The Prague Post - Pedidos de boicote contra Israel ganham força no mundo cultural

EUR -
AED 4.173909
AFN 75.011235
ALL 93.707341
AMD 415.321178
AOA 1043.336123
ARS 1701.430095
AUD 1.630979
AWG 2.048598
AZN 1.935282
BAM 1.956379
BBD 2.288868
BDT 140.29155
BHD 0.428525
BIF 3398.991722
BMD 1.136532
BND 1.470129
BOB 12.949835
BRL 5.814152
BSD 1.136432
BTN 108.85276
BWP 15.654568
BYN 3.259951
BYR 22276.019465
BZD 2.285577
CAD 1.603544
CDF 2568.561245
CHF 0.931757
CLF 0.027183
CLP 1069.86193
CNY 7.689891
CNH 7.697086
COP 3643.799884
CRC 517.05086
CUC 1.136532
CUP 30.118088
CVE 110.297667
CZK 24.186186
DJF 202.369936
DKK 7.474853
DOP 66.209609
DZD 151.683779
EGP 57.449514
ERN 17.047974
ETB 183.422824
FJD 2.538106
FKP 0.854303
GBP 0.85553
GEL 2.978291
GGP 0.854303
GHS 13.238921
GIP 0.854303
GMD 84.103034
GNF 9974.954272
GTQ 8.66953
GYD 237.710402
HKD 8.912391
HNL 30.444017
HRK 7.534413
HTG 148.523335
HUF 360.947097
IDR 20574.631652
ILS 3.473866
IMP 0.854303
INR 108.84427
IQD 1488.740919
IRR 1562873.023925
ISK 142.396142
JEP 0.854303
JMD 179.9633
JOD 0.805814
JPY 186.305967
KES 147.179854
KGS 99.389884
KHR 4594.340489
KMF 492.118137
KRW 1658.76648
KWD 0.353064
KYD 0.946976
KZT 543.508579
LAK 25756.628313
LBP 101765.63982
LKR 381.883102
LRD 205.690014
LSL 19.096872
LTL 3.355882
LVL 0.687477
LYD 7.291159
MAD 10.660957
MDL 20.114869
MGA 4870.442474
MKD 61.537955
MMK 2386.915483
MNT 4086.77647
MOP 9.178818
MRU 45.458463
MUR 53.973497
MVR 17.570519
MWK 1970.583626
MXN 19.862652
MYR 4.650667
MZN 72.635781
NAD 19.096956
NGN 1551.911388
NIO 41.822202
NOK 11.008264
NPR 174.164816
NZD 1.96916
OMR 0.437003
PAB 1.136437
PEN 3.868329
PGK 5.011484
PHP 70.080804
PKR 315.666691
PLN 4.326639
PYG 6836.024618
QAR 4.142827
RON 5.231906
RSD 117.409373
RUB 89.27261
RWF 1665.986084
SAR 4.260957
SBD 9.165726
SCR 15.381488
SDG 682.480923
SEK 11.06323
SGD 1.47003
SLE 27.560522
SOS 649.489501
SRD 42.882539
STD 23523.909582
STN 24.50715
SVC 9.943945
SZL 19.099573
THB 38.204511
TJS 10.472001
TMT 3.989226
TND 3.374184
TRY 53.84852
TTD 7.729255
TWD 36.833965
TZS 3007.535739
UAH 51.105436
UGX 4290.251765
USD 1.136532
UYU 45.653521
UZS 13694.055754
VES 843.172333
VND 29907.829195
VUV 135.43663
WST 3.126607
XAF 656.148444
XAG 0.019808
XAU 0.000282
XCD 3.071534
XCG 2.048098
XDR 0.815156
XOF 656.151332
XPF 119.331742
YER 270.664953
ZAR 19.081417
ZMK 10230.143961
ZMW 21.251294
ZWL 365.962713
Pedidos de boicote contra Israel ganham força no mundo cultural
Pedidos de boicote contra Israel ganham força no mundo cultural / foto: Patrick T. Fallon - AFP

Pedidos de boicote contra Israel ganham força no mundo cultural

Músicos, atores e escritores de países ocidentais pedem cada vez com mais força um boicote a Israel pela guerra em Gaza, com a esperança de emular o sucesso do bloqueio à África do Sul no período do apartheid.

Tamanho do texto:

Em contraste com os governos, relutantes com a possibilidade de impor sanções econômicas a este aliado crucial do Ocidente no Oriente Médio, celebridades do mundo cultural pressionam pela adoção de medidas.

"Não há nenhuma dúvida na minha cabeça de que, globalmente, estamos em um ponto de inflexão", afirmou à AFP o ator britânico Khalid Abdalla, conhecido por seus papéis no filme "O Caçador de Pipas" ou na série "The Crown".

O ator é um dos milhares de signatários da carta aberta apresentada pela 'Film Workers for Palestine' (Trabalhadores do Cinema pela Palestina), que recebeu a adesão de astros como Javier Bardem, Emma Stone, Joaquin Phoenix ou Gael García Bernal.

Os signatários anunciaram na carta, publicada na segunda-feira no jornal britânico The Guardian, que deixarão de trabalhar com instituições israelenses "envolvidas no genocídio" em Gaza.

O conflito no território palestino também esteve presente na cerimônia de premiação do Emmy, a principal da televisão nos Estados Unidos, no domingo passado, e no recente Festival de Veneza.

"A avalanche está acontecendo agora, em todas as esferas. Não é apenas no setor dos trabalhadores do cinema", disse Abdalla.

O clamor também envolve o mundo da música. O grupo britânico Massive Attack anunciou na quinta-feira que aderiu a uma iniciativa da indústria para bloquear suas músicas em Israel e pediu ao Spotify que as retire de sua plataforma.

Israel também enfrenta a possibilidade de um boicote no popular festival de música Eurovision ou, inclusive, uma exclusão das competições esportivas, medida defendida pelo primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.

"Acredito que estamos vendo uma situação que é comparável ao movimento de boicote contra o apartheid na África do Sul", opinou Hakan Thorn, professor sueco da Universidade de Gotemburgo e autor de um livro sobre o protesto contra o regime racista sul-africano.

- Antissemitismo -

O boicote internacional ao governo supremacista branco da África do Sul começou no início dos anos 1960, após um massacre da polícia contra manifestantes negros na localidade de Sharpeville.

Artistas e equipes esportivas se recusaram a visitar o país. Alguns que não aderiram ao protesto, como Queen ou Frank Sinatra, enfrentaram duras críticas públicas.

Segundo Thorn, muitas figuras públicas não queriam se posicionar sobre a guerra em Gaza, iniciada pelo ataque mortal do movimento palestino Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023.

"A história do Holocausto e as críticas ao movimento pró-palestino de ser antissemita foram um grave obstáculo para uma mobilização maior", afirmou o sociólogo sueco.

"Mas houve definitivamente uma mudança na primavera (hemisfério norte, outono no Brasil) deste ano, quando o mundo viu as imagens da fome em Gaza".

O governo israelense costuma reagir aos pedidos de boicote com acusações de antissemitismo contra os promotores das iniciativas. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu os descreve como "simpatizantes do Hamas".

As acusações geram "uma falta de confiança sobre quais são de fato os limites do antissemitismo", considera David Feldman, diretor do Instituto para o Estudo do Antissemitismo de Birkbeck, da Universidade de Londres.

"Mas qualquer tentativa de identificar o movimento de boicote a Israel com o antissemitismo é equivocada", disse à AFP. "É um método para protestar contra a destruição israelense de Gaza e o assassinato de pessoas", acrescentou.

- Lições do apartheid -

O boicote antiapartheid, que muitos ativistas contra a guerra de Gaza tomam como referência, mostra as limitações do protesto. O movimento começou na década de 1960, mas o regime demorou 30 anos para cair.

"O movimento por si só não era suficiente", aponta Feldman, que escreveu um livro sobre boicotes.

O dano real foi provocado pela asfixia progressiva da economia sul-africana à medida que as empresas e os bancos deixavam o país, além do fim da Guerra Fria que agravou seu isolamento.

Em Israel, muitos artistas temem as consequências do boicote.

O cineasta Hagai Levi, diretor das séries de televisão como "Segredos de um casamento" ou "The Affair", disse neste mês à AFP que "90% das pessoas na comunidade artística são contrárias à guerra".

"Estão enfrentando dificuldades. E o boicote está enfraquecendo estas pessoas", afirmou.

O.Ruzicka--TPP