The Prague Post - Manifestantes invadem Senado mexicano e interrompem debate sobre reforma judicial

EUR -
AED 4.172342
AFN 72.710612
ALL 94.168298
AMD 416.905528
ANG 2.034081
AOA 1042.371374
ARS 1678.31029
AUD 1.65118
AWG 2.044985
AZN 1.9286
BAM 1.953543
BBD 2.284331
BDT 139.388972
BGN 1.921014
BHD 0.427626
BIF 3379.668848
BMD 1.136103
BND 1.47142
BOB 7.830678
BRL 5.903261
BSD 1.134218
BTN 106.921597
BWP 15.47679
BYN 3.2276
BYR 22267.609445
BZD 2.280951
CAD 1.613709
CDF 2578.952433
CHF 0.920584
CLF 0.026563
CLP 1045.441695
CNY 7.729871
CNH 7.732513
COP 3916.883862
CRC 516.189873
CUC 1.136103
CUP 30.106717
CVE 110.133891
CZK 24.26945
DJF 201.972005
DKK 7.474919
DOP 66.832794
DZD 151.6401
EGP 56.247867
ERN 17.041538
ETB 178.882691
FJD 2.574516
FKP 0.863381
GBP 0.861603
GEL 2.999799
GGP 0.863381
GHS 12.745827
GIP 0.863381
GMD 82.374992
GNF 9937.954521
GTQ 8.645746
GYD 237.107734
HKD 8.909054
HNL 30.348649
HRK 7.534292
HTG 148.234877
HUF 354.840039
IDR 20421.556456
ILS 3.388909
IMP 0.863381
INR 107.521196
IQD 1485.701749
IRR 1562197.774025
ISK 144.001077
JEP 0.863381
JMD 178.747237
JOD 0.805487
JPY 183.755445
KES 147.17041
KGS 99.352152
KHR 4567.301578
KMF 493.068367
KPW 1022.492668
KRW 1758.908246
KWD 0.351795
KYD 0.945119
KZT 549.658668
LAK 25207.846413
LBP 101564.502763
LKR 382.246361
LRD 206.248102
LSL 18.781437
LTL 3.354616
LVL 0.687217
LYD 7.283548
MAD 10.696976
MDL 20.130894
MGA 4835.32959
MKD 61.665491
MMK 2385.286853
MNT 4071.590517
MOP 9.159416
MRU 45.047662
MUR 54.74872
MVR 17.55286
MWK 1966.720578
MXN 19.935202
MYR 4.662111
MZN 72.600692
NAD 18.781437
NGN 1563.41347
NIO 41.733012
NOK 11.244909
NPR 171.205307
NZD 2.016571
OMR 0.436833
PAB 1.133251
PEN 3.887705
PGK 4.976974
PHP 69.678275
PKR 315.645935
PLN 4.286572
PYG 6930.66674
QAR 4.141125
RON 5.233345
RSD 117.38096
RUB 85.43419
RWF 1666.621562
SAR 4.258129
SBD 9.147844
SCR 15.043431
SDG 681.661005
SEK 11.084614
SGD 1.473553
SHP 0.848215
SLE 28.17688
SLL 23823.506013
SOS 648.136161
SRD 42.399316
STD 23515.028438
STN 24.490031
SVC 9.924004
SYP 125.575795
SZL 18.780677
THB 38.010011
TJS 10.476812
TMT 3.976359
TND 3.337298
TOP 2.735463
TRY 52.964947
TTD 7.702898
TWD 36.180204
TZS 2975.379763
UAH 50.999382
UGX 4193.008418
USD 1.136103
UYU 45.466075
UZS 13613.03396
VES 705.239032
VND 29896.537885
VUV 136.128641
WST 3.155838
XAF 655.690086
XAG 0.020225
XAU 0.000285
XCD 3.070373
XCG 2.043977
XDR 0.815518
XOF 655.736242
XPF 119.331742
YER 271.102488
ZAR 18.803803
ZMK 10226.281982
ZMW 20.472108
ZWL 365.824549
Manifestantes invadem Senado mexicano e interrompem debate sobre reforma judicial
Manifestantes invadem Senado mexicano e interrompem debate sobre reforma judicial / foto: Silvana FLORES - AFP

Manifestantes invadem Senado mexicano e interrompem debate sobre reforma judicial

Centenas de manifestantes invadiram nesta terça-feira (10) a sede do Senado e obrigaram a suspensão do debate de uma polêmica reforma que, se aprovada, transformaria o México no primeiro país a escolher todos os seus juízes por voto popular.

Tamanho do texto:

"Senhor senador, detenha o ditador!", gritavam os manifestantes que repentinamente romperam as barreiras de segurança, referindo-se ao presidente de esquerda Andrés Manuel López Obrador, autor do projeto.

Devido à invasão, o presidente do Senado, Gerardo Fernández Noroña, decretou um "recesso indefinido" e, pouco depois, convocou uma sessão em uma sede alternativa para a noite desta mesma terça-feira. "Haverá reforma", escreveu ele na rede social X, com a expectativa de que o texto seja votado entre terça e quarta-feira, conforme previsto.

Os ocupantes, entre eles funcionários judiciais em greve e estudantes universitários, permaneciam dentro do edifício, com pouca presença policial.

López Obrador, que possui ampla maioria no Congresso, propôs a reforma constitucional no contexto de um confronto com a Suprema Corte, que bloqueou reformas que ampliavam a participação do Estado no setor energético e colocavam a segurança pública sob controle militar.

O mandatário, que entregará o poder à sua correligionária Claudia Sheinbaum em 1º de outubro e conta com 70% de popularidade, acusa o tribunal máximo e alguns juízes de estarem a serviço da corrupção de colarinho branco e do crime organizado.

Porém, seus adversários afirmam que, na verdade, ele pretende eliminar a independência do Judiciário para instaurar um regime autoritário e perpetuar seu partido no poder.

A emenda também é criticada pelos Estados Unidos e pelo Canadá, que alegam que ela prejudicaria o acordo comercial T-MEC, num momento em que o México se consolida como principal parceiro comercial de seu vizinho do norte.

Washington também alerta que o voto direto colocaria os juízes à mercê dos criminosos, que já influenciam as campanhas políticas.

Se a iniciativa for aprovada, os atuais ministros da Suprema Corte, juízes e magistrados (cerca de 1.600) poderão se candidatar em eleições em 2025 e 2027. Caso contrário, permaneceriam em seus cargos até que os eleitos assumissem suas funções.

- Caso único -

A reforma também é criticada por especialistas das Nações Unidas e por organizações como a Human Rights Watch. Ela colocaria o México "em uma posição única em termos do método de eleição de juízes", apontou Margaret Satterthwaite, relatora da ONU sobre a independência de juízes e advogados.

O outro caso semelhante na América Latina é o da Bolívia, onde os magistrados das altas cortes são eleitos por voto popular, enquanto os juízes ordinários são designados por um conselho da magistratura.

Porém, a independência dos magistrados eleitos foi colocada em xeque em meio à disputa entre o presidente Luis Arce e seu mentor e ex-presidente socialista Evo Morales (2006-2019).

"O que mais preocupa aqueles que são contra essa reforma é que perderão seus privilégios, porque o poder judiciário está a serviço de poderosos (...), do crime de colarinho branco", declarou López Obrador nesta terça-feira.

Às vésperas do debate, a presidente da Suprema Corte, Norma Piña, equiparou a emenda a uma tentativa de "demolição do poder judiciário".

O governo precisaria de um voto a mais para completar os 86 (dois terços) necessários para aprovar reformas constitucionais, embora o líder do Senado sustente que 85 votos seriam suficientes.

A sessão começou com denúncias de traição dentro do partido opositor PAN, pois um de seus senadores, Miguel Ángel Yunes, ausentou-se por doença e foi substituído por seu pai, alimentando suspeitas de que o governo obteria assim o voto crucial.

- "Batalha até o fim" -

Caso a reforma seja aprovada, "estaríamos instaurando uma ditadura", declarou à AFP o advogado José Cordero, de 40 anos. "Os advogados dependem de um sistema de justiça autônomo", sublinhou.

Entre as mudanças que a reforma traria, a figura dos "juízes sem rosto" para combater o crime organizado preocupa Ana Paola Morales, estudante de relações internacionais, de 23 anos, pois viola o "direito de saber quem está te julgando e por quais acusações".

Os partidos opositores, PAN, PRI e Movimento Cidadão, declararam que votarão contra a iniciativa, enquanto denunciam pressões do governo.

"Batalharemos até o fim para evitar esse atropelo", escreveu na rede X a senadora do Movimento Cidadão, Alejandra Barrales.

López Obrador insiste que o voto aproximará a justiça do povo neste país, onde são registrados cerca de 80 homicídios por dia e a impunidade supera 90%, segundo ONGs.

R.Rous--TPP