The Prague Post - A luta contra as redes sociais de uma mãe australiana que perdeu seu filho

EUR -
AED 4.175692
AFN 75.043056
ALL 93.695465
AMD 416.344708
AOA 1043.780649
ARS 1702.120314
AUD 1.63061
AWG 2.049471
AZN 1.931921
BAM 1.955071
BBD 2.294254
BDT 140.617551
BHD 0.429246
BIF 3402.675725
BMD 1.137016
BND 1.469471
BOB 12.820218
BRL 5.813225
BSD 1.13908
BTN 109.191273
BWP 15.639304
BYN 3.267667
BYR 22285.511724
BZD 2.290996
CAD 1.604358
CDF 2569.655869
CHF 0.931899
CLF 0.027171
CLP 1069.374867
CNY 7.693159
CNH 7.69575
COP 3648.945551
CRC 518.406639
CUC 1.137016
CUP 30.130921
CVE 110.223888
CZK 24.190803
DJF 202.845233
DKK 7.475687
DOP 66.27528
DZD 151.688108
EGP 57.501732
ERN 17.055239
ETB 182.148755
FJD 2.537536
FKP 0.853487
GBP 0.855093
GEL 2.979389
GGP 0.853487
GHS 13.259055
GIP 0.853487
GMD 84.139247
GNF 9994.579777
GTQ 8.691758
GYD 238.221146
HKD 8.916359
HNL 30.563287
HRK 7.533642
HTG 148.906424
HUF 360.161729
IDR 20559.635283
ILS 3.482335
IMP 0.853487
INR 108.866942
IQD 1489.490835
IRR 1563538.995341
ISK 142.604756
JEP 0.853487
JMD 180.212782
JOD 0.806109
JPY 186.259137
KES 147.300426
KGS 99.432123
KHR 4601.344447
KMF 492.327516
KRW 1661.930959
KWD 0.353032
KYD 0.949238
KZT 541.283346
LAK 25819.142637
LBP 102006.004199
LKR 383.033763
LRD 206.173099
LSL 19.09003
LTL 3.357313
LVL 0.68777
LYD 7.282572
MAD 10.651552
MDL 20.019357
MGA 4900.538463
MKD 61.50206
MMK 2387.209348
MNT 4083.617285
MOP 9.200787
MRU 45.473639
MUR 53.99719
MVR 17.577997
MWK 1973.859541
MXN 19.860821
MYR 4.649288
MZN 72.6665
NAD 19.090281
NGN 1553.721117
NIO 41.779651
NOK 11.034148
NPR 174.705836
NZD 1.970034
OMR 0.437168
PAB 1.139075
PEN 3.870403
PGK 4.997206
PHP 70.087365
PKR 315.931341
PLN 4.325794
PYG 6888.460964
QAR 4.143857
RON 5.23198
RSD 117.407936
RUB 89.313348
RWF 1665.7283
SAR 4.261522
SBD 9.169632
SCR 15.437295
SDG 682.772665
SEK 11.061277
SGD 1.470008
SLE 27.573071
SOS 650.957199
SRD 42.90075
STD 23533.933593
STN 24.900648
SVC 9.967195
SZL 19.084802
THB 38.260015
TJS 10.513878
TMT 3.990926
TND 3.371255
TRY 53.870787
TTD 7.736046
TWD 36.841622
TZS 3007.404804
UAH 51.158768
UGX 4277.40457
USD 1.137016
UYU 45.742938
UZS 13653.2873
VES 843.531668
VND 29942.176824
VUV 135.405325
WST 3.13398
XAF 655.712426
XAG 0.01976
XAU 0.000281
XCD 3.072842
XCG 2.052916
XDR 0.815503
XOF 652.086083
XPF 119.331742
YER 270.780205
ZAR 19.061554
ZMK 10234.504173
ZMW 21.284529
ZWL 366.118657
A luta contra as redes sociais de uma mãe australiana que perdeu seu filho
A luta contra as redes sociais de uma mãe australiana que perdeu seu filho / foto: Kenzo TRIBOUILLARD - AFP/Arquivos

A luta contra as redes sociais de uma mãe australiana que perdeu seu filho

Mia Bannister tem uma tatuagem em homenagem ao filho, Ollie. O suicídio do jovem após lutar contra o bullying online levou esta mãe australiana a lutar pela primeira lei do mundo para proibir as redes sociais para crianças.

Tamanho do texto:

A partir de 10 de dezembro, menores de 16 anos na Austrália não poderão acessar Facebook, Instagram, Reddit ou TikTok. As empresas estão sujeitas a multas de 32 milhões de dólares (170 milhões de reais) caso não garantam o cumprimento da norma.

Se a lei estivesse em vigor há um ano, talvez Ollie ainda estivesse vivo, lamenta Mia.

"Ele era meu melhor amigo", explica. "Ele era o meu mundo".

Ollie sofreu bullying online e tinha acesso ao conteúdo de aplicativos como TikTok, Snapchat ou YouTube que incentivavam a anorexia, contra a qual também lutava.

Sua mãe lembra com nitidez sua cabeleira de cachos ruivos, sua inteligência e o brilho de seus olhos, que foi se apagando com o avanço do transtorno alimentar.

A primeira vez que Ollie adoeceu, ele recorreu às redes sociais. Mia não tinha ideia do impacto que isso teria.

"Eu era mãe solteira, trabalhando em tempo integral, tentando manter um teto sobre nossas cabeças, sem realmente entender em quais plataformas ele estava ou como funcionavam", explica.

Para ela, a responsabilidade é dos gigantes do setor de tecnologia: "São suas plataformas e seu conteúdo sem filtro e fora de controle".

Quando os pais dão um telefone ao filho, estão dando "a pior arma que poderíamos entregar a eles", assegura.

- Abordagem correta?

Um total de 97% dos adolescentes entrevistados pela organização 'Mission Australia' disseram usar redes sociais diariamente. Quase metade passava três horas ou mais online.

Aqueles que não ultrapassavam as três horas mostraram um melhor bem-estar e conexão social, concluiu o estudo com mais de 10.000 pessoas entre 15 e 19 anos.

O governo australiano confia que a lei não afastará as crianças do mundo digital, mas mudará a forma como passam o tempo online.

Mas existem grandes dúvidas sobre como será garantida a implementação e como as plataformas verificarão a idade do usuário.

As empresas criticaram o texto da lei e afirmam que é muito vago.

As autoridades excluíram da proibição 10 plataformas como Pinterest, Roblox, LEGO Play ou WhatsApp, mas se reservam o direito de incluí-las mais tarde.

Alguns especialistas temem que a regulamentação prive os jovens de oportunidades e prejudique o desenvolvimento de suas competências digitais.

"Não acho que esta seja a abordagem correta para a segurança online", opina Catherine Page Jeffery, professora de Mídia e Comunicação na Universidade de Sydney.

"Em vez de proibir os jovens, eu preferiria ver que são impostas mais obrigações de segurança nessas plataformas que, em muitos casos, não foram projetadas para crianças", afirma.

- Desenvolvimento de habilidades -

Para muitos jovens, as redes sociais podem ser fundamentais para formar sua identidade e desenvolver habilidades.

Desde a pandemia de covid-19 e com a ajuda de sua mãe, Ava Chanel Jones, de 12 anos, usa o Instagram para documentar suas atividades como animadora, dançarina, modelo e promotora de marcas.

Ela tem mais de 11.400 seguidores, o suficiente para receber uma renda mensal da Meta, obter produtos de marcas gratuitamente e até lançar sua própria linha de roupas.

Ava usa a plataforma para se comunicar com amigos, mas não com desconhecidos, cujas mensagens vão para uma pasta oculta controlada por sua mãe.

"Sou a mãe dela. É minha responsabilidade protegê-la o melhor que posso quando está nas redes sociais", afirma Zoe.

Para a mãe, a atividade online está favorecendo o desenvolvimento das habilidades de Ava. "Estou orgulhosa dela", assegura.

A partir de 10 de dezembro, Ava pode ficar sem acesso ao Instagram. As plataformas têm a opção de criar opções específicas para gerenciar as contas dos influenciadores.

Zoe, a mãe, alterou alguns parâmetros da conta na esperança de que ela continue funcionando. Mas, como muitos outros, está confusa sobre como a lei será implementada e aplicada.

A comissária australiana de Segurança Digital, Julie Inman Grant, admite que não há uma solução rápida, mas está convencida de que a restrição é uma ferramenta "realmente poderosa" para conter o bullying e os danos online.

A medida chega tarde demais para Mia, que canaliza sua dor contando a história de Ollie por meio de sua organização de caridade.

Com isso, busca conscientizar sobre os transtornos alimentares em crianças e sobre como funcionará a lei sobre as redes sociais.

"Eu faço isso por ele e faço isso por todas as outras crianças que estão por aí: as crianças perdidas e aquelas que todos vamos salvar", afirma.

L.Hajek--TPP