The Prague Post - Argentinos no labirinto de um dólar 'baixo' e pouca demanda

EUR -
AED 4.178757
AFN 72.250225
ALL 94.02407
AMD 418.820541
ANG 2.037212
AOA 1043.40961
ARS 1671.167609
AUD 1.642418
AWG 2.048132
AZN 1.936314
BAM 1.952147
BBD 2.291912
BDT 139.798421
BGN 1.92397
BHD 0.429197
BIF 3399.040011
BMD 1.137851
BND 1.474142
BOB 7.880255
BRL 5.908747
BSD 1.137971
BTN 107.740405
BWP 15.474046
BYN 3.19602
BYR 22301.878658
BZD 2.288598
CAD 1.615413
CDF 2577.232365
CHF 0.921428
CLF 0.026383
CLP 1038.345585
CNY 7.708712
CNH 7.729956
COP 3924.573097
CRC 516.234068
CUC 1.137851
CUP 30.15305
CVE 110.059067
CZK 24.21597
DJF 202.640836
DKK 7.475021
DOP 66.605374
DZD 152.065763
EGP 56.57702
ERN 17.067764
ETB 183.460724
FJD 2.552029
FKP 0.858939
GBP 0.862189
GEL 3.00965
GGP 0.858939
GHS 12.7731
GIP 0.858939
GMD 83.063205
GNF 9971.342488
GTQ 8.681641
GYD 238.074536
HKD 8.921912
HNL 30.445631
HRK 7.532459
HTG 148.781613
HUF 355.564749
IDR 20387.899572
ILS 3.409366
IMP 0.858939
INR 107.767968
IQD 1490.710711
IRR 1564545.058829
ISK 144.006533
JEP 0.858939
JMD 179.124837
JOD 0.806752
JPY 183.838023
KES 147.248975
KGS 99.505233
KHR 4567.453776
KMF 490.413826
KPW 1024.066255
KRW 1745.190132
KWD 0.351562
KYD 0.948326
KZT 553.534275
LAK 25199.627175
LBP 101903.027888
LKR 380.727615
LRD 207.102488
LSL 18.764841
LTL 3.359778
LVL 0.688274
LYD 7.302337
MAD 10.650572
MDL 20.033515
MGA 4754.062829
MKD 61.631531
MMK 2388.789922
MNT 4072.368574
MOP 9.189705
MRU 45.198832
MUR 54.571616
MVR 17.590876
MWK 1973.207904
MXN 19.947221
MYR 4.711271
MZN 72.641698
NAD 18.764841
NGN 1557.364695
NIO 41.871653
NOK 11.128649
NPR 172.384449
NZD 2.003989
OMR 0.437522
PAB 1.137971
PEN 3.851992
PGK 4.990662
PHP 69.945404
PKR 316.491209
PLN 4.284179
PYG 6936.928772
QAR 4.148202
RON 5.246856
RSD 117.39894
RUB 84.778484
RWF 1668.777528
SAR 4.271824
SBD 9.176814
SCR 15.385999
SDG 683.285463
SEK 11.061152
SGD 1.475292
SHP 0.849521
SLE 28.161986
SLL 23860.169706
SOS 650.38306
SRD 42.650036
STD 23551.217393
STN 24.454243
SVC 9.957369
SYP 125.769053
SZL 18.7589
THB 37.796567
TJS 10.554451
TMT 3.993857
TND 3.368397
TOP 2.739672
TRY 52.88458
TTD 7.726543
TWD 36.010474
TZS 2986.862101
UAH 51.081221
UGX 4165.206427
USD 1.137851
UYU 45.643993
UZS 13672.237457
VES 701.90074
VND 29953.92631
VUV 135.129502
WST 3.136287
XAF 654.731922
XAG 0.018353
XAU 0.000276
XCD 3.075099
XCG 2.050863
XDR 0.812306
XOF 654.731922
XPF 119.331742
YER 271.548259
ZAR 18.797127
ZMK 10242.019498
ZMW 20.413803
ZWL 366.387542
Argentinos no labirinto de um dólar 'baixo' e pouca demanda
Argentinos no labirinto de um dólar 'baixo' e pouca demanda / foto: Luis ROBAYO - AFP/Arquivos

Argentinos no labirinto de um dólar 'baixo' e pouca demanda

"Dólar, câmbio, dólar", diz um cambista que recebe pouca atenção dos pedestres em Buenos Aires. A histórica febre pelas notas verdes esfriou na economia argentina.

Tamanho do texto:

Os controles de câmbio, um recurso muito comum dos governos argentinos, impulsionaram um mercado paralelo do dólar e a multiplicação dos chamados 'arbolitos', cambistas de rua, com oferecem o dólar 'blue', mais um entre os vários câmbios oficiais.

Porém, há algum tempo, as cotações desaceleraram, contribuindo para as metas do governo, que conseguiu reduzir a inflação de 200% para 166% em termos anuais em novembro.

O poder de compra dos argentinos ruiu, assim como sua capacidade de poupar, especialmente na classe média, cada vez mais reduzida enquanto a pobreza atinge 52,9% da população. Isto significa menos compras de dólares no varejo.

Por outro lado, o esquema de "lavagem" lançado em julho pelo governo ultraliberal de Javier Milei - uma anistia fiscal para repatriar divisas não declaradas - trouxe mais de 20 bilhões de dólares (123 bilhões de reais) e acalmou as águas no mercado cambial.

Assim, o dólar, tradicional refúgio das poupanças argentinas frente à inflação, está "parado". Agora, a taxa informal tende a convergir para a taxa oficial (1.051 pesos ou 6,34 reais por dólar), que duplicou em 2022.

No mercado 'blue' ou informal, o que prevalece é a oferta, diz Oscar, um "arbolito" que prefere não revelar o sobrenome, mas que trabalha sem se esconder, como muitos outros, nas imediações da histórica Plaza de Mayo, em frente à sede do governo.

"Há um ano, fazia cerca de 40 transações em seis horas, agora gasto cerca de dez horas para fazer, no máximo, quatro. Só compram bolivianos e peruanos em pequenas quantidades" para remessas de dinheiro, disse à AFP.

Por outro lado, há vendas. "Quase todos que vendem são argentinos, pessoas muito idosas que recorrem a poupanças para pagar as contas (...) Mas eles andam por todo o centro à procura de um preço melhor, há muita concorrência", diz este homem que está no negócio há quase três décadas.

Fabiana, proprietária de uma imobiliária com uma casa de câmbio clandestina nos fundos, lançou um serviço de "delivery" para clientes de confiança.

"Há quem compre para as férias no exterior, nesta época do ano é o que movimenta as coisas", diz Fabiana, que também não quis revelar o sobrenome.

O ministro da Economia, Luis Caputo, lembrou na terça-feira que o dólar 'blue' caiu 30% este ano.

"O fato de ter uma recuperação de 3% não é relevante", disse, para minimizar a discreta recuperação da cotação informal esta semana.

A paz cambial permitiu ao Banco Central recompor reservas acima de 32 bilhões de dólares (197 bilhões de reais), informou a entidade esta semana, em comparação com os 21 bilhões (129 bilhões de reais) registrados quando Milei tomou posse há um ano.

- Transitório? -

Há dúvidas se a calma seja um sinal de estabilidade, já que o efeito da lavagem tende a se diluir e o governo acaba de iniciar negociações para um novo programa com o Fundo Monetário Internacional, seu credor de uma dívida de 44 bilhões de dólares (272 bilhões de reais).

"Na minha opinião, a questão da taxa de câmbio não foi fundamentalmente resolvida", disse à AFP o economista Hernán Letcher, diretor do Centro de Economia Política Argentina (CEPA).

"O governo se propôs a conter a taxa de câmbio com uma série de políticas: a primeira foi a 'lavagem', que permitiu a entrada de mais de 20 bilhões de dólares (123 bilhões de reais) que aliviaram a pressão sobre o dólar", destacou.

"O próximo objetivo é a entrada dos dólares do FMI e que o processo se repita para chegarmos tranquilos às eleições legislativas de outubro", disse.

Por outro lado, a valorização do peso ocorre enquanto o Brasil, seu principal parceiro comercial, enfrenta uma forte desvalorização do real. Isto afeta a competitividade das exportações.

"O que já estamos vendo e deve se intensificar é uma heterogeneidade entre vencedores e perdedores, com os setores da intermediação financeira e da energia ganhando e a construção, a indústria e o comércio perdendo", disse Letcher, lembrando que estes três últimos setores representam 45% da força de trabalho.

M.Jelinek--TPP