The Prague Post - Equatoriana Ana Cristina Barragán apresenta 'Hiedra' em Veneza, uma história de ternura e abandono

EUR -
AED 4.211393
AFN 72.244796
ALL 95.982096
AMD 432.319357
ANG 2.052753
AOA 1051.557417
ARS 1603.424201
AUD 1.641243
AWG 2.064125
AZN 1.954004
BAM 1.955435
BBD 2.309469
BDT 140.703754
BGN 1.960126
BHD 0.435819
BIF 3404.065016
BMD 1.146736
BND 1.467326
BOB 7.923522
BRL 6.112796
BSD 1.146686
BTN 105.842257
BWP 15.625085
BYN 3.392867
BYR 22476.027392
BZD 2.30607
CAD 1.583471
CDF 2588.183773
CHF 0.912745
CLF 0.026638
CLP 1051.798264
CNY 7.908585
CNH 7.921286
COP 4222.512346
CRC 539.499363
CUC 1.146736
CUP 30.388506
CVE 110.244435
CZK 24.575006
DJF 204.191911
DKK 7.505507
DOP 70.446859
DZD 153.116438
EGP 59.873831
ERN 17.201041
ETB 178.984913
FJD 2.555735
FKP 0.866182
GBP 0.866311
GEL 3.131037
GGP 0.866182
GHS 12.452677
GIP 0.866182
GMD 84.289519
GNF 10052.124908
GTQ 8.79336
GYD 239.895251
HKD 8.97946
HNL 30.352338
HRK 7.568004
HTG 150.351954
HUF 394.179508
IDR 19448.701448
ILS 3.605729
IMP 0.866182
INR 106.119536
IQD 1502.119799
IRR 1515669.760861
ISK 144.837141
JEP 0.866182
JMD 179.916439
JOD 0.813081
JPY 183.185402
KES 148.312334
KGS 100.281732
KHR 4598.142277
KMF 494.243657
KPW 1032.019272
KRW 1721.801746
KWD 0.352542
KYD 0.955522
KZT 561.355287
LAK 24570.416711
LBP 102681.246162
LKR 356.863432
LRD 209.830859
LSL 19.258608
LTL 3.386014
LVL 0.69365
LYD 7.316635
MAD 10.799685
MDL 20.003269
MGA 4761.111877
MKD 61.628504
MMK 2408.293814
MNT 4109.908675
MOP 9.243576
MRU 45.877442
MUR 53.33513
MVR 17.717506
MWK 1988.229122
MXN 20.584147
MYR 4.516425
MZN 73.288336
NAD 19.258608
NGN 1588.807126
NIO 42.19213
NOK 11.176343
NPR 169.34741
NZD 1.985003
OMR 0.440925
PAB 1.146586
PEN 3.954262
PGK 5.014065
PHP 68.334433
PKR 320.169477
PLN 4.298483
PYG 7397.620071
QAR 4.168222
RON 5.117429
RSD 117.34811
RUB 91.632507
RWF 1673.28787
SAR 4.303626
SBD 9.233195
SCR 17.507734
SDG 689.18878
SEK 10.871865
SGD 1.469547
SHP 0.860349
SLE 28.152796
SLL 24046.494883
SOS 654.177972
SRD 43.05769
STD 23735.121842
STN 24.495431
SVC 10.033128
SYP 126.777699
SZL 19.252409
THB 37.071728
TJS 10.99055
TMT 4.013576
TND 3.391067
TOP 2.761065
TRY 50.645643
TTD 7.776549
TWD 36.918714
TZS 2986.942825
UAH 50.565468
UGX 4311.195803
USD 1.146736
UYU 46.061408
UZS 13845.417319
VES 507.665371
VND 30152.278788
VUV 137.132233
WST 3.13652
XAF 655.834663
XAG 0.014239
XAU 0.000228
XCD 3.099112
XCG 2.066515
XDR 0.815648
XOF 655.834663
XPF 119.331742
YER 273.554311
ZAR 19.360243
ZMK 10322.005017
ZMW 22.318837
ZWL 369.248554
Equatoriana Ana Cristina Barragán apresenta 'Hiedra' em Veneza, uma história de ternura e abandono
Equatoriana Ana Cristina Barragán apresenta 'Hiedra' em Veneza, uma história de ternura e abandono / foto: Stefano RELLANDINI - AFP

Equatoriana Ana Cristina Barragán apresenta 'Hiedra' em Veneza, uma história de ternura e abandono

A cineasta equatoriana Ana Cristina Barragán apresentou no Festival de Veneza seu mais recente filme, 'Hiedra', onde aborda as feridas da infância e suas consequências, contando a história de uma jovem que busca seu filho, que abandonou quando era bebê.

Tamanho do texto:

É a primeira vez em 26 anos que o Equador apresenta um longa-metragem no festival, desde a estreia em 1999 da mostra de 'Ratas, Ratones, Rateros' ('Ratos e Rueiros') de Sebastián Cordero.

"Isso é muito especial e muito importante para a cultura do Equador", disse Barragán à AFP no Lido, onde o festival é realizado, e disse se sentir "muito grata" por poder apresentar 'Hiedra' no Festival, "porque isso significa continuar criando, abrir mais portas".

O filme compete na categoria de Horizontes, dedicada a novas tendências.

O longa relata o encontro entre Azucena e Julio, dois jovens que carregam uma ferida de infância. Ela, porque teve que abandonar o filho quando era adolescente, e ele, que cresceu em um abrigo e nunca conheceu seus pais biológicos.

"O abandono é uma coisa que sempre esteve no meu trabalho", explicou a diretora, que disse que queria criar personagens que "pudessem explorar também a ternura".

Para o elenco, como já fez em trabalhos anteriores como 'Alba' ou 'La Piel Pulpo', buscou "atores naturais". Neste caso, a grande maioria do elenco era composta por adolescentes, cujo trabalho oferece "algo muito hipnótico".

A equipe de Barragán realizou "1.500 castings" em distintos lugares. Deily Ordóñez, que interpreta uma das residentes do abrigo onde vive Julio, foi escalada na instituição que gravaram o filme porque morava lá.

"Um dos psicólogos nos contou que Deily, a vida toda, quis ser atriz, era seu sonho", disse Barragán.

"Eu fui uma das primeiras que se inscreveram para o casting", comentou a jovem de 21 anos. "O que é contado no filme é quase a experiência que eu vivi, porque nos abrigos chegam muitas crianças de diferentes situações, seja abandono, abuso... o filme me aproxima muito do que eu vivi", comentou Deily.

'Hiedra' é protagonizada pela atriz mexicana Simone Bucio e por Francis Eddú Llumiquinga, que Barragán conheceu no 'Centro del Muchacho Trabajador', um estabelecimento de Quito fundado por jesuítas que oferece programas sociais para jovens e suas famílias.

"Eddú tem algo que quase ninguém tinha: ele é um garoto extremamente inteligente, mas também muito sensível", disse a diretora, de 38 anos.

Para a personagem de Azucena, Barragán afirma que ficou claro que deveria ser interpretada pela mexicana Simone Bucio desde que a viu em 'A Região Selvagem', um filme de Amat Escalante de 2016.

"Azucena é uma mistura de coisas: de raiva, por causa do seu trauma, e [também] é desajeitada, não é uma pessoa de palavras e comunicação, não tem ferramentas emocionais", explicou Bucio.

Segundo Barragán, a mexicana "deu algo especial" a Azucena. "Nem sequer senti a diferença no filme, ela é mexicana e não se sentia tanta diferença nem no sotaque, nem na idade" em relação aos outros atores, afirmou.

Além de explorar o abandono, a solidão, e relações entre pais e filhos, o filme é um reflexo da sociedade equatoriana atual, marcada pelo racismo e pelas relações de dominação.

"O racismo é muito forte no Equador, um dos seus principais problemas", afirmou a diretora, e isso "permeia o filme: a diferença de poder e privilégios".

Sem perder o sorriso, a atriz de Quito reconheceu que trabalhar com jovens tão novos "foi um grande desafio", que ela superou com exercícios de atuação e improvisação: "um trabalho colaborativo".

"Eu dizia a eles: 'vamos conversar sobre isso', e eles contribuíam muito para as conversas, muitas conversas e piadas são criadas por eles", contou. "Obviamente, são adolescentes, alguns se gostavam e havia conflitos... mas, na verdade, foi lindo, criou-se um vínculo muito forte entre eles e também comigo".

Z.Pavlik--TPP