The Prague Post - Banco Central mantém Selic em 13,75%, sem sinal de cortes

EUR -
AED 4.231245
AFN 73.725097
ALL 95.962768
AMD 434.735824
ANG 2.062095
AOA 1056.342299
ARS 1606.393999
AUD 1.626239
AWG 2.073519
AZN 1.957604
BAM 1.95412
BBD 2.323522
BDT 141.558314
BGN 1.969047
BHD 0.434928
BIF 3421.305633
BMD 1.151955
BND 1.473031
BOB 7.97187
BRL 5.995001
BSD 1.153668
BTN 106.985319
BWP 15.644465
BYN 3.516233
BYR 22578.31327
BZD 2.320215
CAD 1.578374
CDF 2614.937616
CHF 0.909578
CLF 0.026702
CLP 1054.361214
CNY 7.917443
CNH 7.932522
COP 4269.950704
CRC 538.818112
CUC 1.151955
CUP 30.526801
CVE 111.797223
CZK 24.444653
DJF 204.725614
DKK 7.472483
DOP 69.175247
DZD 152.537418
EGP 60.177999
ERN 17.279321
ETB 180.856753
FJD 2.548643
FKP 0.863331
GBP 0.863321
GEL 3.127603
GGP 0.863331
GHS 12.562006
GIP 0.863331
GMD 85.244374
GNF 10114.162901
GTQ 8.837288
GYD 241.357858
HKD 9.029004
HNL 30.607446
HRK 7.53747
HTG 151.189535
HUF 391.62372
IDR 19539.456616
ILS 3.571117
IMP 0.863331
INR 106.993323
IQD 1509.060734
IRR 1514820.507162
ISK 143.2575
JEP 0.863331
JMD 181.144285
JOD 0.81669
JPY 183.535768
KES 149.235866
KGS 100.738475
KHR 4619.338365
KMF 493.036529
KPW 1036.734401
KRW 1729.129827
KWD 0.353005
KYD 0.961307
KZT 556.522279
LAK 24709.429743
LBP 103157.548449
LKR 359.231198
LRD 211.211295
LSL 19.376215
LTL 3.401423
LVL 0.696806
LYD 7.349679
MAD 10.798136
MDL 20.113313
MGA 4803.651589
MKD 61.677112
MMK 2419.224151
MNT 4113.747641
MOP 9.313507
MRU 46.21601
MUR 53.577753
MVR 17.809319
MWK 1999.793406
MXN 20.387203
MYR 4.51048
MZN 73.611468
NAD 19.375558
NGN 1563.13347
NIO 42.300018
NOK 11.020803
NPR 171.170971
NZD 1.970788
OMR 0.442921
PAB 1.153663
PEN 3.948325
PGK 4.956574
PHP 68.866739
PKR 321.735508
PLN 4.267705
PYG 7456.072821
QAR 4.197681
RON 5.092557
RSD 117.454429
RUB 96.613944
RWF 1680.701993
SAR 4.325527
SBD 9.267752
SCR 16.230038
SDG 692.324942
SEK 10.747156
SGD 1.473891
SHP 0.864264
SLE 28.395712
SLL 24155.927782
SOS 658.342883
SRD 43.054339
STD 23843.137717
STN 24.767027
SVC 10.094191
SYP 127.389792
SZL 19.375564
THB 37.565572
TJS 11.034248
TMT 4.031842
TND 3.360832
TOP 2.77363
TRY 50.935521
TTD 7.820006
TWD 36.757731
TZS 2999.3791
UAH 50.735507
UGX 4340.193737
USD 1.151955
UYU 46.719839
UZS 14025.049287
VES 519.46575
VND 30307.9297
VUV 137.765566
WST 3.149103
XAF 655.348139
XAG 0.015
XAU 0.000236
XCD 3.113216
XCG 2.079141
XDR 0.814294
XOF 652.58393
XPF 119.331742
YER 274.827596
ZAR 19.358311
ZMK 10368.954649
ZMW 22.559726
ZWL 370.928962
Banco Central mantém Selic em 13,75%, sem sinal de cortes

Banco Central mantém Selic em 13,75%, sem sinal de cortes

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a Selic, sua taxa básica de juros, em 13,75% nesta quarta-feira (21), alertando, em nota, para um aumento da inflação no segundo semestre do ano, apesar da moderação atual.

Tamanho do texto:

Sem qualquer sinal de quando começará a reduzir os juros, e apesar da pressão do governo Lula, o Copom manteve a taxa básica inalterada pela sétima vez consecutiva, desde agosto de 2022.

A decisão "é compatível" com a estratégia de convergência da inflação com a meta, que inclui o ano de 2024, assinalou o Copom na nota publicada ao final de sua quarta reunião do ano.

Mais de 120 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo jornal econômico Valor projetavam que o comitê não mexeria na Selic, embora antecipando sinais de declínio desde agosto.

Contudo, a nota do Copom não oferece indícios claros de avanços nesse sentido.

O comitê destacou que, "não obstante o arrefecimento recente dos índices de inflação cheia ao consumidor, antecipa-se uma elevação da inflação acumulada em doze meses ao longo do segundo semestre".

Por isso, o cenário "segue demandando cautela e parcimônia", segundo o Copom.

Desde a posse de Lula em janeiro, o governo vem defendendo uma redução da Selic, argumentando que os juros elevados encarecem o crédito, desestimulando o consumo e os investimentos, o que prejudica o crescimento econômico.

Após numerosos embates com as autoridades do Banco Central, Lula insistiu na véspera da reunião do Copom: "Apenas o juro precisa baixar, porque [o nível atual] também não tem explicação", disse.

O preço da "carne baixou, em alguns lugares já baixou 27% [...] As coisas estão baixando, e precisam baixar muito mais. A inflação está baixando", justificou o presidente.

Em maio, a inflação foi de 0,23%, e de 3,94% no acumulado em 12 meses, ficando abaixo do limite máximo da meta anual do Bacen (4,75%).

No entanto, o Copom mantém os olhos voltado para as projeções de inflação do mercado para o fim deste ano, de 5,12%, segundo o boletim Focus do Banco Central. E as de 2024, por volta de 4%, com base no mesmo boletim.

- 'Paciência' -

A taxa de juros real do Brasil, ou seja, descontando inflação projetada para os próximos 12 meses, é de 7,54%, a mais alta do mundo, segundo o site especializado MoneYou.

Além disso, a taxa nominal é a segunda maior do planeta, atrás apenas da Argentina (97%).

Entretanto, o Bacen conduzirá a política monetária com "paciência e serenidade", segundo o comunicado da entidade, baseando seus passos futuros em indicadores econômicos e expectativas de longo prazo.

A Selic chegou a 13,75% após uma série de aumentos consecutivos desde março de 2020, quando estava em um piso histórico de 2%, até agosto de 2022.

Além das críticas de Lula, o setor industrial voltou a manifestar descontentamento com o atual patamar da Selic.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) afirmou em nota que "nada justifica o Brasil seguir com o título de campeão mundial de juros reais".

"Juros altos despropositados empobrecem o país. Famílias e empresas estão endividadas e o crédito está caro e escasso. Esse ambiente hostil compromete o futuro do Brasil", onde "a dinâmica inflacionária está contida", declarou a Fiesp na nota assinada por seu presidente, Josué Christiano Gomes da Silva.

No mesmo sentido se manifestou a Confederação Nacional da Indústria (CNI), ao considerar "equivocada" a decisão do Copom, que "impõe riscos adicionais para atividade econômica".

O resultado do PIB surpreendeu no primeiro trimestre, com expansão de 1,9%, indo contra os prognósticos de crescimento baixo por conta dos juros altos.

A expectativa do PIB melhorou para 2,14% este ano, contra 1,20% há um mês, segundo o boletim Focus.

Além disso, o Copom destacou um clima "adverso" no ambiente externo.

Por exemplo, o Federal Reserve dos Estados Unidos (Fed, banco central) interrompeu na semana passada seu ciclo de aumentos nas taxas de juros, que estão na faixa entre 5 e 5,25%.

Mas o presidente do Fed, Jerome Powell, disse nesta quarta-feira ao Congresso americano que espera continuar aumentando os juros, porém de forma mais lenta.

A.Stransky--TPP