The Prague Post - HRW alerta para deterioração 'galopante' da democracia na América Latina

EUR -
AED 4.234559
AFN 72.641835
ALL 96.248565
AMD 434.904915
ANG 2.064044
AOA 1057.340806
ARS 1585.415706
AUD 1.673188
AWG 2.078361
AZN 1.957338
BAM 1.959852
BBD 2.322602
BDT 141.493133
BGN 1.970908
BHD 0.434666
BIF 3425.437109
BMD 1.153044
BND 1.48497
BOB 7.997534
BRL 6.036994
BSD 1.153179
BTN 109.301864
BWP 15.898074
BYN 3.432596
BYR 22599.658021
BZD 2.319164
CAD 1.59854
CDF 2635.280598
CHF 0.919074
CLF 0.027048
CLP 1067.995456
CNY 7.969204
CNH 7.979305
COP 4248.931725
CRC 535.504768
CUC 1.153044
CUP 30.55566
CVE 110.493432
CZK 24.511117
DJF 205.349878
DKK 7.472427
DOP 68.642207
DZD 153.427511
EGP 60.873218
ERN 17.295657
ETB 178.265943
FJD 2.602881
FKP 0.863702
GBP 0.865999
GEL 3.107433
GGP 0.863702
GHS 12.635122
GIP 0.863702
GMD 84.750785
GNF 10110.771248
GTQ 8.825283
GYD 241.395336
HKD 9.032858
HNL 30.617431
HRK 7.534216
HTG 151.163167
HUF 388.806939
IDR 19579.029239
ILS 3.631631
IMP 0.863702
INR 109.355882
IQD 1510.629592
IRR 1514292.392246
ISK 143.611654
JEP 0.863702
JMD 181.515261
JOD 0.817548
JPY 184.375734
KES 149.895922
KGS 100.833793
KHR 4618.548282
KMF 492.350276
KPW 1037.841215
KRW 1740.831224
KWD 0.354837
KYD 0.960999
KZT 557.48528
LAK 25080.524635
LBP 103264.286246
LKR 363.252555
LRD 211.60021
LSL 19.801824
LTL 3.404639
LVL 0.697464
LYD 7.361218
MAD 10.777782
MDL 20.255139
MGA 4805.873033
MKD 61.643865
MMK 2424.318926
MNT 4127.884218
MOP 9.304497
MRU 46.043389
MUR 53.927637
MVR 17.825829
MWK 1999.585924
MXN 20.794199
MYR 4.627166
MZN 73.691653
NAD 19.801824
NGN 1594.716963
NIO 42.437919
NOK 11.194637
NPR 174.878782
NZD 2.001828
OMR 0.443344
PAB 1.153169
PEN 4.017022
PGK 4.983302
PHP 69.751094
PKR 321.84457
PLN 4.283362
PYG 7539.587172
QAR 4.204392
RON 5.098416
RSD 117.407553
RUB 93.914995
RWF 1684.003378
SAR 4.326795
SBD 9.272749
SCR 16.106748
SDG 692.979097
SEK 10.87695
SGD 1.483956
SHP 0.865081
SLE 28.307763
SLL 24178.763955
SOS 659.059667
SRD 43.355598
STD 23865.678189
STN 24.550649
SVC 10.08986
SYP 127.441644
SZL 19.80002
THB 37.800276
TJS 11.018566
TMT 4.047184
TND 3.399829
TOP 2.776252
TRY 51.264903
TTD 7.835164
TWD 36.864537
TZS 2970.802359
UAH 50.546198
UGX 4295.881207
USD 1.153044
UYU 46.676498
UZS 14063.07368
VES 537.339322
VND 30368.290466
VUV 138.027623
WST 3.176444
XAF 657.31592
XAG 0.016391
XAU 0.000256
XCD 3.116158
XCG 2.078306
XDR 0.814962
XOF 657.31592
XPF 119.331742
YER 275.17389
ZAR 19.68986
ZMK 10378.76945
ZMW 21.707878
ZWL 371.279626
HRW alerta para deterioração 'galopante' da democracia na América Latina
HRW alerta para deterioração 'galopante' da democracia na América Latina / foto: NELSON ALMEIDA - AFP/Arquivos

HRW alerta para deterioração 'galopante' da democracia na América Latina

Da Venezuela à Nicarágua, passando por Haiti, Cuba, Equador, El Salvador, Peru, Brasil e Argentina, a deterioração da democracia na América Latina foi "galopante" em 2024, segundo a ONG Human Rights Watch (HRW), que publicou seu relatório anual sobre os direitos humanos no mundo nesta quinta-feira (16).

Tamanho do texto:

O informe mundial 2025, no qual ao longo de cerca de 550 páginas a HRW repassa a situação dos direitos humanos e das liberdades fundamentais em mais de uma centena de países, lembra que a "reticência covarde" de muitos governos para defender os mais pobres supõe a "erosão" das normas internacionais.

O retorno de Donald Trump à Casa Branca na próxima segunda-feira (20) pode agravar a situação, adverte a HRW.

Na América Latina, longe de melhorar, "avançou de forma galopante" o autoritarismo e a deterioração da democracia, juntamente com a corrupção, a perda da independência judicial e o crescimento do "fenômeno paralelo" do crime organizado, diz à AFP Juanita Goebertus, diretora regional da HRW.

No Brasil, embora o retorno de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência tenha lançado uma luz de esperança, com a queda de 30% do desmatamento na Amazônia ou a aprovação de leis para a proteção dos direitos digitais na infância, a Polícia matou até setembro 4.565 pessoas, 80% das quais eram negros.

O informe avalia a situação em Venezuela, Cuba e Nicarágua, as quais considera "três ditaduras absolutamente consolidas", e chama atenção para o Haiti como um país tomado por gangues criminosas que semeiam o terror frente à "ausência absoluta de um Estado".

A posse de Nicolás Maduro para um terceiro mandato na Presidência da Venezuela em 10 de janeiro, apesar dos indícios de fraude nas eleições de 28 de julho, "é o resultado final de uma eleição que ignorou abertamente a vontade do povo e consolida o autoritarismo" no país, diz.

- Nicarágua revoga cidadania de críticos -

Na Nicarágua, o regime ditatorial de Daniel Ortega e Rosario Murillo "ampliou o uso do exílio forçado e a revogação da cidadania como formas de perseguir os críticos", acrescenta.

Desde 2018, o governo nicaraguense fechou mais de 5.600 ONGs e 58 meios de comunicação, além de universidades. Mais de 263 jornalistas fugiram do país, 26 deles nos primeiros seis meses do ano passado.

A HRW alerta que no México, à violência extrema do crime organizado se soma o "abuso generalizado por parte de agentes estatais com quase total impunidade".

A ONG adverte, ainda, que as recentes mudanças constitucionais para reforçar o papel do Exército nos trabalhos policiais e revisar o sistema judiciário poderiam "perpetuar os abusos e minar gravemente o Estado de direito".

Na Colômbia, os abusos dos grupos armados, o acesso limitado à justiça e os altos níveis de pobreza, particularmente no meio rural, e nas comunidades indígenas e afro-descendentes também preocupam os autores do informe, apesar de destacarem a recente ratificação do Acordo de Escazú pelo governo do presidente Gustavo Petro.

O acordo, do qual o Brasil é signatário, é o primeiro tratado na América Latina e no Caribe focado em meio ambiente e direitos humanos.

No Peru, o governo presidido por Dina Boluarte, "fez pouco ou nenhum esforço" para deter os ataques realizados pelo Congresso que aprovou leis que "minam a independência judicial, fragilizam as instituições democráticas e dificultam as investigações sobre o crime organizado, a corrupção e as violações dos direitos humanos", acrescenta o informe.

O documento critica a falta de independência judicial na Guatemala no processo de seleção dos que devem exercer a justiça e as interferências públicas que beneficiam os poderosos.

Na Argentina, o primeiro ano do governo de Javier Milei se caracterizou por "novos desafios" aos direitos humanos, obstáculos para o exercício da liberdade de expressão e reunião e a retórica oficial hostil contra jornalistas e a comunidade LGBTQIAPN+, afirma.

Honduras, por sua vez, segue lutando contra a corrupção generalizada, um poder judiciário comprometido, altos níveis de violência e ataques a ambientalistas.

- "Respostas ineficazes" -

Às ameaças aos direitos humanos soma-se a "maior sofisticação e internalização" do crime organizado e as respostas governamentais "muito ineficazes", lembra Goebertus.

É o caso do "populismo punitivo" praticado pelo governo de El Salvador, que em dois anos e meio prendeu 83.000 pessoas e registrou 300 mortes no cárcere, "sem que tenha havido um processo de investigação" interno.

Ou do Equador, que em um ano de estado de exceção, viu aumentarem os casos "de excessos de uso da força, torturas, desaparecimentos e execuções extrajudiciais".

"Temos políticas de linha-dura imediatistas baseadas no encarceramento em massa, mas sem capacidade real de investigação técnica judicial para revelar estruturas", lamenta a especialista, pedindo "investimentos a mais longo prazo" para "fortalecer nossa capacidade de administração de justiça real".

B.Barton--TPP