The Prague Post - Detentas contam horror vivido há um ano em massacre de penitenciária em Honduras

EUR -
AED 4.183702
AFN 72.898305
ALL 91.759381
AMD 414.060448
ANG 2.039279
AOA 1045.629463
ARS 1736.757043
AUD 1.621037
AWG 2.051107
AZN 1.940872
BAM 1.952824
BBD 2.292198
BDT 140.04215
BGN 1.917489
BHD 0.429014
BIF 3427.812462
BMD 1.139029
BND 1.454042
BOB 13.9473
BRL 5.920908
BSD 1.138011
BTN 108.981251
BWP 15.496252
BYN 3.438497
BYR 22324.977409
BZD 2.288903
CAD 1.612114
CDF 2631.158464
CHF 0.944374
CLF 0.027756
CLP 1095.978602
CNY 7.644426
CNH 7.659074
COP 3778.707452
CRC 517.432031
CUC 1.139029
CUP 27.312384
CVE 110.101588
CZK 24.362759
DJF 202.428764
DKK 7.475821
DOP 67.67955
DZD 152.381212
EGP 58.972913
ERN 17.085442
ETB 184.621985
FJD 2.559684
FKP 0.861964
GBP 0.860121
GEL 2.978608
GGP 0.861964
GHS 13.218381
GIP 0.861964
GMD 83.723052
GNF 10009.144491
GTQ 8.691101
GYD 238.116589
HKD 8.934826
HNL 30.545664
HRK 7.53252
HTG 148.938946
HUF 365.054431
IDR 20459.247154
ILS 3.471831
IMP 0.861964
INR 109.128875
IQD 1490.887235
IRR 1565681.419908
ISK 137.002903
JEP 0.861964
JMD 180.045664
JOD 0.807617
JPY 179.169908
KES 147.538924
KGS 99.606081
KHR 4628.130957
KMF 493.200155
KPW 1025.126876
KRW 1545.325584
KWD 0.351562
KYD 0.948347
KZT 504.104277
LAK 25527.11282
LBP 101913.340862
LKR 375.750767
LRD 195.74947
LSL 18.567842
LTL 3.363258
LVL 0.688988
LYD 7.275914
MAD 10.921091
MDL 20.200044
MGA 5024.542606
MKD 61.481732
MMK 2391.390859
MNT 4099.17619
MOP 9.19431
MRU 45.782643
MUR 54.138501
MVR 17.598436
MWK 1973.371135
MXN 20.182304
MYR 4.640638
MZN 72.795802
NAD 18.567842
NGN 1510.159858
NIO 41.877845
NOK 10.828212
NPR 174.370201
NZD 2.011372
OMR 0.437947
PAB 1.138011
PEN 3.863466
PGK 5.070474
PHP 71.013366
PKR 315.346974
PLN 4.372511
PYG 6708.043963
QAR 4.148343
RON 5.273141
RSD 117.531937
RUB 95.850179
RWF 1681.922487
SAR 4.271141
SBD 9.112819
SCR 15.891458
SDG 685.130407
SEK 11.295727
SGD 1.455241
SHP 0.859969
SLE 28.077499
SLL 23884.869006
SOS 650.434629
SRD 42.904397
STD 23575.610124
STN 24.463691
SVC 9.95822
SYP 14809.661324
SZL 18.563448
THB 38.023125
TJS 10.498618
TMT 3.997993
TND 3.368967
TOP 2.742509
TRY 55.770873
TTD 7.740512
TWD 36.150749
TZS 3012.730686
UAH 50.961264
UGX 4457.384378
USD 1.139029
UYU 45.590933
UZS 13468.596133
VES 970.944534
VND 29587.429244
VUV 134.982293
WST 3.149966
XAF 655.957
XAG 0.017719
XAU 0.000265905031
XCD 3.078285
XCG 2.050822
XDR 0.805353
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 269.551735
ZAR 18.590875
ZMK 10252.636055
ZMW 22.200051
ZWL 366.767021
SSP 6506.810465
MXV 2.287096
Detentas contam horror vivido há um ano em massacre de penitenciária em Honduras
Detentas contam horror vivido há um ano em massacre de penitenciária em Honduras / foto: Orlando SIERRA - AFP

Detentas contam horror vivido há um ano em massacre de penitenciária em Honduras

Samantha ainda não consegue explicar como sobreviveu ao massacre de 46 detentas há um ano na única prisão feminina de Honduras, país com maior índice de violência criminal na América Central.

Tamanho do texto:

Na manhã de 20 de junho, segundo a versão oficial, integrantes da gangue Barrio 18 mataram 23 internas a tiros e queimaram outras 23 integrantes da Mara Salvatrucha (MS-13) em suas celas na Penitenciária Nacional Feminina de Adaptação Social (PNFAS), em Támara, 25 km ao norte de Tegucigalpa.

Sentada na entrada da enfermaria da prisão, com o rosto coberto por uma balaclava preta e liberada das algemas, Samantha – nome fictício – conta à AFP que estava em sua cela quando começou a "ouvir tiros e gritos".

"Ela e outras presas abriram um buraco no teto para tentar escapar. "Não foi uma boa ideia", diz, porque os tiros continuaram e tiveram que voltar.

"Quando voltamos para dentro, tudo o que fizemos foi entregar a Deus. Estávamos cercadas", disse Samantha, 25 anos, presa pelo crime de extorsão.

Ela afirma estar viva devido a "algo sobrenatural". Ela pensou que ia morrer porque as balas atingiram uma detenta na sua frente. Quando os disparos terminaram, a parede "atrás de mim estava cheia de buracos e nada aconteceu comigo", acrescentou.

Depois do ocorrido, a presidente Xiomara Castro substituiu agentes penitenciárias, que supostamente deixaram as armas entrarem, por integrantes da unidade de elite da Polícia Militar da Ordem Pública (PMOP), destacada poucos dias depois nas 25 prisões do país, onde há cerca de 21 mil presos.

- "A sangue frio" -

Sete membros da Bairro 18 foram acusadas pelo Ministério Público por este massacre no marco das disputas por territórios de venda de drogas e extorsão entre as duas gangues rivais que aterrorizam Honduras, Guatemala e El Salvador.

Diante da violência sem controle em Honduras, com uma taxa de 34 homicídios a cada 100 mil habitantes em 2023, Castro anunciou nesta sexta-feira medidas semelhantes às impostas pelo presidente Nayib Bukele para cercar as gangues em El Salvador.

O presidente determinou a construção de uma mega penitenciária para 20 mil presos no leste do país e outra para 2 mil nas Ilhas Swan, no Caribe.

Wendy (nome fictício), de 32 anos, também se lembra daqueles "momentos horríveis".

As agressoras chamaram as presas que procuravam pelo nome, abriram as portas das celas com ferramentas e armas em punho: "Elas atiravam para a esquerda e para a direita", disse.

Segundo ela, as integrantes da Barrio 18 atiraram contra as integrantes da quadrilha MS-13, jogaram gasolina em algumas celas e atearam fogo.

Wendy, também presa por extorsão, disse que só lhe restava rezar: "Não tive coragem de correr porque não sabia para onde ir".

Uma presidiária de 68 anos, que se identificou como Rosário, considera um milagre que das 120 mulheres em seu módulo de cela, apenas duas tenham morrido. Uma delas "seria libertada em três dias" e foi morta "a sangue frio", lamentou.

- "Não havia autoridade" -

Wendy afirma que várias "foram baleadas" enquanto "gritavam, pedindo ajuda e ninguém as socorreu". "No momento não havia uma autoridade" para protegê-las, acrescentou.

Na segunda-feira passada, 100 dos mil agentes que serão treinados para formar uma nova polícia penal chegaram à penitenciária para retomar gradualmente a segurança.

Os agentes se uniram aos 260 do PMOP que atualmente monitoram as 661 internas do PNFAS, onde, um ano depois do massacre, dezenas de pedreiros estão ampliando os blocos de celas de concreto, que só têm capacidade para 400 presas.

"Será um lugar dino", disse à AFP a vice-diretora da prisão, a tenente-coronel Dinora Molina, aos jornalistas da AFP em visita ao local.

Cem integrantes da Barrio 18 foram transferidas na semana anterior para outra prisão no noroeste do país para separá-las do MS-13.

"Elas saíram daqui... por isso estamos mais tranquilas", diz Samantha, que cumpriu cinco dos seus 11 anos de pena.

J.Simacek--TPP