The Prague Post - Maduro promete entregar '100% das atas', oposição denuncia escalada repressiva na Venezuela

EUR -
AED 4.174195
AFN 72.17636
ALL 94.483967
AMD 416.349678
ANG 2.034987
AOA 1042.835999
ARS 1681.312376
AUD 1.648693
AWG 2.047316
AZN 1.933854
BAM 1.956503
BBD 2.284721
BDT 139.530161
BGN 1.921869
BHD 0.427852
BIF 3386.072613
BMD 1.136609
BND 1.47361
BOB 7.838818
BRL 5.920935
BSD 1.134408
BTN 107.346591
BWP 15.519511
BYN 3.197035
BYR 22277.528811
BZD 2.28142
CAD 1.617588
CDF 2578.965134
CHF 0.921778
CLF 0.026522
CLP 1043.83811
CNY 7.718146
CNH 7.739219
COP 3914.480063
CRC 516.381097
CUC 1.136609
CUP 30.120128
CVE 110.304655
CZK 24.233348
DJF 202.00262
DKK 7.475304
DOP 66.493319
DZD 151.698637
EGP 56.391586
ERN 17.049129
ETB 182.884738
FJD 2.55078
FKP 0.861774
GBP 0.862402
GEL 3.000665
GGP 0.861774
GHS 12.705568
GIP 0.861774
GMD 82.38695
GNF 9939.442075
GTQ 8.653111
GYD 237.285304
HKD 8.910728
HNL 30.353645
HRK 7.53538
HTG 148.321364
HUF 355.684628
IDR 20374.220859
ILS 3.396072
IMP 0.861774
INR 107.190372
IQD 1486.034232
IRR 1562893.672845
ISK 144.201455
JEP 0.861774
JMD 178.663444
JOD 0.805835
JPY 183.792449
KES 147.156851
KGS 99.3964
KHR 4557.57831
KMF 493.28798
KPW 1022.948149
KRW 1756.174444
KWD 0.351712
KYD 0.94534
KZT 552.048462
LAK 24899.951577
LBP 101596.17708
LKR 382.707584
LRD 206.624282
LSL 18.85958
LTL 3.35611
LVL 0.687523
LYD 7.295623
MAD 10.665534
MDL 20.090134
MGA 4738.682719
MKD 61.666898
MMK 2386.355134
MNT 4069.134323
MOP 9.161994
MRU 45.358107
MUR 54.225972
MVR 17.560954
MWK 1966.998487
MXN 20.017388
MYR 4.674904
MZN 72.640743
NAD 18.85958
NGN 1557.221945
NIO 41.744456
NOK 11.203567
NPR 171.753234
NZD 2.015849
OMR 0.437025
PAB 1.134408
PEN 3.847283
PGK 4.976723
PHP 69.719005
PKR 315.498834
PLN 4.287852
PYG 6919.487568
QAR 4.123983
RON 5.236693
RSD 117.412822
RUB 85.130922
RWF 1666.39174
SAR 4.259212
SBD 9.151919
SCR 16.043556
SDG 681.96496
SEK 11.075274
SGD 1.474028
SHP 0.848593
SLE 28.190162
SLL 23834.118472
SOS 648.330224
SRD 42.577498
STD 23525.503482
STN 24.508487
SVC 9.925568
SYP 125.631734
SZL 18.856696
THB 37.969573
TJS 10.532787
TMT 3.97813
TND 3.372212
TOP 2.736681
TRY 52.87378
TTD 7.691765
TWD 36.165179
TZS 2975.568665
UAH 50.919182
UGX 4185.504696
USD 1.136609
UYU 45.28628
UZS 13640.903929
VES 705.553189
VND 29932.587819
VUV 135.027321
WST 3.138906
XAF 656.190015
XAG 0.020039
XAU 0.000286
XCD 3.071742
XCG 2.044435
XDR 0.81609
XOF 656.192903
XPF 119.331742
YER 271.223197
ZAR 18.82383
ZMK 10230.83978
ZMW 20.447351
ZWL 365.98751
Maduro promete entregar '100% das atas', oposição denuncia escalada repressiva na Venezuela
Maduro promete entregar '100% das atas', oposição denuncia escalada repressiva na Venezuela / foto: YURI CORTEZ - AFP

Maduro promete entregar '100% das atas', oposição denuncia escalada repressiva na Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, prometeu, nesta quarta-feira (31), entregar "100% dos documentos" da contestada votação que resultou em sua reeleição, enquanto a oposição denuncia uma "escalada cruel e repressiva" contra seus membros.

Tamanho do texto:

Os líderes opositores María Corina Machado e seu candidato presidencial, Edmundo González Urrutia, alegam fraude, afirmam que venceram as eleições e pedem o fim da repressão que desde a segunda-feira deixou pelo menos 12 mortos, dezenas de feridos e resultou em mais de mil detenções.

O presidente socialista foi reeleito para um terceiro mandato de seis anos com 51% dos votos frente a González Urrutia, de acordo com o resultado publicado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), órgão alinhado ao governo.

"Digo, como líder político, filho do Comandante [Hugo] Chávez, que o Grande Polo Patriótico e o Partido Socialista Unido da Venezuela [PSUV] estão prontos para apresentar 100% das atas. Muito em breve serão conhecidas, porque Deus está conosco e as provas já apareceram", afirmou Maduro nesta quarta a jornalistas na sede do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ).

"Estou disposto a ser convocado, interrogado, em todas as suas partes, investigado pela sala eleitoral como candidato presidencial vencedor das eleições de domingo", acrescentou.

Por sua vez, María Corina Machado denunciou na rede social X "a escalada cruel e repressiva do regime", e assegurou que 16 pessoas morreram em protestos contra o governo nas últimas 48 horas.

Segundo um balanço anterior, apresentado na terça-feira por quatro organizações de defesa dos direitos humanos, os protestos, que começaram na segunda-feira em Caracas e outras cidades do país, deixaram 11 civis mortos, além de dezenas de feridos.

O procurador-geral da Venezuela, Tareck William Saab, também relatou a morte de um militar, além de 77 funcionários feridos e 1.062 detenções.

O CNE denunciou que, durante a jornada de domingo, houve uma invasão ao seu sistema automatizado de votação. Maduro alega que houve uma "tentativa de golpe de Estado utilizando o processo eleitoral".

Machado afirma ter em seu poder cópias de 84% das atas de votação que demonstram a suposta fraude e as publicou em um site na internet.

A pressão da comunidade internacional para uma recontagem de votos e o fim da repressão não cessa.

"A nossa paciência, e a da comunidade internacional, está se esgotando à espera de que as autoridades eleitorais venezuelanas digam a verdade e publiquem todos os dados detalhados dessas eleições para que todos possam ver os resultados", disse o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby.

Mais cedo, o presidente colombiano, Gustavo Petro, aliado de Maduro, havia pedido uma "apuração transparente, com contagem de votos, documentos e com a observação de todas as forças políticas de seu país e observação internacional profissional".

O G7 também pediu "às autoridades competentes que publiquem resultados eleitorais detalhados com total transparência".

O Centro Carter, convidado pelo CNE para observar as eleições, afirmou na noite de terça-feira que as eleições presidenciais não atenderam aos "parâmetros e padrões internacionais de integridade eleitoral e não podem ser consideradas democráticas".

- "Calma" -

 

Maduro elevou o tom contra González Urrutia e o advertiu de que "a justiça vai chegar" até o opositor.

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, afirmou que as autoridades da Venezuela "devem pôr fim às detenções, à repressão e à retórica violenta contra membros da oposição".

"As ameaças contra Edmundo González Urrutia e María Corina Machado são inaceitáveis", afirmou na rede social X.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, fez "um apelo firme à calma, ao civismo e à garantia dos direitos fundamentais de todos os venezuelanos e venezuelanas".

Aliado de Maduro, o presidente do México, o esquerdista Andrés Manuel López Obrador, rejeitou uma reunião convocada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) para tratar do tema e criticou a "parcialidade" deste organismo internacional.

"Não ajuda a buscar uma saída pacífica, democrática, para um conflito de um país da América Latina", disse.

Desde que começaram os protestos por uma recontagem de votos, a capital Caracas tem se mantido praticamente paralisada, com a maioria dos comércios fechados e o transporte público muito escasso.

W.Urban--TPP