The Prague Post - Premier League reabre debate sobre impunidade nas redes após fim de semana 'terrível' de racismo

EUR -
AED 4.25674
AFN 73.599881
ALL 94.63924
AMD 426.786562
ANG 2.075229
AOA 1063.46406
ARS 1665.300658
AUD 1.638954
AWG 2.086353
AZN 1.969454
BAM 1.953264
BBD 2.335667
BDT 142.356387
BGN 1.959874
BHD 0.437095
BIF 3466.823235
BMD 1.159085
BND 1.485671
BOB 8.042557
BRL 5.900671
BSD 1.159694
BTN 109.603686
BWP 15.538824
BYN 3.210631
BYR 22718.066
BZD 2.332372
CAD 1.626057
CDF 2689.07734
CHF 0.919496
CLF 0.026086
CLP 1026.67098
CNY 7.832459
CNH 7.834968
COP 3981.456975
CRC 528.214147
CUC 1.159085
CUP 30.715753
CVE 110.518845
CZK 24.111344
DJF 205.992431
DKK 7.460034
DOP 67.922316
DZD 154.018025
EGP 57.847843
ERN 17.386275
ETB 183.570112
FJD 2.589049
FKP 0.862506
GBP 0.865176
GEL 3.065779
GGP 0.862506
GHS 13.094994
GIP 0.862506
GMD 84.612839
GNF 10173.867447
GTQ 8.839599
GYD 242.585018
HKD 9.08142
HNL 30.944321
HRK 7.534628
HTG 151.453347
HUF 348.47849
IDR 20572.136031
ILS 3.386568
IMP 0.862506
INR 109.312724
IQD 1518.40135
IRR 1593741.874933
ISK 144.109074
JEP 0.862506
JMD 183.411851
JOD 0.821813
JPY 185.758438
KES 150.124896
KGS 101.361707
KHR 4650.820524
KMF 492.610907
KPW 1043.176906
KRW 1752.38004
KWD 0.357112
KYD 0.966445
KZT 565.540801
LAK 25534.642323
LBP 103796.061813
LKR 388.508897
LRD 211.127136
LSL 18.771217
LTL 3.422477
LVL 0.701119
LYD 7.38919
MAD 10.715761
MDL 20.236724
MGA 4868.156941
MKD 61.531925
MMK 2433.437481
MNT 4146.424702
MOP 9.356651
MRU 46.456179
MUR 54.627955
MVR 17.919737
MWK 2012.171858
MXN 19.925262
MYR 4.711454
MZN 74.067971
NAD 18.779399
NGN 1575.335201
NIO 42.434218
NOK 11.018784
NPR 175.364787
NZD 1.99289
OMR 0.445666
PAB 1.159694
PEN 3.95539
PGK 5.085775
PHP 69.977449
PKR 322.571254
PLN 4.227959
PYG 7076.811199
QAR 4.219652
RON 5.224038
RSD 117.149943
RUB 84.580225
RWF 1724.71848
SAR 4.348764
SBD 9.343876
SCR 16.360628
SDG 696.029758
SEK 10.897891
SGD 1.485981
SHP 0.865374
SLE 28.687692
SLL 24305.437155
SOS 662.425802
SRD 43.270992
STD 23990.719317
STN 24.804419
SVC 10.146912
SYP 128.116096
SZL 18.773561
THB 37.710252
TJS 10.750241
TMT 4.068388
TND 3.374966
TOP 2.790799
TRY 53.683879
TTD 7.877771
TWD 36.578986
TZS 3042.601568
UAH 51.937311
UGX 4290.429144
USD 1.159085
UYU 46.819612
UZS 13914.81526
VES 690.856847
VND 30514.07171
VUV 138.224161
WST 3.175562
XAF 655.106385
XAG 0.01639
XAU 0.000266
XCD 3.132486
XCG 2.090068
XDR 0.815645
XOF 654.883233
XPF 119.331742
YER 276.586687
ZAR 18.740584
ZMK 10433.149863
ZMW 20.497385
ZWL 373.224897
Premier League reabre debate sobre impunidade nas redes após fim de semana 'terrível' de racismo
Premier League reabre debate sobre impunidade nas redes após fim de semana 'terrível' de racismo / foto: Ben STANSALL - AFP

Premier League reabre debate sobre impunidade nas redes após fim de semana 'terrível' de racismo

O debate sobre a impunidade nas redes sociais e a responsabilidade das plataformas foi reaberto no Reino Unido após um fim de semana "terrível", no qual pelo menos quatro jogadores da Premier League receberam insultos racistas na internet.

Tamanho do texto:

"Estamos em 2026 e continua a mesma coisa, nada muda", denunciou em sua conta no Instagram o zagueiro Wesley Fofana, do Chelsea.

O jogador francês compartilhou centenas de mensagens com conteúdo racista que recebeu após o empate dos 'Blues' em 1 a 1 com o Burnley, em jogo em que foi expulso.

Em um desses insultos anônimos, ele foi comparado a um "macaco" que deveria estar "no zoológico".

Durante o fim de semana, o meio-campista tunisiano Hannibal Mejbri, do Burnley, o atacante inglês Romaine Mundle, do Sunderland, e o nigeriano Tolu Arokodare, do Wolverhampton, também foram alvo de insultos racistas através das redes.

- "Enojado" -

É "inacreditável" ainda haver pessoas com "tanta liberdade para expressar o racismo assim, sem nenhuma consequência", protestou Arokodare, que virou alvo de ataques nas redes após perder um pênalti na derrota dos 'Wolves' para o Crystal Palace.

Seu clube se mostrou "enojado" pela situação e expressou "apoio total e inabalável" a Arokodare e a "todos os jogadores que são obrigados a suportar este abuso por parte de contas anônimas que agem com aparente impunidade".

"Este fim de semana foi terrível", comentou a Kick It Out, principal associação de luta contra a discriminação no futebol inglês, "mas a triste realidade é que sabemos que isso acontece com frequência".

Em um único fim de semana, em novembro do ano passado, foram publicadas nas redes mais de 2 mil mensagens particularmente violentas contra técnicos e jogadores das primeiras divisões masculina (Premier League) e feminina (Women's Super League), incluindo ameaças de morte e estupro, segundo uma investigação da BBC.

Consultada pela emissora britânica, a treinadora do Chelsea, a francesa Sonia Bompastor, apontou então que as plataformas de redes sociais "não fazem seu trabalho, não assumem sua responsabilidade nem suas obrigações".

Nesse mesmo dia, o Chelsea anunciou uma parceria entre seu time feminino e o grupo Signify, cuja ferramenta Threat Matrix permite identificar as contas que cometem esses abusos.

O Arsenal, que utiliza esse serviço há cinco anos, proibiu a entrada de cerca de 30 torcedores em seu estádio entre 2021 e 2025 por diversos motivos (racismo, homofobia, ameaças de morte, etc), segundo dados do clube compilados pela AFP.

- "Ainda há muito a ser feito" -

Em fevereiro de 2025 foi criado um grupo de trabalho para combater estes abusos formado, entre outros, pela Premier League, a autoridade reguladora de telecomunicações (Ofcom), o sindicato de jogadores e a unidade policial responsável pelo futebol (UK Football Policing Unit, a UKFPU).

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (23), a UKFPU anunciou que está investigando os fatos do fim de semana e afirmou que, "nos últimos meses", houve sentenças proferidas com "proibições significativas de acesso aos estádios" como consequência.

Mas também admitiu que "ainda há muito a ser feito".

"O racismo que esses jogadores estão sofrendo é repugnante", reagiu também nesta segunda-feira um porta-voz do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, exigindo que as plataformas reforcem sua regulação.

A Meta, proprietária do Facebook e do Instagram, informou que continuará trabalhando para "proteger as pessoas contra os abusos".

"Ninguém deveria estar exposto a insultos racistas, e eliminamos este tipo de conteúdo quando o encontramos", afirmou à BBC um porta-voz da empresa neste fim de semana.

A Meta reiterou que continuará "trabalhando para proteger nossa comunidade contra os abusos e colaborando com as investigações".

No entanto, quando contactado pela AFP, o grupo americano não respondeu como planeja alcançar esse objetivo.

U.Pospisil--TPP