The Prague Post - Corte de internet vira instrumento de repressão cada vez mais frequente, diz executivo da Proton

EUR -
AED 4.307361
AFN 75.063795
ALL 95.53007
AMD 434.876114
ANG 2.099301
AOA 1076.694146
ARS 1633.63202
AUD 1.626162
AWG 2.111165
AZN 2.066885
BAM 1.958337
BBD 2.362792
BDT 143.940577
BGN 1.956466
BHD 0.442934
BIF 3490.459203
BMD 1.172869
BND 1.49646
BOB 8.106088
BRL 5.816956
BSD 1.173135
BTN 111.283968
BWP 15.942808
BYN 3.310457
BYR 22988.239372
BZD 2.359378
CAD 1.593056
CDF 2721.056657
CHF 0.916111
CLF 0.026813
CLP 1055.289597
CNY 8.008645
CNH 8.009988
COP 4289.535095
CRC 533.345473
CUC 1.172869
CUP 31.081038
CVE 110.777586
CZK 24.363957
DJF 208.442272
DKK 7.472122
DOP 69.78868
DZD 155.409815
EGP 62.908723
ERN 17.59304
ETB 184.140682
FJD 2.571047
FKP 0.863957
GBP 0.863378
GEL 3.142967
GGP 0.863957
GHS 13.155579
GIP 0.863957
GMD 85.61901
GNF 10291.928671
GTQ 8.962489
GYD 245.425715
HKD 9.189343
HNL 31.221407
HRK 7.535338
HTG 153.674796
HUF 362.682282
IDR 20330.927916
ILS 3.452728
IMP 0.863957
INR 111.317619
IQD 1536.458856
IRR 1541150.333205
ISK 143.805533
JEP 0.863957
JMD 183.818121
JOD 0.831577
JPY 183.987426
KES 151.476373
KGS 102.532828
KHR 4706.137263
KMF 492.604693
KPW 1055.582391
KRW 1725.11506
KWD 0.360411
KYD 0.977637
KZT 543.376443
LAK 25779.668401
LBP 105030.45096
LKR 374.932456
LRD 215.661377
LSL 19.539898
LTL 3.463178
LVL 0.709457
LYD 7.447525
MAD 10.850507
MDL 20.212649
MGA 4867.407882
MKD 61.651274
MMK 2462.427637
MNT 4196.351252
MOP 9.466049
MRU 46.87896
MUR 55.160312
MVR 18.126721
MWK 2042.550462
MXN 20.458714
MYR 4.641629
MZN 74.945338
NAD 19.540266
NGN 1613.845165
NIO 43.055834
NOK 10.892995
NPR 178.045788
NZD 1.985474
OMR 0.451256
PAB 1.173105
PEN 4.113838
PGK 5.088787
PHP 71.867622
PKR 326.966677
PLN 4.244092
PYG 7215.053945
QAR 4.273352
RON 5.197804
RSD 117.411948
RUB 87.926676
RWF 1714.148563
SAR 4.398236
SBD 9.432344
SCR 16.122641
SDG 704.311222
SEK 10.807012
SGD 1.492717
SHP 0.875665
SLE 28.820051
SLL 24594.479457
SOS 669.708053
SRD 43.933385
STD 24276.027649
STN 24.876559
SVC 10.265304
SYP 129.631364
SZL 19.539884
THB 38.106997
TJS 11.003652
TMT 4.110907
TND 3.379916
TOP 2.823988
TRY 53.002903
TTD 7.963062
TWD 37.097275
TZS 3055.325098
UAH 51.546829
UGX 4411.146791
USD 1.172869
UYU 46.785194
UZS 14015.788564
VES 573.465974
VND 30912.144739
VUV 137.989709
WST 3.184562
XAF 656.855506
XAG 0.015475
XAU 0.000254
XCD 3.169738
XCG 2.114273
XDR 0.815883
XOF 656.806871
XPF 119.331742
YER 279.844213
ZAR 19.453035
ZMK 10557.229877
ZMW 21.907968
ZWL 377.663454
Corte de internet vira instrumento de repressão cada vez mais frequente, diz executivo da Proton
Corte de internet vira instrumento de repressão cada vez mais frequente, diz executivo da Proton / foto: Fabrice COFFRINI - AFP/Arquivos

Corte de internet vira instrumento de repressão cada vez mais frequente, diz executivo da Proton

Os recentes cortes de internet em países como o Irã mostram a tendência de alguns governos de sacar a arma do bloqueio total do acesso à rede para amordaçar a dissidência, alerta um responsável da empresa especializada Proton.

Tamanho do texto:

A Proton, empresa suíça conhecida por seus serviços de mensagens criptografadas e de rede privada virtual (VPN, na sigla em inglês), observa há anos como governos autoritários aplicam "a censura como estratégia" na internet, explicou à AFP seu chefe de produtos, Antonio Cesarano.

Com uma VPN, os internautas podem acessar com segurança um servidor, o que reforça o anonimato na rede e frequentemente permite contornar restrições locais de acesso à internet.

A Proton criou em 2023 o Observatório VPN, uma organização sem fins lucrativos que analisa a demanda por seus serviços e, assim, detecta de forma indireta casos de repressão governamental e violações da liberdade de expressão.

"Quando detectamos uma atividade anormal em nossa infraestrutura, podemos antecipar um acontecimento iminente", afirma Cesarano, porta-voz da Proton na luta contra a censura na internet e na defesa das liberdades online.

Como exemplo, ele cita "picos consideráveis de demanda" observados em países como Irã, Uganda, Rússia e Mianmar antes de campanhas de censura que costumam acompanhar a repressão.

Há anos, o Observatório estuda a atuação de governos autoritários que, diante de distúrbios ou protestos, decidem bloquear redes sociais, restringir o acesso à internet ou declarar ilegais as VPNs.

Pouco antes do último corte de internet no Irã, em 8 de janeiro, o Observatório constatou um aumento de 1.000% no uso dos serviços de VPN da Proton, o que indicaria que a população estava ciente de que o acesso à rede poderia ser restringido de forma iminente.

O uso de VPNs também disparou na Venezuela no início do ano, com crescimento de 770% nos dias seguintes à captura do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, segundo o Observatório.

Em Uganda, as assinaturas de serviços de VPN aumentaram 890% nos dias que antecederam as eleições realizadas em janeiro, de acordo com a mesma fonte.

- "Uma medida extrema" -

Segundo Cesarano, começa a se consolidar uma nova tendência: cortes totais de internet, usados "três vezes em seis meses".

A mais recente foi o megacorte imposto no Irã, onde mais de 90 milhões de habitantes ficaram sem internet por quase três semanas em janeiro, o que permitiu encobrir a repressão sangrenta aos protestos, que deixou milhares de mortos, segundo ONGs de defesa dos direitos humanos.

Ele também mencionou o bloqueio de uma semana em Uganda antes das eleições e a falha geral de telecomunicações no Afeganistão em outubro.

"Um corte total de internet é muito preocupante, pois é uma medida extrema", afirmou, destacando que esse tipo de ação praticamente paralisa a economia.

Cesarano acrescentou que alguns países aproveitam cortes prolongados para desenvolver capacidades de censura.

Por sua vez, David Paterson, diretor-geral da Proton VPN, apontou que esse desenvolvimento repentino dessas capacidades pode indicar que alguns países estão "vendendo" essa tecnologia de censura "como um serviço".

"Nos últimos dois anos, constatamos o uso da tecnologia chinesa do 'grande firewall' por Mianmar, Paquistão e alguns países africanos", disse.

Em Mianmar, onde VPNs são ilegais, autoridades usam aplicativos falsos "como armadilhas" para identificar dissidentes. Em outros países, a polícia também verifica celulares para detectar o uso dessa tecnologia.

H.Vesely--TPP