739526
PKR 317.553662
PLN 4.285559
PYG 6964.466697
QAR 4.159143
RON 5.239385
RSD 117.350276
RUB 89.663082
RWF 1671.039125
SAR 4.285033
SBD 9.17413
SCR 16.025826
SDG 683.620592
SEK 11.078249
SGD 1.473817
SHP 0.850653
SLE 28.257426
SLL 23891.963457
SOS 652.124608
SRD 42.706899
STD 23582.599464
STN 24.511448
SVC 9.983707
SYP 125.93664
SZL 18.745413
THB 37.955164
TJS 10.560078
TMT 3.987785
TND 3.38188
TOP 2.743323
TRY 53.140772
TTD 7.754656
TWD 36.316762
TZS 2993.770345
UAH 51.217419
UGX 4187.992761
USD 1.139367
UYU 45.801593
UZS 13705.52146
VES 707.265554
VND 29951.113742
VUV 135.788958
WST 3.168447
XAF 656.286559
XAG 0.019402
XAU 0.000281
XCD 3.079197
XCG 2.056378
XDR 0.81621
XOF 656.283678
XPF 119.331742
YER 271.881482
ZAR 18.737684
ZMK 10255.669674
ZMW 20.554231
ZWL 366.875755
A seis meses das eleições, Biden está cada vez mais mal-humorado com a imprensa
A seis meses das eleições, Biden está cada vez mais mal-humorado com a imprensa / foto: Mandel NGAN - AFP

A seis meses das eleições, Biden está cada vez mais mal-humorado com a imprensa

É a tensão sobre as próximas eleições? Frustração por uma campanha que não está indo como ele deseja? Negação diante de pesquisas sombrias? Seja como for, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, está cada vez mais de mau humor com os jornalistas.

Tamanho do texto:

O democrata, que enfrentará novamente seu antecessor republicano Donald Trump (2017-2021) em busca de um segundo mandato, mostra-se mais ácido diante da imprensa.

“Rezei por todos vocês. Precisam de ajuda!”, declarou recentemente, ao sair de uma igreja, a um repórter que perguntou como havia sido seu dia.

Na última quinta-feira, durante uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente do Quênia, William Ruto, o governante de 81 anos reclamou: “Vocês nunca cumprem sua palavra.”

Um jornalista havia perguntado sobre a situação no Haiti e também sobre o conflito na Faixa de Gaza, mas o presidente só tinha concordado em responder a uma pergunta. Por fim, acabou falando brevemente sobre o Oriente Médio.

A equipe de campanha de Biden critica os meios de comunicação apontando que subestimam o perigo representado por Trump para a democracia e por se interessarem mais pela idade do presidente do que pelo desempenho da economia em seu mandato, considerado relativamente bom.

Longe de atacar apenas os meios conservadores, o pessoal de Biden desenvolveu uma hostilidade particular contra o The New York Times, jornal de prestígio considerado de centro-esquerda.

“Quem faz vista grossa para as mentiras de Donald Trump? The New York Tunes”, gritou um porta-voz da campanha de Biden, depois que o jornal desmentiu, em fevereiro, algumas afirmações do governo sobre o andamento da economia.

De qualquer forma, Biden nunca atacou a imprensa com a mesma virulência que Trump.

- Mantendo distância -

Mas enquanto o magnata de 77 anos se aproxima sempre que pode de qualquer microfone, Biden mantém distância deles.

Concede muito poucas coletivas de imprensa importantes, raramente dá entrevistas e nunca tem conversas informais em suas viagens de avião.

Até pouco tempo atrás, às vezes respondia duas ou três perguntas antes de subir em seu helicóptero e partir da Casa Branca rumo a algum evento.

Mas agora, em vez de caminhar sozinho em direção à aeronave, o presidente sai rodeado por um grupo de assessores que agem como uma barreira de contenção contra os jornalistas.

Isso evita perguntas e disfarça diante das câmeras o quão cauteloso o candidato democrata se tornou.

O mau humor de Biden coincide com pesquisas que mostram resultados pouco animadores.

Várias enquetes o mostram em dificuldades frente a Trump, não necessariamente na intenção de voto geral, mas nos chamados "estados indecisos", aqueles seis ou sete que efetivamente decidirão as eleições.

Por um lado, Biden questiona a solidez das pesquisas: "Hoje em dia é difícil fazer uma pesquisa racional. (...) É preciso fazer tantas ligações" antes de conseguir falar com alguém, afirmou recentemente.

Porém, por outro lado, analisa essas mesmas pesquisas em busca de sinais favoráveis: "A imprensa não fala sobre isso, mas a dinâmica está claramente a nosso favor", repete aos seus seguidores.

- Mídia tradicional em baixa -

“A campanha de Joe Biden se baseia em falsas esperanças?”, questiona o título de uma entrevista na revista New Yorker com o estrategista democrata Simon Rosenberg, que se declarou definitivamente otimista.

O analista enfatizou, em um vídeo divulgado na quinta-feira, que nenhuma pesquisa até então, por mais favorável que seja, garantiu a Trump os 270 delegados necessários para a vitória final.

“Não estamos onde gostaríamos de estar e há muito trabalho a ser feito”, reconheceu Rosenberg, que no entanto ressaltou: sem dúvida, prefiro estar em nosso lugar do que no deles”, referindo-se aos republicanos.

Para o bem ou para o mal, Biden não deveria esquecer que, apesar de sua frustração com os meios tradicionais, eles têm cada vez menos influência sobre os eleitores.

Segundo uma pesquisa realizada em dezembro pela Universidade de Maryland e o The Washington Post, 14% dos americanos têm como fonte primária de notícias meios diferentes da televisão, rádio e periódicos.

Só 5% dos entrevistados cita, por exemplo, o The New York Times.

B.Svoboda--TPP