The Prague Post - 'Um dia após o outro' - Argentina amarga maior inflação mensal em 30 anos

EUR -
AED 4.185856
AFN 71.80645
ALL 94.351797
AMD 418.950339
ANG 2.040671
AOA 1045.181242
ARS 1684.022951
AUD 1.653225
AWG 2.053034
AZN 1.940292
BAM 1.957445
BBD 2.298983
BDT 140.398021
BGN 1.927237
BHD 0.430362
BIF 3389.960433
BMD 1.139783
BND 1.476877
BOB 7.887561
BRL 5.895983
BSD 1.14149
BTN 107.136591
BWP 15.512448
BYN 3.310556
BYR 22339.749178
BZD 2.29568
CAD 1.617916
CDF 2584.43972
CHF 0.921794
CLF 0.026714
CLP 1051.403732
CNY 7.748416
CNH 7.746228
COP 3925.982961
CRC 518.235638
CUC 1.139783
CUP 30.204253
CVE 110.3568
CZK 24.264786
DJF 203.265327
DKK 7.474909
DOP 67.066377
DZD 151.952434
EGP 56.111293
ERN 17.096747
ETB 184.027233
FJD 2.561378
FKP 0.863793
GBP 0.862708
GEL 3.014703
GGP 0.863793
GHS 12.869819
GIP 0.863793
GMD 83.204485
GNF 10001.363444
GTQ 8.708282
GYD 238.880807
HKD 8.939057
HNL 30.541343
HRK 7.535899
HTG 149.176238
HUF 354.255845
IDR 20342.849149
ILS 3.404643
IMP 0.863793
INR 107.690469
IQD 1495.256939
IRR 1567486.73728
ISK 144.023261
JEP 0.863793
JMD 179.775065
JOD 0.808153
JPY 184.465349
KES 147.490905
KGS 99.674351
KHR 4581.569969
KMF 494.666161
KPW 1025.805208
KRW 1758.320604
KWD 0.353013
KYD 0.951195
KZT 553.823124
LAK 25053.950876
LBP 102217.667973
LKR 383.680846
LRD 207.913864
LSL 18.76269
LTL 3.365484
LVL 0.689444
LYD 7.32732
MAD 10.703203
MDL 20.237924
MGA 4828.185738
MKD 61.636521
MMK 2393.14523
MNT 4080.340883
MOP 9.220451
MRU 45.554294
MUR 53.843111
MVR 17.610008
MWK 1979.315944
MXN 19.937405
MYR 4.640172
MZN 72.838311
NAD 18.76269
NGN 1572.569737
NIO 42.005126
NOK 11.319289
NPR 171.419098
NZD 2.017148
OMR 0.438243
PAB 1.14145
PEN 3.892255
PGK 5.009167
PHP 69.749041
PKR 317.6696
PLN 4.290429
PYG 6967.009402
QAR 4.160661
RON 5.243455
RSD 117.402218
RUB 88.332004
RWF 1671.649216
SAR 4.286597
SBD 9.17748
SCR 16.031677
SDG 683.870117
SEK 11.093743
SGD 1.474555
SHP 0.850963
SLE 28.275875
SLL 23900.686339
SOS 652.362696
SRD 42.722551
STD 23591.209398
STN 24.520397
SVC 9.987352
SYP 125.982619
SZL 18.752257
THB 37.923954
TJS 10.563934
TMT 3.989241
TND 3.383114
TOP 2.744325
TRY 53.158006
TTD 7.757487
TWD 36.31634
TZS 2989.08465
UAH 51.236119
UGX 4189.521784
USD 1.139783
UYU 45.818315
UZS 13710.525303
VES 707.523775
VND 29960.909018
VUV 135.838534
WST 3.169603
XAF 656.526167
XAG 0.01962
XAU 0.000281
XCD 3.080321
XCG 2.057129
XDR 0.816508
XOF 656.523285
XPF 119.331742
YER 271.98076
ZAR 18.740719
ZMK 10259.411906
ZMW 20.561736
ZWL 367.0097
'Um dia após o outro' - Argentina amarga maior inflação mensal em 30 anos
'Um dia após o outro' - Argentina amarga maior inflação mensal em 30 anos / foto: LUIS ROBAYO - AFP

'Um dia após o outro' - Argentina amarga maior inflação mensal em 30 anos

A inflação registrou 12,4% em agosto na Argentina, a mais alta em um mês desde 1991, e as pessoas fazem malabarismos para chegar ao fim do mês.

Tamanho do texto:

O instituto nacional de estatísticas divulgou, nesta quarta-feira (13), o dado do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que acumula 124,4% em 12 meses e 80,2% este ano. A inflação na Argentina está entre as mais altas do mundo.

A inflação mensal não era tão alta desde fevereiro de 1991 (27%), quando o país adotou um processo de conversibilidade fixa do peso em relação ao dólar. A última vez que o IPC mensal chegou a dois dígitos foi em abril de 2002 (10,4%), justamente depois que o país abandonou este modelo de paridade fixa de 1 a 1.

O setor que mais sofreu o impacto inflacionário foi o de alimentos e bebidas não alcoólicas, com alta de 15,6%, "resultante do aumento nos preços das carnas e derivados, e das verduras, tubérculos e legumes".

- "Não tem nada" -

A carne, central na dieta dos argentinos, teve altas de mais de 30%. A carne moída comum, a mais popular, por exemplo, aumentou 39,4% em agosto, segundo o boletim. Cortes mais nobres também tiveram altas importantes.

"Não tem nada, não há dinheiro para economizar", disse à AFP a professora Karina Sablich, enquanto fazia compras em um mercado aberto de Buenos Aires. "Vivemos um dia após o outro, trabalho o dia todo porque com um único emprego, não damos conta".

O ministro da Economia, Sergio Massa, candidato do governo à Presidência, falou pouco depois da divulgação do índice.

"Agosto foi um dos piores meses no processo econômico dos últimos 30 anos, devido a uma imposição do Fundo Monetário Internacional", disse.

Ele se referiu à desvalorização do peso em 21% em 14 de agosto, acordada com o FMI para liberar parcelas do programa de crédito firmado com o organismo por 44 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 215 bilhões de reais).

A ela, seguiu-se uma enxurrada de remarcações de preços a poucas semanas das eleições presidenciais de 22 de outubro, nas quais os candidatos da oposição prometem adotar um ajuste fiscal austero para estabilizar a economia.

O mercado já esperava uma inflação de dois dígitos e a bolsa fechou no azul (2,84%).

- "Uma vergonha" -

O setor da saúde registrou alta de 15,3%; equipamento e manutenção do lar, 14,1%; e transporte, 10,5%.

"Uma vergonha", escreveu a candidata conservadora Patricia Bullrich. "Não é só a inflação, é o número que resume a tragédia que Massa e o kirchnerismo nos deixam".

O economista Victor Beker, diretor do Centro de Estudos da Nova Economia da Universidade de Belgrano, disse que "é necessário um plano anti-inflacionário".

"Mas, certamente, até 10 de dezembro, não vai existir", explicou à AFP. É nesta data que o novo governo será empossado.

A Argentina já teve dois episódios de hiperinflação: em 1989, de 3.079% anual, e em 1990, de 2.314%.

O país adotou, então, o modelo da "conversibilidade", apoiado em privatizações, desregulamentações e em uma abertura total da economia.

A inflação anual baixou para um dígito, mas o aumento das importações elevou a dívida em divisas, arruinou a indústria e provocou uma grave recessão, que precipitou a crise política de 2001 e a desvalorização do peso em 2002.

- Esticar o dinheiro -

Massa prevê anunciar novas medidas, que se seguem à anunciada nestes dias de aumentar o valor mínimo da faixa para o pagamento do imposto de renda, que - disse - vai melhorar o dinheiro no bolso dos argentinos em até 21%.

Desconfiadas, as pessoas esticam como podem o dinheiro.

"Há uma descrença total e continuamos, apesar de tudo, sabendo que por enquanto as coisas não vão mudar", disse Sablich. "Isso é o mais triste de estar neste país neste momento: a incerteza de não saber como vamos sair, quem vai nos tirar" desta situação.

O boletim FocusEconomics de setembro, que reúne mais de 40 analistas de bancos e consultorias, estima que a inflação encerrará 2023 mais alta que no ano anterior, "impulsionada pelo colapso do peso em meio ao financiamento monetário [mediante emissão monetária] do déficit fiscal".

"Uma desvalorização do peso mais rápida que o esperado e a generosidade fiscal antes das eleições de outubro são riscos-chave para a alta", afirmou.

J.Simacek--TPP