The Prague Post - Supremo dos EUA apoia recusa a trabalhar para casais gays e revoga plano estudantil de Biden

EUR -
AED 4.208399
AFN 73.327206
ALL 95.443491
AMD 432.388906
ANG 2.050961
AOA 1050.638449
ARS 1597.797451
AUD 1.630475
AWG 2.062323
AZN 1.948746
BAM 1.943569
BBD 2.310976
BDT 140.793986
BGN 1.958415
BHD 0.432562
BIF 3402.832693
BMD 1.145735
BND 1.465078
BOB 7.928827
BRL 6.043409
BSD 1.147439
BTN 106.407664
BWP 15.559995
BYN 3.497248
BYR 22456.404302
BZD 2.307687
CAD 1.573484
CDF 2600.81847
CHF 0.90886
CLF 0.026568
CLP 1049.068969
CNY 7.874693
CNH 7.906797
COP 4247.239324
CRC 535.908827
CUC 1.145735
CUP 30.361975
CVE 111.193704
CZK 24.498161
DJF 203.619906
DKK 7.474663
DOP 68.80171
DZD 151.997717
EGP 59.857436
ERN 17.186024
ETB 179.880066
FJD 2.546109
FKP 0.858669
GBP 0.864004
GEL 3.110683
GGP 0.858669
GHS 12.494286
GIP 0.858669
GMD 84.784244
GNF 10059.552798
GTQ 8.789572
GYD 240.054674
HKD 8.981015
HNL 30.441679
HRK 7.536413
HTG 150.373205
HUF 394.577381
IDR 19518.396264
ILS 3.551836
IMP 0.858669
INR 107.268515
IQD 1500.912737
IRR 1506641.41082
ISK 143.228118
JEP 0.858669
JMD 180.166218
JOD 0.812301
JPY 183.136532
KES 148.430115
KGS 100.194954
KHR 4594.397018
KMF 490.374163
KPW 1031.136674
KRW 1732.202746
KWD 0.351394
KYD 0.956116
KZT 553.517402
LAK 24576.014094
LBP 102585.696896
LKR 357.291571
LRD 210.070484
LSL 19.270906
LTL 3.383057
LVL 0.693044
LYD 7.309401
MAD 10.739833
MDL 20.004714
MGA 4777.714338
MKD 61.657059
MMK 2406.161833
MNT 4091.535941
MOP 9.26322
MRU 45.966756
MUR 53.288063
MVR 17.712808
MWK 1988.995904
MXN 20.460073
MYR 4.486128
MZN 73.211959
NAD 19.270894
NGN 1553.616757
NIO 42.071856
NOK 11.006685
NPR 170.246753
NZD 1.975556
OMR 0.44053
PAB 1.147434
PEN 3.927008
PGK 4.929811
PHP 68.826542
PKR 320.007136
PLN 4.279378
PYG 7415.814625
QAR 4.175008
RON 5.09348
RSD 117.464137
RUB 96.10281
RWF 1671.627239
SAR 4.301874
SBD 9.217712
SCR 16.540068
SDG 688.586873
SEK 10.788429
SGD 1.470552
SHP 0.859598
SLE 28.242067
SLL 24025.500669
SOS 654.828588
SRD 42.821822
STD 23714.399477
STN 24.633301
SVC 10.039689
SYP 126.701966
SZL 19.270862
THB 37.545767
TJS 10.97467
TMT 4.010072
TND 3.342678
TOP 2.758654
TRY 50.684222
TTD 7.777783
TWD 36.700981
TZS 2983.184004
UAH 50.461567
UGX 4316.759367
USD 1.145735
UYU 46.46758
UZS 13949.322477
VES 516.660955
VND 30144.285571
VUV 137.021717
WST 3.1321
XAF 651.809663
XAG 0.015196
XAU 0.000238
XCD 3.096406
XCG 2.067914
XDR 0.809897
XOF 649.058144
XPF 119.331742
YER 273.343656
ZAR 19.46103
ZMK 10312.985183
ZMW 22.437917
ZWL 368.926175
Supremo dos EUA apoia recusa a trabalhar para casais gays e revoga plano estudantil de Biden
Supremo dos EUA apoia recusa a trabalhar para casais gays e revoga plano estudantil de Biden / foto: OLIVIER DOULIERY - AFP

Supremo dos EUA apoia recusa a trabalhar para casais gays e revoga plano estudantil de Biden

A Suprema Corte dos Estados Unidos deu um novo apoio aos conservadores, nesta sexta-feira (30), ao permitir que alguns comércios se neguem a prestar serviços a pessoas LGTB por motivos religiosos e ao invalidar uma medida do presidente Joe Biden para cancelar parte da dívida estudantil.

Tamanho do texto:

Na véspera, o tribunal, reestruturado pelo ex-presidente republicano Donald Trump, já tinha abolido a política de ação afirmativa nas universidades, uma das conquistas da luta pelos direitos civis dos anos 1960.

As sentenças foram emitidas com votos favoráveis dos seis juízes conservadores, contrariando as opiniões dos três progressistas, pouco antes do recesso da Corte.

Há um ano, o tribunal enterrou o direito federal ao aborto, ratificou o direito ao porte de armas e limitou os poderes da Agência de Proteção Ambiental.

Assim como no ano passado, os republicanos aplaudiram cada uma das decisões e a esquerda e os democratas - liderados pelo presidente Biden - se opuseram.

Biden diz estar "profundamente preocupado" com o risco de que a sentença da sexta-feira aumente a discriminação contra a comunidade LGTB+.

O alto tribunal decidiu que as empresas que atendem o público e atuem em atividades criativas possam invocar a liberdade de expressão para se negar a prestar um serviço contrário a seus valores.

A corte se manifestou em resposta a Lorie Smith, uma designer gráfica que se descreve como cristã devota e se nega a criar sites na internet para casais homossexuais.

- Primeira Emenda -

A Primeira Emenda da Constituição, dedicada à liberdade de expressão, diz que nos Estados Unidos "as pessoas são livres para pensar e expressar o que quiserem, não o que o governo diz", escreve o magistrado Neil Gorsuch.

A juíza Sonia Sotomayor o contradisse em nome dos progressistas. "Pela primeira vez na história, o tribunal concedeu a um negócio aberto ao público o direito constitucional de negar o serviço" a clientes protegidos por leis antidiscriminação, escreveu.

A vitória da designer gráfica "abre a porta a que todos os comércios que dizem prestar serviços sob medida discriminem os grupos marginalizados", lamentou a União Americana de Liberdades Civis (ACLU).

Em 2018, a Suprema Corte já tinha dado razão a um confeiteiro cristão que se negou a preparar um bolo de casamento para um casal gay. Na ocasião, baseou-se em motivos técnicos.

Biden sofreu novo revés nesta sexta com a decisão sobre a dívida estudantil.

A Suprema Corte decidiu que seu governo extrapolou suas competências, ao adotar um programa sem autorização do Congresso, que, na opinião dos juízes conservadores, é quem tem a chave do cofre.

Isto priva Biden de uma medida essencial com vistas às eleições presidenciais de 2024, nas quais espera ser reeleito com o apoio da classe média e dos menos favorecidos.

- 26 milhões de solicitações -

O líder republicano do Senado, Mitch McConnell, investiu contra "o plano socialista de empréstimos estudantis". Ele se alegrou de que a Corte tenha impedido que Biden "encha os bolsos de sua base de alta renda e faça de bobas as famílias da classe trabalhadora que decidiram não contrair uma dívida estudantil".

Nos Estados Unidos, o ensino superior é muito caro e cerca de 43 milhões de pessoas pedem empréstimos estudantis federais em um montante total de 1,63 trilhão de dólares (7,8 trilhões de reais, na cotação atual).

No começo da pandemia, o governo Trump congelou o reembolso destes empréstimos, em virtude de uma lei de 2003 que lhe permite "aliviar" os titulares de dívidas estudantis em caso de "emergência nacional".

Esta medida expira em 31 de agosto.

Antecipando-se a esse prazo, Biden anunciou, em agosto passado, a intenção de anular 10.000 dólares (R$ 48 mil) das dívidas dos tomadores de empréstimo que ganharam menos de 125.000 dólares (R$ 602 mil) ao ano e 20.000 dólares (R$ 96 mil) de antigos beneficiários de bolsas.

Foram apresentados 26 milhões de pedidos, segundo a Casa Branca, a um custo superior a 400 bilhões de dólares (R$ 1,9 trilhão).

Os tribunais bloquearam a aplicação deste plano após denúncias de uma coalizão de estados republicanos e de dois estudantes que não podiam recorrer ao perdão.

As partes acusaram o governo democrata de usar o dinheiro dos contribuintes sem a aprovação do Congresso e avaliam que a lei de 2003 cobre o congelamento da dívida, mas não seu cancelamento.

"Estamos de acordo com eles", escreveu o juiz John Roberts em nome da maioria.

"O tema aqui não é se algo deve ser feito, é quem tem autoridade para fazê-lo", assegurou.

Os juízes progressistas pensam diferente.

"O tribunal substitui o Congresso e o Poder Executivo na formulação da política nacional de perdão de empréstimos estudantis", escreveu a juíza Elena Kagan.

Após a decisão da Suprema Corte, Biden anunciou "um novo caminho coerente com a sentença de hoje para aliviar a dívida estudantil a tantos tomadores de empréstimo quanto seja possível, o mais rapidamente possível".

Ele acrescentou que "a nova abordagem" vai se basear em uma lei diferente da do plano original.

F.Vit--TPP