The Prague Post - Cinema sobre indígenas chega ao Festival de Cannes

EUR -
AED 4.177954
AFN 75.084008
ALL 93.74618
AMD 416.570067
AOA 1044.345743
ARS 1703.059731
AUD 1.626803
AWG 2.050581
AZN 1.933309
BAM 1.956129
BBD 2.295496
BDT 140.693665
BHD 0.429478
BIF 3404.517533
BMD 1.137631
BND 1.470267
BOB 12.827158
BRL 5.83639
BSD 1.139697
BTN 109.250376
BWP 15.64777
BYN 3.269436
BYR 22297.574473
BZD 2.292236
CAD 1.606085
CDF 2571.04713
CHF 0.93138
CLF 0.027186
CLP 1069.95392
CNY 7.697327
CNH 7.700092
COP 3647.200605
CRC 518.687244
CUC 1.137631
CUP 30.147231
CVE 110.28355
CZK 24.164422
DJF 202.955029
DKK 7.475057
DOP 66.311154
DZD 151.752026
EGP 57.704874
ERN 17.06447
ETB 182.245418
FJD 2.536633
FKP 0.853949
GBP 0.85555
GEL 2.980793
GGP 0.853949
GHS 13.266231
GIP 0.853949
GMD 84.184422
GNF 9999.989664
GTQ 8.696463
GYD 238.350091
HKD 8.921242
HNL 30.579705
HRK 7.534307
HTG 148.987024
HUF 359.924377
IDR 20566.099557
ILS 3.47638
IMP 0.853949
INR 108.987302
IQD 1490.297069
IRR 1564385.310748
ISK 142.602139
JEP 0.853949
JMD 180.310328
JOD 0.806585
JPY 186.249025
KES 147.369386
KGS 99.4857
KHR 4603.835072
KMF 492.594207
KRW 1666.482353
KWD 0.353121
KYD 0.949751
KZT 541.576333
LAK 25833.118076
LBP 102061.218223
LKR 383.241093
LRD 206.284697
LSL 19.101105
LTL 3.35913
LVL 0.688142
LYD 7.28652
MAD 10.657291
MDL 20.030193
MGA 4903.191427
MKD 61.53535
MMK 2388.501502
MNT 4085.827674
MOP 9.205767
MRU 45.498253
MUR 53.855371
MVR 17.588007
MWK 1974.927998
MXN 19.86368
MYR 4.646656
MZN 72.705759
NAD 19.100494
NGN 1554.971676
NIO 41.802218
NOK 10.999786
NPR 174.800402
NZD 1.971273
OMR 0.437428
PAB 1.139692
PEN 3.872468
PGK 4.999925
PHP 70.125888
PKR 316.10192
PLN 4.323056
PYG 6892.189565
QAR 4.146101
RON 5.23015
RSD 117.401243
RUB 88.735225
RWF 1666.629929
SAR 4.263829
SBD 9.174596
SCR 15.899533
SDG 683.156863
SEK 11.059222
SGD 1.469615
SLE 27.588161
SOS 651.309551
SRD 42.923984
STD 23546.67209
STN 24.914127
SVC 9.97259
SZL 19.095118
THB 38.253421
TJS 10.519569
TMT 3.993086
TND 3.373093
TRY 53.898667
TTD 7.740234
TWD 36.898502
TZS 2999.368513
UAH 51.18646
UGX 4279.719853
USD 1.137631
UYU 45.767698
UZS 13660.677587
VES 843.988203
VND 29957.815172
VUV 135.478618
WST 3.135677
XAF 656.067351
XAG 0.019854
XAU 0.000281
XCD 3.074506
XCG 2.054027
XDR 0.815944
XOF 652.433458
XPF 119.331742
YER 270.927208
ZAR 19.098089
ZMK 10240.045312
ZMW 21.29605
ZWL 366.316831
Cinema sobre indígenas chega ao Festival de Cannes
Cinema sobre indígenas chega ao Festival de Cannes / foto: CHRISTOPHE SIMON - AFP

Cinema sobre indígenas chega ao Festival de Cannes

Os krahô do Brasil, os osage dos Estados Unidos, ou os selknam do Chile. Eles são os protagonistas de alguns dos filmes de temática indígena exibidos no Festival de Cinema de Cannes, que os povos indígenas veem como um novo porta-voz da sua causa.

Tamanho do texto:

Até quatro filmes abordam questões indígenas nesta edição da mais prestigiosa competição de cinema do mundo.

Mas, como ressaltam algumas vozes críticas, existem dois tipos de filmes com temática indígena: alguns feitos pelos próprios nativos, e outros, com eles.

Em todos esses filmes da mostra francesa, são cineastas não nativos que quiseram contar a realidade dessas comunidades e os acontecimentos históricos trágicos que as marcaram.

Destes, o mais famoso foi a estreia de "Killers of the Flower Moon", de Martin Scorsese, sobre a misteriosa série de assassinatos que abalou a comunidade dos osage em Oklahoma na década de 1920, após a descoberta de petróleo em suas terras.

O lendário cineasta contou com seus atores favoritos, Robert de Niro e Leonardo DiCaprio, e a atriz indígena americana Lily Gladstone.

"Los colonos", estreia do cineasta chileno Felipe Gálvez, também conta um episódio sombrio do país latino-americano: o extermínio de indígenas com a colonização da remota Terra do Fogo.

E, em "Crowra (A Flor do Buriti)", o português João Salaviza e a brasileira Renée Nader Messora mostram a vida dos krahô no centro do Brasil e revelam a chacina que sofreram na década de 1940.

Muito mais metafórico é o argentino Lisandro Alonso e seu “Eureka”, que conta a história dos lakota nos Estados Unidos e de uma comunidade brasileira, em um filme sem fronteiras.

Os roteiristas do filme de Scorsese modificaram seu trabalho com base nas recomendações dos osage.

E o argentino Alonso desistiu de filmar os ritos dos lakota por sugestão de uma de suas atrizes de "Eureka", a jovem sioux Sadie LaPointe.

"Este pode ser o momento de colocar o assunto na mesa", disse o diretor argentino à AFP.

- Fator ambiental -

Vários fatores são capazes de desencadear esse fascínio pelas questões indígenas, entre eles as questões ambientais, segundo Nelly Kuiru, do povo murui muina da Amazônia colombiana, a cargo da Coordenadoria Latino-Americana de Cinema e Comunicação dos Povos Indígenas (CLACPI).

"Nas agendas internacionais (...) fala-se muito em mudança climática, em crise ecológica. Isso traz mais visibilidade à questão indígena, porque temos que considerar que os povos indígenas administraram territórios imensos (...) sem deteriorar a floresta", diz a responsável do CLACPI, que reúne uma centena de entidades da região.

"Isso abre portas, não só nas questões cinematográficas e audiovisuais, mas também em outros cenários em que se discute um pouco mais a questão indígena", acrescenta.

Há também uma tendência geral de memória histórica para lançar luz sobre as barbaridades que marcaram esses povos, como o massacre dos selknam na Terra do Fogo.

Para Gálvez, nascido em 1983, trata-se de enfatizar esse crime atroz e deixar de considerar a comunidade selkman apenas como algo folclórico, como um "souvenir do país", afirma.

Com quatro filmes nas seções de maior destaque do concurso, essa tendência pode reforçar as reivindicações indígenas nos principais festivais do mundo, especialmente com filmes criados por cineastas indígenas, que continuam sendo os grandes ausentes.

"Não viemos para competir com ninguém, viemos para mostrar nossas realidades", diz Kuiru, também fundadora de uma escola na Colômbia para formar jovens indígenas em linguagem audiovisual.

A comunicação serve para "visibilizar de forma saudável, de forma não discriminatória, e poder dizer às outras pessoas que também fazemos parte desta sociedade e que os nossos conhecimentos podem ser soluções", afirma.

L.Bartos--TPP