The Prague Post - 'Clima de desespero': humoristas imigrantes satirizam a repressão de Trump

EUR -
AED 4.341277
AFN 76.836594
ALL 96.512291
AMD 444.637556
ANG 2.116059
AOA 1083.988471
ARS 1700.428878
AUD 1.681883
AWG 2.130741
AZN 2.01784
BAM 1.955061
BBD 2.373783
BDT 144.135513
BGN 1.985189
BHD 0.444326
BIF 3492.679666
BMD 1.182103
BND 1.500833
BOB 8.144025
BRL 6.172828
BSD 1.17854
BTN 106.755998
BWP 15.602904
BYN 3.385877
BYR 23169.221363
BZD 2.370274
CAD 1.614723
CDF 2600.626707
CHF 0.917383
CLF 0.025645
CLP 1012.601663
CNY 8.202555
CNH 8.194274
COP 4363.804633
CRC 584.271714
CUC 1.182103
CUP 31.325733
CVE 110.224731
CZK 24.221881
DJF 209.868888
DKK 7.469195
DOP 74.380938
DZD 153.132759
EGP 55.250197
ERN 17.731547
ETB 183.216914
FJD 2.611854
FKP 0.868385
GBP 0.868905
GEL 3.185738
GGP 0.868385
GHS 12.952268
GIP 0.868385
GMD 86.293346
GNF 10345.089256
GTQ 9.039697
GYD 246.579915
HKD 9.236215
HNL 31.131836
HRK 7.533898
HTG 154.391635
HUF 378.004677
IDR 19936.1693
ILS 3.677139
IMP 0.868385
INR 107.063494
IQD 1543.935939
IRR 49796.094569
ISK 144.996599
JEP 0.868385
JMD 184.457929
JOD 0.838087
JPY 185.474314
KES 152.029999
KGS 103.37475
KHR 4756.202018
KMF 495.301274
KPW 1063.881003
KRW 1733.311911
KWD 0.363154
KYD 0.982141
KZT 583.126961
LAK 25326.318793
LBP 105544.261931
LKR 364.620621
LRD 221.569052
LSL 19.013571
LTL 3.490443
LVL 0.715042
LYD 7.463084
MAD 10.819747
MDL 20.094149
MGA 5231.955779
MKD 61.617489
MMK 2481.973149
MNT 4217.587537
MOP 9.484435
MRU 46.600792
MUR 54.447617
MVR 18.263814
MWK 2043.601528
MXN 20.417405
MYR 4.646253
MZN 75.359111
NAD 19.014053
NGN 1612.199264
NIO 43.373604
NOK 11.436694
NPR 170.805263
NZD 1.964035
OMR 0.453225
PAB 1.178569
PEN 3.965551
PGK 5.054111
PHP 69.065499
PKR 329.552638
PLN 4.216272
PYG 7786.990418
QAR 4.295831
RON 5.093798
RSD 117.337132
RUB 90.797552
RWF 1720.127915
SAR 4.433127
SBD 9.525563
SCR 16.370212
SDG 711.033955
SEK 10.647847
SGD 1.502678
SHP 0.886884
SLE 28.902537
SLL 24788.110734
SOS 672.337306
SRD 44.70476
STD 24467.14815
STN 24.490845
SVC 10.312233
SYP 13073.558108
SZL 19.009573
THB 37.019931
TJS 11.043265
TMT 4.143271
TND 3.418151
TOP 2.84622
TRY 51.489343
TTD 7.981084
TWD 37.380115
TZS 3046.510321
UAH 50.622321
UGX 4193.467959
USD 1.182103
UYU 45.553358
UZS 14472.712543
VES 446.8174
VND 30663.16416
VUV 140.886398
WST 3.227981
XAF 655.700806
XAG 0.014578
XAU 0.000236
XCD 3.194693
XCG 2.124124
XDR 0.815481
XOF 655.700806
XPF 119.331742
YER 281.815786
ZAR 18.921629
ZMK 10640.349011
ZMW 21.950424
ZWL 380.636726
'Clima de desespero': humoristas imigrantes satirizam a repressão de Trump
'Clima de desespero': humoristas imigrantes satirizam a repressão de Trump / foto: kena betancur - AFP

'Clima de desespero': humoristas imigrantes satirizam a repressão de Trump

"Há outros imigrantes ou já nos livramos de todos?", pergunta a comediante Lucie Pohl, arrancando gargalhadas do público no início do "Immigrant Jam Comedy", um espetáculo de stand-up em um clube nova-iorquino onde todos os humoristas são de origem estrangeira.

Tamanho do texto:

O endurecimento da política migratória dos Estados Unidos e as deportações em massa do segundo mandato de Donald Trump estão na mente de todos.

Pohl, nascida na Alemanha e criada em Nova York, decidiu criar o show há mais de oito anos, quando o magnata republicano ocupava a Casa Branca pela primeira vez.

"Eu me sentia triste e um pouco assustada porque ainda não tinha me tornado cidadã", conta à AFP essa atriz de trinta e poucos anos, que chegou aos Estados Unidos aos oito anos e se naturalizou em 2021.

"E então me ocorreu criar um espaço em homenagem aos imigrantes, algo que fosse alegre, sem medo", acrescenta.

Uma colombiana, um argentino, um búlgaro e uma israelense estavam entre o público entusiasmado de uma sexta-feira à noite no Caveat, uma pequena sala no Lower East Side de Manhattan.

"O que eles dizem sobre suas experiências nos Estados Unidos se parece com o que eu vivi", explica Martin Calles, que chegou da Argentina há 35 anos.

"Já vi muito stand-up e este espetáculo é o que mais me representa", diz, e aponta que muitos humoristas americanos falam de coisas com as quais ele não se identifica.

- "Revigorante" -

A colombiana Carolina Ravassa, espectadora assídua, aprecia um pouco de humor em meio às tensões causadas pelas batidas e deportações: "É um pouco duro e cansativo, então assistir isso é realmente revigorante".

Procurada por Pohl nas redes sociais, Lakshmi Kopparam, de origem indiana, rapidamente se tornou uma figura de destaque no elenco do "Immigrant Jam", que é diferente a cada noite, embora alguns artistas retornem regularmente.

Visto, permissão de residência, naturalização, diferenças culturais, integração, cada um fala de sua experiência sem nunca abandonar o humor.

"Grande parte do meu material já tem esse conteúdo, então nem precisei inventar", afirma Kopparam, que durante o dia trabalha como engenheira de software na Amazon.

Pohl esclarece que a instrução não é falar sobre imigração. "Muitos o fazem, mas acho que não é consciente", diz.

Ela também reconhece que a segunda presidência de Trump deixou o tom do espetáculo mais pesado.

"O governo tomou medidas tão extremas contra os imigrantes que sinto que há mais senso de urgência e ameaça", observa. Há "mais clima de desespero, então talvez o material tenha se tornado mais sombrio".

- Nem vaias nem hostilidade -

No coração da cosmopolita Big Apple, que acaba de eleger um prefeito muçulmano, Pohl não se lembra de ter recebido vaias ou hostilidade.

"É claramente um lugar onde você se sente seguro", concorda Bianca Cristovao, nascida na República Tcheca e que, frequentemente, quando se apresenta em outros lugares, é "a única imigrante".

"Tenho a impressão de que as pessoas entendem um pouco melhor minha história", diz, e "também que posso me permitir ir um pouco mais longe ao criticar os Estados Unidos".

Quando um espectador alemão conta a Pohl que acabou de se mudar para os Estados Unidos, a comediante responde rapidamente: "Por quê? Para ver como vivem as pessoas pobres sem plano de saúde?"

As críticas aos americanos nunca são agressivas. No entanto, surge a questão de se esse humor funcionaria em outros lugares do país, atualmente muito polarizado. "Talvez não nos estados republicanos", sugere Ravassa.

Cristovao, que recentemente se tornou cidadã dos Estados Unidos, acredita que abordar esses temas diante de um público mais amplo poderia ter virtudes pedagógicas.

"Muitos americanos não sabem exatamente como alguém se torna americano", afirma. "É um processo longo e difícil e acho importante conscientizar sobre isso."

M.Soucek--TPP