The Prague Post - Desaparecimentos forçados por militares crescem no Equador

EUR -
AED 4.365408
AFN 76.656446
ALL 96.267651
AMD 448.667829
ANG 2.127496
AOA 1089.847591
ARS 1668.886736
AUD 1.665652
AWG 2.139286
AZN 2.017508
BAM 1.952363
BBD 2.394274
BDT 145.413977
BGN 1.995919
BHD 0.448043
BIF 3511.995292
BMD 1.188492
BND 1.500758
BOB 8.214537
BRL 6.172862
BSD 1.188702
BTN 107.73332
BWP 15.574579
BYN 3.409697
BYR 23294.452699
BZD 2.390781
CAD 1.611525
CDF 2644.395875
CHF 0.915019
CLF 0.025729
CLP 1015.911743
CNY 8.216346
CNH 8.21016
COP 4365.380436
CRC 587.962333
CUC 1.188492
CUP 31.495051
CVE 110.408784
CZK 24.256185
DJF 211.218998
DKK 7.472189
DOP 74.429353
DZD 153.949032
EGP 55.586995
ERN 17.827387
ETB 184.632599
FJD 2.595608
FKP 0.869828
GBP 0.87063
GEL 3.197284
GGP 0.869828
GHS 13.073218
GIP 0.869828
GMD 87.94868
GNF 10429.021291
GTQ 9.116948
GYD 248.701079
HKD 9.290862
HNL 31.495087
HRK 7.53433
HTG 155.795699
HUF 379.506451
IDR 19953.600325
ILS 3.657104
IMP 0.869828
INR 107.765784
IQD 1557.519401
IRR 50065.246103
ISK 145.19816
JEP 0.869828
JMD 185.992533
JOD 0.842657
JPY 181.694947
KES 153.314957
KGS 103.933606
KHR 4789.624194
KMF 492.505949
KPW 1069.642127
KRW 1715.921902
KWD 0.364689
KYD 0.990656
KZT 586.527333
LAK 25522.876347
LBP 101675.532165
LKR 367.712588
LRD 221.802401
LSL 18.968773
LTL 3.509309
LVL 0.718907
LYD 7.481526
MAD 10.835517
MDL 20.08364
MGA 5272.152625
MKD 61.604439
MMK 2495.731539
MNT 4240.768103
MOP 9.571208
MRU 47.424603
MUR 54.289836
MVR 18.362449
MWK 2063.223156
MXN 20.438315
MYR 4.652911
MZN 75.947082
NAD 18.968018
NGN 1606.556752
NIO 43.641137
NOK 11.257633
NPR 172.372787
NZD 1.961832
OMR 0.456983
PAB 1.188707
PEN 3.990363
PGK 5.09269
PHP 69.224967
PKR 332.481126
PLN 4.216581
PYG 7850.178609
QAR 4.327598
RON 5.087578
RSD 117.334577
RUB 91.65202
RWF 1728.068073
SAR 4.457328
SBD 9.577049
SCR 16.775892
SDG 714.945776
SEK 10.555857
SGD 1.498909
SHP 0.891677
SLE 28.93995
SLL 24922.092286
SOS 679.226189
SRD 44.897625
STD 24599.394876
STN 24.839493
SVC 10.401686
SYP 13144.221646
SZL 18.967999
THB 36.893189
TJS 11.1623
TMT 4.171609
TND 3.382426
TOP 2.861604
TRY 51.858085
TTD 8.061772
TWD 37.253891
TZS 3078.378607
UAH 51.146649
UGX 4202.600705
USD 1.188492
UYU 45.57975
UZS 14624.399825
VES 457.32051
VND 30900.804601
VUV 141.865896
WST 3.217312
XAF 654.804121
XAG 0.014086
XAU 0.000234
XCD 3.211961
XCG 2.142428
XDR 0.8149
XOF 654.261993
XPF 119.331742
YER 283.247473
ZAR 18.861828
ZMK 10697.860837
ZMW 22.616181
ZWL 382.694095
Desaparecimentos forçados por militares crescem no Equador
Desaparecimentos forçados por militares crescem no Equador / foto: Marcos Pin - AFP/Arquivos

Desaparecimentos forçados por militares crescem no Equador

Armados com fuzis e com os rostos cobertos, cinco militares agrediram o jovem Dave Loor quando o detiveram a caminho de uma loja. Já faz mais de um ano desde seu desaparecimento, e as denúncias de abusos das forças de segurança no Equador não pararam de crescer.

Tamanho do texto:

O caso desse pedreiro de 21 anos, sem antecedentes criminais, faz parte dos 43 desaparecimentos forçados cometidos por agentes do Estado documentados pela Anistia Internacional (AI) desde 2023, quando o presidente Daniel Noboa assumiu o cargo.

O aumento das denúncias coincide com o envio de policiais e soldados às ruas, determinado pelo governo para enfrentar as máfias, segundo a Anistia.

Em 24 de agosto de 2024, Loor ligou pela última vez para a mãe para avisar que estava com um amigo em Los Ríos, uma conflituosa província costeira usada para o transporte de drogas até os portos do Pacífico.

Em um vídeo, o jovem aparece com as mãos para o alto enquanto militares revistam seus bolsos e o colocam em uma caminhonete, onde o agridem pelas costas. Segundo o relatório militar, não foram encontradas armas, nem drogas com ele. Desde então, nada se sabe sobre seu paradeiro.

Sua família não se conforma.

“Nós sobrevivemos, nos resta procurar porque não sabemos o que aconteceu”, diz à AFP Diana Roca, tia do jovem.

“Se o presidente Daniel Noboa não tivesse mandado os militares às ruas durante os estados de exceção, não seríamos 43 famílias em desespero”, acrescenta Roca, aos prantos.

- Descontentamento nas tropas -

A ofensiva militar não conseguiu conter a violência das numerosas gangues que traficam drogas, instalam carros-bomba e promovem massacres em um dos países mais perigosos da América Latina.

O Ministério Público registra um aumento nas denúncias de execuções extrajudiciais, que passaram de seis em 2023 para 19 no ano passado. As queixas de abusos cometidos por agentes do Estado subiram 125% no mesmo período, quando Noboa declarou conflito armado interno no país.

Para a especialista em segurança Michelle Maffei, há um agravante: o Exército não é treinado para proteger civis, mas para combater inimigos em contextos de guerra.

Os soldados assumiram funções não militares, como administrar prisões e realizar patrulhas urbanas — o que representa riscos de abusos que afetam, sobretudo, populações marginalizadas.

Além disso, há um “descontentamento” entre as tropas, que não podem expressá-lo “abertamente”, segundo Maffei.

Militares ouvidos pela AFP sob a condição do anonimato afirmaram que há forte pressão do governo por resultados, sob ameaça de punições ou em troca de benefícios.

Na Colômbia, uma política semelhante resultou no maior escândalo das Forças Armadas, conhecido como o caso dos “falsos positivos”: ao menos 6.400 civis foram assassinados e apresentados como guerrilheiros mortos em combate.

- "Detenções arbitrárias" -

O general aposentado Luis Altamirano aponta as mudanças repentinas na cúpula militar como causa da instabilidade nos quartéis.

Em setembro, Noboa afastou três comandantes apenas 26 dias depois de nomeá-los, aparentemente em razão de seu desempenho.

“Nem uma loja de bairro é administrada trocando o encarregado toda semana; imagine as Forças Armadas”, acrescenta Altamirano.

Renato Rivera, pesquisador da Iniciativa Global contra o Crime Organizado, duvida da eficácia das ações sob pressão. “Por isso vemos centenas de supostos chefes de facções presos”, afirma.

Mas não foram apenas as prisões que aumentaram.

A Anistia Internacional relata o caso amplamente divulgado de quatro adolescentes com idades entre 11 e 15 anos, desaparecidos em Guayaquil. Seus corpos foram encontrados carbonizados após terem sido detidos em uma operação militar, em dezembro. Dezessete militares foram acusados de desaparecimento forçado.

Luis Arroyo, pai de dois dos adolescentes, culpa o governo. “O uniforme e esse discurso de linha-dura permitem que os militares façam o que quiserem, e estamos pior do que antes”, afirma.

Sua filha mais nova chora todos os dias e dorme com a roupa do irmão, Ismael, que sonhava em ser jogador de futebol, conta o pai.

Para o diretor da organização local de defesa dos direitos humanos Billy Navarrete, o número de denúncias de desaparecimentos é inédito.

“São detenções arbitrárias de pessoas que não eram perigosas”, diz.

Q.Pilar--TPP