The Prague Post - Proibidos na UE, mas exportados ao Mercosul: as contradições da Europa sobre os pesticidas

EUR -
AED 4.226203
AFN 73.071893
ALL 93.960321
AMD 423.724896
ANG 2.060342
AOA 1055.835022
ARS 1653.354187
AUD 1.639764
AWG 2.071386
AZN 1.955326
BAM 1.939252
BBD 2.318912
BDT 141.335156
BGN 1.945814
BHD 0.43396
BIF 3441.95307
BMD 1.15077
BND 1.475013
BOB 7.984862
BRL 5.858341
BSD 1.151375
BTN 108.817416
BWP 15.427352
BYN 3.187599
BYR 22555.092
BZD 2.31564
CAD 1.622315
CDF 2669.786539
CHF 0.919891
CLF 0.025899
CLP 1019.305887
CNY 7.776271
CNH 7.7963
COP 3952.89495
CRC 524.424864
CUC 1.15077
CUP 30.495405
CVE 109.726009
CZK 23.938375
DJF 204.514691
DKK 7.406517
DOP 67.435057
DZD 152.913136
EGP 57.432856
ERN 17.26155
ETB 182.253223
FJD 2.570475
FKP 0.856318
GBP 0.86513
GEL 3.043786
GGP 0.856318
GHS 13.001054
GIP 0.856318
GMD 84.005847
GNF 10100.882542
GTQ 8.776185
GYD 240.844771
HKD 9.016467
HNL 30.722333
HRK 7.534434
HTG 150.366857
HUF 345.978589
IDR 20424.556422
ILS 3.390134
IMP 0.856318
INR 108.528541
IQD 1507.5087
IRR 1582308.749934
ISK 143.07527
JEP 0.856318
JMD 182.096098
JOD 0.815918
JPY 184.425851
KES 149.047935
KGS 100.634562
KHR 4617.456644
KMF 489.077033
KPW 1035.693403
KRW 1739.808883
KWD 0.35455
KYD 0.959512
KZT 561.483746
LAK 25351.462874
LBP 103051.453562
LKR 385.721827
LRD 209.61256
LSL 18.636557
LTL 3.397924
LVL 0.696089
LYD 7.336181
MAD 10.638889
MDL 20.09155
MGA 4833.233941
MKD 61.09051
MMK 2415.980579
MNT 4116.679238
MOP 9.289529
MRU 46.122914
MUR 54.236067
MVR 17.791185
MWK 1997.737016
MXN 19.912233
MYR 4.677655
MZN 73.536625
NAD 18.64468
NGN 1564.034121
NIO 42.129805
NOK 11.063848
NPR 174.106761
NZD 1.992227
OMR 0.442469
PAB 1.151375
PEN 3.927015
PGK 5.049291
PHP 69.475448
PKR 320.257204
PLN 4.197629
PYG 7026.04384
QAR 4.189381
RON 5.186562
RSD 116.309537
RUB 83.973466
RWF 1712.34576
SAR 4.317567
SBD 9.276845
SCR 16.24326
SDG 691.036606
SEK 10.942217
SGD 1.475321
SHP 0.859166
SLE 28.481893
SLL 24131.075732
SOS 657.673717
SRD 42.960576
STD 23818.615605
STN 24.626478
SVC 10.074121
SYP 127.197022
SZL 18.638884
THB 37.439728
TJS 10.673122
TMT 4.039203
TND 3.350755
TOP 2.770778
TRY 53.456132
TTD 7.821258
TWD 36.316578
TZS 3020.774668
UAH 51.564725
UGX 4259.650626
USD 1.15077
UYU 46.483739
UZS 13814.993686
VES 685.900804
VND 30295.17102
VUV 137.232574
WST 3.152781
XAF 650.406808
XAG 0.016857
XAU 0.000269
XCD 3.110014
XCG 2.075074
XDR 0.809794
XOF 650.185256
XPF 119.331742
YER 274.60252
ZAR 18.845855
ZMK 10358.309615
ZMW 20.350342
ZWL 370.54747
Proibidos na UE, mas exportados ao Mercosul: as contradições da Europa sobre os pesticidas
Proibidos na UE, mas exportados ao Mercosul: as contradições da Europa sobre os pesticidas / foto: SILVIO AVILA - AFP/Arquivos

Proibidos na UE, mas exportados ao Mercosul: as contradições da Europa sobre os pesticidas

O acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, que será assinado este sábado (17), reacendeu as discussões sobre os pesticidas proibidos para os agricultores europeus, mas amplamente exportados para a América Latina por empresas fitossanitárias do Velho Continente.

Tamanho do texto:

Quais são as diferenças entre as regulamentações sobre esses compostos químicos nos dois blocos, que comercializaram mais de 15 bilhões de euros (aproximadamente R$ 96 bilhões) em produtos agrícolas em 2024?

A AFP comparou as normas europeias com as do Brasil, que representa 80% do comércio da UE com essa aliança sul-americana, também composta por Argentina, Paraguai e Uruguai.

No final de novembro, o Brasil autorizava 330 substâncias ativas. O uso de 60% delas não foi aprovado pela UE, 37% foi permitido e 3% estava sob análise, de acordo com dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Comissão Europeia.

Por outro lado, das 421 substâncias ativas aprovadas pela UE, 73% não foram formalmente aprovadas no Brasil.

No entanto, esses dados são complexos. Por exemplo, Estados-membros da Europa podem autorizar temporariamente o uso nacional de substâncias químicas não aprovadas em nível europeu.

Na França, o herbicida flufenacet, reconhecido como um desregulador endócrino e retirado do mercado europeu em dezembro, beneficia-se, portanto, de um período de tolerância que permite seu uso por mais um ano.

Por outro lado, um país pode proibir uma substância autorizada por Bruxelas em seu território se considerar os riscos ambientais e para a saúde muito elevados.

É o caso do acetamiprido, um neonicotinoide altamente prejudicial às abelhas, atualmente proibido na França, mas autorizado no restante da UE.

- Resíduos em produtos importados -

Embora os produtos importados do Mercosul devam legalmente cumprir as normas da UE, os agricultores denunciam a falta de controles que leva à concorrência desleal.

Os críticos do acordo UE-Mercosul apontam para a tolerância de resíduos de pesticidas (abaixo de um limiar considerado seguro), incluindo os proibidos no bloco europeu.

Sobre esta questão, a Comissão Europeia prometeu, no início de janeiro, proibir completamente a importação de produtos que contenham vestígios de três fungicidas: carbendazim, benomil e tiofanato-metílico.

Os dois primeiros já estão proibidos no Brasil, mas o tiofanato-metílico, retirado do mercado europeu em 2021 por suspeitas de riscos para a saúde, está entre as substâncias que ainda podem ser vendidas no país sul-americano.

Alguns Estados foram mais longe. A França suspendeu as importações de produtos que contenham resíduos de mancozeb ou glufosinato, para além dos três fungicidas assinalados por Bruxelas.

O mancozeb, usado em abacates, mangas e pimentões, é classificado como disruptor endócrino pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) e como suspeito de ser cancerígeno e tóxico para a reprodução pela Agência Europeia de Produtos Químicos (Echa).

O glufosinato, um herbicida usado principalmente em batatas, também é considerado prejudicial à reprodução.

Proibidas na União Europeia, essas substâncias estão entre as mais vendidas no Brasil: o mancozeb ocupa o segundo lugar entre os ingredientes ativos mais comercializados e o glufosinato, o sexto.

- Proibidos na Europa, enviados ao Mercosul -

Mesmo com a proibição europeia, alguns pesticidas continuam sendo produzidos por indústrias europeias e exportados para o Mercosul.

Em 2024, empresas como BASF, Corteva, Syngenta e Bayer relataram ter exportado 18 mil toneladas de produtos fitossanitários proibidos na Europa para esses países, segundo dados da Echa e de autoridades nacionais obtidos pela ONG suíça Public Eye e pelo Unearthed do Greenpeace Reino Unido.

Liderando a lista está a picoxistrobina, um fungicida usado em cereais e soja, proibido na UE desde 2017 devido aos seus riscos genéticos e ambientais.

A soja, da qual o Brasil é o maior exportador mundial, chega à Europa na forma de forragem (resíduo fibroso da prensagem das sementes) para alimentar o gado. Em 2024-2025, a Europa importou mais de 20 milhões de toneladas.

Com relação às substâncias destacadas por Bruxelas e Paris na semana passada, as empresas europeias relataram exportações de 2.300 toneladas de glufosinato, 260 toneladas de tiofanato-metílico e 250 toneladas de mancozeb para o Mercosul, segundo dados de setembro de 2025.

Um comércio então descrito como "cínico e amoral" por associações como Générations Futures, Foodwatch e CCFD-Terre Solidaire, que denunciaram uma "política de dois pesos e duas medidas" ao proibir certos pesticidas na Europa, enquanto continua a exportá-los.

M.Jelinek--TPP