The Prague Post - Polêmica reforma do Judiciário avança no Congresso mexicano

EUR -
AED 4.240257
AFN 73.32143
ALL 96.053795
AMD 433.817139
ANG 2.066822
AOA 1058.764604
ARS 1599.696819
AUD 1.675026
AWG 2.078272
AZN 1.967396
BAM 1.955877
BBD 2.317892
BDT 141.205579
BGN 1.973561
BHD 0.434817
BIF 3418.53506
BMD 1.154596
BND 1.481959
BOB 7.981315
BRL 6.067751
BSD 1.150845
BTN 109.078309
BWP 15.865627
BYN 3.425635
BYR 22630.074075
BZD 2.314491
CAD 1.604715
CDF 2635.36902
CHF 0.917923
CLF 0.027055
CLP 1068.301597
CNY 7.980392
CNH 7.989998
COP 4229.267091
CRC 534.421114
CUC 1.154596
CUP 30.596784
CVE 110.269357
CZK 24.603629
DJF 204.928096
DKK 7.496448
DOP 68.502706
DZD 153.573067
EGP 60.780401
ERN 17.318934
ETB 177.904429
FJD 2.606389
FKP 0.868614
GBP 0.866456
GEL 3.094767
GGP 0.868614
GHS 12.609498
GIP 0.868614
GMD 84.867224
GNF 10090.398654
GTQ 8.807348
GYD 240.899518
HKD 9.036039
HNL 30.555207
HRK 7.557064
HTG 150.85596
HUF 390.276858
IDR 19617.503194
ILS 3.622683
IMP 0.868614
INR 109.435464
IQD 1507.559561
IRR 1516272.693223
ISK 144.047794
JEP 0.868614
JMD 181.147157
JOD 0.818654
JPY 185.066713
KES 149.485906
KGS 100.96983
KHR 4609.182101
KMF 494.167328
KPW 1039.005581
KRW 1741.604016
KWD 0.355512
KYD 0.959038
KZT 556.361981
LAK 25029.988892
LBP 103054.87152
LKR 362.514322
LRD 211.168343
LSL 19.761581
LTL 3.409221
LVL 0.698404
LYD 7.34629
MAD 10.755925
MDL 20.213799
MGA 4796.189489
MKD 61.642435
MMK 2427.526343
MNT 4123.646826
MOP 9.285467
MRU 45.949815
MUR 54.000874
MVR 17.838939
MWK 1995.478838
MXN 20.923702
MYR 4.530678
MZN 73.836825
NAD 19.761581
NGN 1597.337286
NIO 42.351673
NOK 11.20288
NPR 174.524895
NZD 2.015881
OMR 0.443458
PAB 1.150845
PEN 4.008858
PGK 4.973196
PHP 69.911197
PKR 321.19049
PLN 4.298271
PYG 7524.297272
QAR 4.195866
RON 5.111746
RSD 117.404638
RUB 93.863708
RWF 1680.566396
SAR 4.33291
SBD 9.285301
SCR 17.363686
SDG 693.912357
SEK 10.938258
SGD 1.49255
SHP 0.866246
SLE 28.345751
SLL 24211.30527
SOS 657.725986
SRD 43.413994
STD 23897.798134
STN 24.500968
SVC 10.069398
SYP 129.111885
SZL 19.759781
THB 37.518628
TJS 10.995934
TMT 4.041085
TND 3.392934
TOP 2.779989
TRY 51.310654
TTD 7.819309
TWD 36.998328
TZS 2969.117305
UAH 50.443693
UGX 4287.169379
USD 1.154596
UYU 46.58184
UZS 14034.554481
VES 540.268027
VND 30409.162038
VUV 138.27014
WST 3.204592
XAF 655.982917
XAG 0.0165
XAU 0.000256
XCD 3.120353
XCG 2.074082
XDR 0.815832
XOF 655.982917
XPF 119.331742
YER 275.490657
ZAR 19.766689
ZMK 10392.750198
ZMW 21.663856
ZWL 371.779317
Polêmica reforma do Judiciário avança no Congresso mexicano

Polêmica reforma do Judiciário avança no Congresso mexicano

A polêmica reforma judicial que propõe a eleição popular de juízes no México deu seu primeiro passo, nesta quarta-feira (4), no Congresso, com sua ampla aprovação na Câmara dos Deputados, apesar dos protestos de trabalhadores do setor e críticas da oposição e dos Estados Unidos.

Tamanho do texto:

Após quase 12 horas de debates, o projeto do presidente de esquerda Andrés Manuel López Obrador foi aprovado por 359 votos da situação e dos aliados contra 135 da oposição, reunindo os dois terços necessários para reformar a Constituição.

"Parabenizo os legisladores que estão buscando limpar o poder Judiciário da corrupção", disse o presidente em sua coletiva de imprensa matinal.

Em um debate posterior de quase seis horas, os legisladores discutiram mais de 600 observações em uma sessão encerrada pela manhã, que deu por concluído o trâmite na Câmara dos Deputados. Agora, a iniciativa será enviada ao Senado.

A longa sessão começou na tarde da terça-feira em um ginásio poliesportivo da Cidade do México, pois o edifício legislativo foi bloqueado por trabalhadores do Judiciário, que estão em greve contra a reforma há duas semanas.

Espera-se que o projeto seja debatido rapidamente no Senado, para ser votado possivelmente na próxima semana, impulsionado pela situação, que precisa de apenas mais um assento na Câmara alta para completar os dois terços.

- Enfrentamento com o Judiciário -

Esta iniciativa gerou protestos da oposição e do Judiciário, com funcionários e juízes em greve desde a semana passada.

Os trabalhadores da Suprema Corte aderiram, nesta quarta-feira, à suspensão dos trabalhos, enquanto os ministros do plenário decidiram suspender na terça-feira as sessões desta semana. O acesso ao recinto amanheceu com as portas fechadas e isolado por fitas.

A proposta também gerou tensões com os Estados Unidos, que advertiram que "ameaça" a relação comercial regulada pelo T-MEC - tratado do qual o Canadá também faz parte - e seria um "risco" para a democracia mexicana, pois consideram que o narcotráfico poderia se aproveitar da eleição popular para manipular juízes.

Segundo a proposta, os magistrados, incluídos os da Suprema Corte, seriam eleitos mediante listas de candidatos propostos pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Seus críticos asseguram que esse mecanismo vai erodir a independência judicial.

O presidente López Obrador, cuja popularidade beira os 70%, promove a reforma, acusando juízes e ministros de favorecerem crimes de colarinho branco e grupos criminosos.

No entanto, o principal alvo de suas críticas é a Suprema Corte de Justiça do país, que interrompeu total ou parcialmente reformas em setores como energia e segurança.

López Obrador acusa seus ministros de se aliarem à oposição e de terem rendimentos acima do teto legal.

- Preocupação dos EUA -

O embaixadoramericano no México, Ken Salazar, reiterou suas críticas à reforma na terça-feira, alegando que põe em risco as relações bilaterais.

"Se não for bem feito, pode causar muitíssimo dano à relação. Há muitíssima preocupação", disse o diplomata à imprensa.

O Canadá advertiu sobre riscos para a segurança jurídica de investimentos.

Perguntado sobre as novas declarações do embaixador americano, o presidente mexicano se recusou a fazer comentários.

As objeções são compartilhadas por investidores em fundos cambiais, títulos e ações mexicanas, que temem que a reforma possa "resultar em uma politização do Judiciário", alertou a consultoria britânica Capital Economics.

López Obrador chamou estas declarações de "interferência", enquanto a presidente eleita, Claudia Sheinbaum, que assumirá o poder em 1º de outubro, repudiou as críticas à iniciativa.

"A reforma do Poder Judiciário não afeta nossas relações comerciais, nem os investimentos privados nacionais ou estrangeiros. Pelo contrário, haverá um Estado de Direito melhor e mais amplo, mais democracia para todos", disse Sheinbaum na terça-feira na rede social X.

V.Sedlak--TPP