The Prague Post - Trump declara guerra comercial e deixa a economia mundial em cenário de incerteza

EUR -
AED 4.198299
AFN 72.583816
ALL 94.019914
AMD 420.704666
ANG 2.046432
AOA 1049.274168
ARS 1670.45311
AUD 1.632462
AWG 2.057401
AZN 1.939879
BAM 1.952061
BBD 2.302989
BDT 140.470942
BGN 1.932678
BHD 0.430854
BIF 3411.85707
BMD 1.143001
BND 1.478768
BOB 7.900867
BRL 5.896059
BSD 1.14341
BTN 108.191769
BWP 15.518276
BYN 3.199272
BYR 22402.813593
BZD 2.299695
CAD 1.618758
CDF 2588.896631
CHF 0.924596
CLF 0.026327
CLP 1036.164256
CNY 7.737658
CNH 7.746767
COP 3936.631549
CRC 518.706468
CUC 1.143001
CUP 30.289518
CVE 110.054202
CZK 24.196125
DJF 203.133759
DKK 7.47443
DOP 66.841971
DZD 152.617101
EGP 56.886119
ERN 17.14501
ETB 184.3477
FJD 2.569179
FKP 0.86376
GBP 0.862983
GEL 3.028998
GGP 0.86376
GHS 12.835415
GIP 0.86376
GMD 84.020825
GNF 10018.809946
GTQ 8.719299
GYD 239.201832
HKD 8.960612
HNL 30.589409
HRK 7.534667
HTG 149.363908
HUF 352.275669
IDR 20397.647477
ILS 3.396255
IMP 0.86376
INR 108.10552
IQD 1497.930859
IRR 1571625.953592
ISK 144.006235
JEP 0.86376
JMD 180.673937
JOD 0.810347
JPY 184.599152
KES 147.950338
KGS 99.95507
KHR 4591.205992
KMF 490.916285
KPW 1028.701024
KRW 1756.82062
KWD 0.352799
KYD 0.952875
KZT 557.312522
LAK 25252.631045
LBP 102395.671068
LKR 382.337669
LRD 208.111383
LSL 18.787415
LTL 3.374984
LVL 0.69139
LYD 7.310307
MAD 10.659483
MDL 20.107486
MGA 4822.762468
MKD 61.647195
MMK 2400.2077
MNT 4091.064279
MOP 9.233115
MRU 45.720427
MUR 54.646421
MVR 17.670543
MWK 1984.24915
MXN 19.840075
MYR 4.743112
MZN 73.041041
NAD 18.787415
NGN 1562.173531
NIO 42.079401
NOK 11.081275
NPR 173.106431
NZD 2.000579
OMR 0.439488
PAB 1.14341
PEN 3.869089
PGK 5.094242
PHP 69.879064
PKR 318.021261
PLN 4.275383
PYG 6970.648402
QAR 4.168416
RON 5.237913
RSD 117.41016
RUB 84.863008
RWF 1674.69229
SAR 4.290586
SBD 9.214213
SCR 15.629856
SDG 686.359388
SEK 10.991398
SGD 1.478329
SHP 0.853365
SLE 28.289887
SLL 23968.157231
SOS 653.448383
SRD 42.783084
STD 23657.806647
STN 24.453162
SVC 10.004837
SYP 126.338264
SZL 18.783023
THB 37.661299
TJS 10.605486
TMT 4.000502
TND 3.380924
TOP 2.752072
TRY 53.102442
TTD 7.754148
TWD 36.167989
TZS 3004.071008
UAH 51.425699
UGX 4174.0051
USD 1.143001
UYU 45.722423
UZS 13703.751799
VES 693.381551
VND 30083.778254
VUV 135.276765
WST 3.145305
XAF 654.70298
XAG 0.017475
XAU 0.000273
XCD 3.089016
XCG 2.060753
XDR 0.813463
XOF 653.79697
XPF 119.331742
YER 272.702952
ZAR 18.739068
ZMK 10288.378745
ZMW 20.26718
ZWL 368.045757
Trump declara guerra comercial e deixa a economia mundial em cenário de incerteza
Trump declara guerra comercial e deixa a economia mundial em cenário de incerteza / foto: Brendan SMIALOWSKI - AFP

Trump declara guerra comercial e deixa a economia mundial em cenário de incerteza

Os parceiros comerciais dos Estados Unidos ameaçaram nesta quinta-feira (3) responder à série de tarifas anunciadas na quarta-feira pelo presidente americano, Donald Trump, mas deixaram a porta aberta para o diálogo.

Tamanho do texto:

Após os anúncios do presidente republicano, apresentados como uma "declaração de independência econômica" para promover uma "era de ouro" nos Estados Unidos, os mercados financeiros sentiram o golpe: na Ásia, a Bolsa de Tóquio registrou queda de quase 3% e na Europa, Frankfurt operava em baixa de 2,45%, Paris cedia 2,15% e Londres recuava 1,44%.

"Durante décadas, nosso país foi saqueado, violado e devastado por nações próximas e distantes, aliadas e inimigas, por igual", disse Trump na quarta-feira no jardim da Casa Branca, antes de mostrar a lista dos parceiros comerciais que seriam alvo da sanção.

A ofensiva protecionista consiste em uma tarifa aduaneira mínima de 10% para todas as importações, e sobretaxas seletivas para certos países considerados particularmente hostis em termos comerciais.

A conta sai cara para a China - cujos produtos serão taxados em 34%, que se somarão aos 20% impostos àquele país em fevereiro - e para a União Europeia, que terá um adicional de 20%. As taxas serão de 24% para o Japão, 26% para a Índia, 31% para a Suíça e 46% para o Vietnã, onde a Bolsa de Hanói também operava em queda expressiva.

Diversas economias latino-americanas estão na lista da Casa Branca: Brasil, Colômbia, Argentina, Chile, Peru, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Guatemala, Honduras e El Salvador. No entanto, a tarifa aplicada a esses países será a mínima, de 10%. A exceção é a Nicarágua, que será taxada em 18%.

A tarifa universal de 10% entrará em vigor às 4h01 GMT (1h01 de Brasília) do próximo dia 5, e as mais elevadas em 9 de abril.

- "Solução negociada" -

As reações oscilam entre pedidos de diálogo e ameaças de represálias, mas, até o momento, ninguém anunciou uma resposta concreta.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, considerou que as tarifas constituem um "duro golpe à economia mundial" e defendeu o diálogo, embora tenha afirmado que a UE está "preparada para responder".

A Alemanha declarou que apoia a União Europeia na busca de uma "solução negociada" com Washington, enquanto a França afirmou que, na eventual resposta europeia que está sendo negociada, cogita "atacar os serviços digitais".

O Reino Unido, que está negociando um tratado comercial bilateral, saiu relativamente ileso, afetado apenas pela tarifa universal de 10%. Ainda assim, o primeiro-ministro Keir Starmer admitiu que a medida terá "um impacto" na economia britânica.

Enquanto alguns países pediram por contenção e diálogo para evitar uma escalada, outros criticaram abertamente a política americana.

A China afirmou que "se opõe de modo veemente" às tarifas e anunciou "contramedidas para proteger" seus direitos e interesses, segundo um comunicado do Ministério do Comércio.

O governo do Japão considera que os Estados Unidos podem ter infringido as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e seu acordo bilateral. A Austrália denunciou medidas que "não são o ato de um amigo".

Para Maurice Obstfeld, economista do Instituto Peterson de Economia Internacional (PIIE), as tarifas representam "uma declaração de guerra contra a economia mundial" e serão "absolutamente devastadoras".

Os encargos são calculados para refletir também as chamadas barreiras não tarifárias que os países impõem à entrada de produtos americanos, como, por exemplo, as regulamentações sanitárias e os padrões ambientais.

Alguns produtos, como cobre, produtos farmacêuticos, semicondutores, madeira, ouro, energia e "certos minerais" não estão sujeitos às tarifas anunciadas na quarta-feira, segundo uma nota da Casa Branca.

- E os vizinhos? -

Nem México nem Canadá, os parceiros dos Estados Unidos no tratado de livre comércio da América do Norte (T-MEC), estão na lista.

"Neste momento, Canadá e México ainda estão sujeitos à emergência nacional relacionada com o fentanil e a imigração, e esse regime tarifário vai se manter enquanto essas condições persistirem. Eles estarão sujeitos a esse regime, e não ao novo", declarou um funcionário da Casa Branca. Isso significa tarifas de 25% (10% para os hidrocarbonetos canadenses), com exceção dos produtos cobertos pelo T-MEC.

Outros países, como Cuba, Belarus, Coreia do Norte ou Rússia, também não estão na lista porque enfrentam sanções que diminuem as relações comerciais.

Trump é fascinado pelo protecionismo do fim do século XIX e começo do século XX nos Estados Unidos, e vê as tarifas como uma espécie de varinha mágica capaz de reindustrializar o país, reequilibrar a balança comercial e eliminar o déficit fiscal.

Desde o seu retorno à Casa Branca, em janeiro, o republicano aumentou tarifas não apenas para seus vizinhos e a China, além de impor taxas sobre o aço e o alumínio, independente de sua origem.

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, prometeu "lutar" com "contramedidas".

Contudo, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, desaconselhou a adoção de represálias para evitar uma "escalada" da tensão comercial.

"Sentem-se, absorvam isso, vamos ver como será. Porque, se houver retaliação, haverá uma escalada. Se não, este é o nível máximo", afirmou.

"Querem evitar as tarifas? Então instalem-se nos Estados Unidos", respondeu Trump aos que criticam o impacto das medidas para as empresas.

Z.Pavlik--TPP