The Prague Post - S&P mantém classificação da dívida da França, em meio à crise política

EUR -
AED 4.238131
AFN 75.001612
ALL 91.835551
AMD 420.215603
ANG 2.065846
AOA 1058.097382
ARS 1738.721108
AUD 1.618312
AWG 2.078406
AZN 1.959418
BAM 1.955416
BBD 2.322864
BDT 141.993353
BGN 1.942469
BHD 0.434974
BIF 3455.836031
BMD 1.153868
BND 1.467625
BOB 13.320442
BRL 5.935965
BSD 1.153284
BTN 110.668752
BWP 15.609206
BYN 3.501943
BYR 22615.821771
BZD 2.319465
CAD 1.605418
CDF 2668.317686
CHF 0.945064
CLF 0.027869
CLP 1100.432497
CNY 7.744131
CNH 7.744713
COP 3609.554387
CRC 516.103145
CUC 1.153868
CUP 30.577514
CVE 110.771466
CZK 24.300873
DJF 205.065553
DKK 7.475994
DOP 68.213924
DZD 154.174079
EGP 59.664691
ERN 17.308027
ETB 188.380347
FJD 2.551775
FKP 0.855167
GBP 0.856315
GEL 3.000097
GGP 0.855167
GHS 13.266195
GIP 0.855167
GMD 84.810308
GNF 10125.195775
GTQ 8.804424
GYD 241.283674
HKD 9.051948
HNL 30.953459
HRK 7.534988
HTG 150.733019
HUF 365.652263
IDR 20408.471411
ILS 3.511164
IMP 0.855167
INR 110.740678
IQD 1510.829562
IRR 1586107.581943
ISK 139.826225
JEP 0.855167
JMD 181.644337
JOD 0.818067
JPY 179.042884
KES 149.379985
KGS 100.905564
KHR 4676.629152
KMF 491.548686
KPW 1038.481979
KRW 1571.361439
KWD 0.356153
KYD 0.961128
KZT 515.817669
LAK 25810.156301
LBP 103276.071033
LKR 380.468599
LRD 201.363956
LSL 18.755043
LTL 3.407073
LVL 0.697964
LYD 7.327561
MAD 10.904054
MDL 20.050411
MGA 4978.065784
MKD 61.517655
MMK 2422.495327
MNT 4153.387933
MOP 9.318432
MRU 46.177734
MUR 54.047419
MVR 17.781194
MWK 1999.816036
MXN 19.802
MYR 4.666938
MZN 73.744112
NAD 18.623752
NGN 1528.807052
NIO 42.442035
NOK 10.781874
NPR 177.07614
NZD 2.003918
OMR 0.44366
PAB 1.153284
PEN 3.870174
PGK 5.214022
PHP 72.479668
PKR 319.94456
PLN 4.342342
PYG 6864.622503
QAR 4.203856
RON 5.259908
RSD 117.377304
RUB 97.151554
RWF 1694.196739
SAR 4.330555
SBD 9.253447
SCR 16.01902
SDG 694.066711
SEK 11.288174
SGD 1.468834
SHP 0.854686
SLE 28.443044
SLL 24196.035255
SOS 659.096302
SRD 43.558457
STD 23882.747423
STN 24.495403
SVC 10.090975
SYP 15002.59798
SZL 18.760642
THB 38.41286
TJS 10.638957
TMT 4.03854
TND 3.378451
TOP 2.778238
TRY 56.122199
TTD 7.826497
TWD 36.760173
TZS 3052.706709
UAH 51.484769
UGX 4532.090563
USD 1.153868
UYU 46.380894
UZS 13568.571227
VES 970.615717
VND 29959.040635
VUV 136.257783
WST 3.151789
XAF 655.957
XAG 0.018148
XAU 0.000268
XCD 3.118387
XCG 2.07851
XDR 0.815845
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 272.918679
ZAR 18.763597
ZMK 10386.192954
ZMW 22.517774
ZWL 371.545173
SSP 6515.006483
MXV 2.245419
S&P mantém classificação da dívida da França, em meio à crise política
S&P mantém classificação da dívida da França, em meio à crise política / foto: Alastair Pike - AFP/Arquivos

S&P mantém classificação da dívida da França, em meio à crise política

A agência de classificação de risco S&P manteve, nesta sexta-feira (29), sua nota para a dívida soberana da França, onde o governo tenta evitar uma moção de censura no Parlamento que provocaria, segundo afirma, uma "tempestade" econômica.

Tamanho do texto:

A S&P destacou os esforços do governo para tentar reduzir o déficit público, apesar da instabilidade política.

"Apesar da incerteza política, esperamos que a França se atenha, com um prazo, ao marco orçamentário europeu e consolide progressivamente suas finanças públicas", informou a agência em um comunicado.

O ministro da Economia da França, Antoine Armand, disse, em um comentário enviado à imprensa, que a manutenção da nota mostra a confiança "acordada no governo".

Em outubro, as agências Moody's e Fitch mantiveram suas classificações, embora as tenham colocado em perspectiva negativa, o que significa que poderiam rebaixá-las em suas próximas reuniões.

A segunda maior economia da União Europeia está imersa em uma crise política desde que o presidente de centro-direita Emmanuel Macron decidiu, em junho, adiantar as eleições legislativas previstas para 2027, o que resultou em um Parlamento sem maioria clara.

O primeiro-ministro, o conservador Michel Barnier, tem feito inúmeras concessões à extrema-direita nos últimos dias para evitar que seus deputados apoiem uma moção de censura da esquerda durante a tramitação da aprovação dos orçamentos de 2025.

"Na sua forma atual, o orçamento de Barnier precipitará a crise financeira", alertou nesta sexta-feira a líder de extrema direita, Marine Le Pen, que deu a ele "até segunda-feira" para responder a todas as suas "linhas vermelhas" e evitar aprofundar o "déficit abissal".

O governo apresentou em outubro um projeto de orçamento, marcado por uma importante redução de gastos públicos e um aumento temporário de impostos sobre as fortunas e grandes empresas para saneamento das contas públicas.

O objetivo do plano, que foi aprovado na terça-feira pela Comissão Europeia, é reduzir o déficit público de 6,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024 para "cerca de 5%" em 2025, aproximando-se do limite máximo de 3% das normas europeias.

Mas o elevado nível de dívida pública, em torno de 112% do PIB ou 3,23 trilhões de euros (3,41 trilhões de dólares ou R$ 20,6 trilhões) no final de junho, aumenta a pressão sobre o governo para conseguir aprovar o orçamento.

O projeto "caminha na direção certa", afirmou o governador do Banco da França, François Villeroy de Galhau.

- "Tempestade" -

Como exemplo da situação tensa, o spread de risco da França — a diferença entre as taxas de juros oferecidas pelos seus títulos soberanos e os da Alemanha — atingiu na terça-feira o seu maior nível desde 2012, no auge da crise do euro.

O rendimento dos títulos franceses de 10 anos, que são superiores aos de Espanha e Portugal nos mercados de dívida, até superou brevemente na quarta-feira os da Grécia, país que esteve à beira da falência na década passada.

"Enfrentamos uma situação muito grave para o país. O primeiro-ministro falou em tempestade (...) Estamos dispostos a fazer concessões para evitar [a tempestade]", disse na quinta-feira o ministro da Economia.

As "concessões" não demoraram a surgir. O governo desistiu de arrecadar 3,4 bilhões de euros (R$ 21,7 bilhões) com um aumento do imposto sobre a eletricidade e anunciou uma redução da ajuda sanitária de emergência para migrantes irregulares.

No entanto, a extrema direita, da qual depende a sobrevivência do governo, considera essas medidas insuficientes e exige também o cancelamento dos planos de adiar para julho parte do reajuste das aposentadorias e a redução do valor da subvenção dos medicamentos.

O prazo limite é a segunda-feira. Nesse dia, a Assembleia Nacional (Câmara Baixa) deve se pronunciar sobre o orçamento da Seguridade Social, mas Barnier poderia optar por adotá-lo sem votação, por meio de um polêmico procedimento parlamentar.

Neste cenário, a única maneira de derrubar o orçamento seria se os deputados aprovassem uma moção de censura contra o governo. O grupo de esquerda Nova Frente Popular já anunciou a moção e a extrema direita ameaça apoiá-la.

A queda do governo de Barnier aprofundaria a crise política. Algumas vozes, inclusive da própria direita governante com Macron, consideram que a única saída seria a renúncia do presidente, cujo mandato termina em 2027.

O processo de adoção do orçamento na França é complexo e a votação de segunda-feira é a primeira de uma longa série até meados de dezembro.

burs-tjc/js/jb/yr/mvv/am

B.Hornik--TPP