The Prague Post - Dívida soberana dos EUA supera US$ 40 trilhões

EUR -
AED 4.258161
AFN 74.783691
ALL 91.791032
AMD 420.301047
ANG 2.075881
AOA 1064.396489
ARS 1749.013744
AUD 1.621211
AWG 2.088502
AZN 1.971685
BAM 1.953481
BBD 2.332032
BDT 142.880382
BGN 1.951905
BHD 0.436582
BIF 3453.899766
BMD 1.159474
BND 1.468057
BOB 14.414888
BRL 5.933143
BSD 1.157826
BTN 110.574733
BWP 15.598483
BYN 3.516426
BYR 22725.68162
BZD 2.328636
CAD 1.607668
CDF 2674.905854
CHF 0.9466
CLF 0.027495
CLP 1085.650633
CNY 7.778038
CNH 7.776879
COP 3586.727081
CRC 521.580815
CUC 1.159474
CUP 30.726049
CVE 110.134256
CZK 24.241983
DJF 206.185231
DKK 7.474918
DOP 68.149098
DZD 154.58249
EGP 59.424296
ERN 17.392103
ETB 186.898527
FJD 2.580698
FKP 0.857103
GBP 0.85717
GEL 3.011232
GGP 0.857103
GHS 13.269248
GIP 0.857103
GMD 85.221866
GNF 10179.915099
GTQ 8.840505
GYD 242.242426
HKD 9.093473
HNL 31.076109
HRK 7.535657
HTG 151.330351
HUF 363.973247
IDR 20449.635038
ILS 3.51477
IMP 0.857103
INR 109.650081
IQD 1516.799359
IRR 1593812.344313
ISK 139.84427
JEP 0.857103
JMD 182.892882
JOD 0.822071
JPY 177.999485
KES 150.093113
KGS 101.396171
KHR 4695.42591
KMF 492.776006
KPW 1043.526565
KRW 1561.62528
KWD 0.357535
KYD 0.964855
KZT 522.46976
LAK 25905.247057
LBP 103685.51163
LKR 380.648121
LRD 202.040152
LSL 18.696005
LTL 3.423624
LVL 0.701354
LYD 7.323306
MAD 10.819855
MDL 20.06518
MGA 4984.083236
MKD 61.452048
MMK 2434.842263
MNT 4170.134462
MOP 9.352697
MRU 46.55773
MUR 54.30966
MVR 17.913592
MWK 2007.716576
MXN 19.698053
MYR 4.711638
MZN 74.102092
NAD 18.696005
NGN 1536.545564
NIO 42.609417
NOK 10.777336
NPR 176.919973
NZD 1.996323
OMR 0.445951
PAB 1.157826
PEN 3.893778
PGK 5.226795
PHP 72.70124
PKR 320.985148
PLN 4.325236
PYG 6856.860003
QAR 4.22059
RON 5.252528
RSD 117.190879
RUB 97.799456
RWF 1707.87253
SAR 4.349736
SBD 9.290868
SCR 15.969043
SDG 697.426414
SEK 11.254563
SGD 1.469383
SHP 0.858329
SLE 28.465366
SLL 24313.571236
SOS 661.714458
SRD 43.965495
STD 23998.76156
STN 24.47095
SVC 10.130973
SYP 15075.475419
SZL 18.698802
THB 38.355277
TJS 10.710086
TMT 4.069752
TND 3.379288
TOP 2.791734
TRY 56.365025
TTD 7.858671
TWD 36.745104
TZS 3069.712063
UAH 51.574474
UGX 4480.680841
USD 1.159474
UYU 46.604674
UZS 13615.836208
VES 964.041615
VND 30056.453153
VUV 137.185102
WST 3.172303
XAF 655.957
XAG 0.018058
XAU 0.000267
XCD 3.133535
XCG 2.086723
XDR 0.819808
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 274.853358
ZAR 18.749667
ZMK 10436.657072
ZMW 22.346472
ZWL 373.350011
SSP 6550.156407
MXV 2.234198
Dívida soberana dos EUA supera US$ 40 trilhões
Dívida soberana dos EUA supera US$ 40 trilhões / foto: Brendan SMIALOWSKI - AFP

Dívida soberana dos EUA supera US$ 40 trilhões

A dívida pública dos Estados Unidos ultrapassou pela primeira vez os 40 trilhões de dólares, segundo dados divulgados na quarta-feira (19) pelo Departamento do Tesouro, em um contexto de alta das taxas dos títulos soberanos.

Tamanho do texto:

Após a última emissão, realizada na terça-feira, a dívida do Tesouro dos Estados Unidos alcançou 40,047 trilhões de dólares (cerca de R$ 207 trilhões), devido ao aumento tanto da dívida vinculada à saúde e à seguridade social quanto dos juros pagos pelo país.

O número contrasta com uma previsão anterior do Escritório de Orçamento do Congresso, que calculava que o endividamento total chegaria a 39,4 trilhões de dólares até o fim do ano fiscal de 2026, no final de setembro.

Os custos de endividamento dispararam nos Estados Unidos, principalmente devido às preocupações vinculadas à inflação.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro de longo prazo (30 anos) subiram na terça-feira até seu nível mais elevado desde 2007, reflexo de uma pressão crescente sobre os preços devido à guerra no Oriente Médio e à preocupação com o déficit fiscal.

O aumento obriga o governo americano a refinanciar a dívida às taxas mais altas desde antes da crise financeira global de 2008.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos fez uma intervenção nas primeiras horas de quarta-feira para estabilizar o mercado de títulos de longo prazo e provocou o recuo dos rendimentos

- "Trajetória insustentável" -

O governo federal opera com déficit e toma dinheiro emprestado para cobrir a diferença.

Mas "há muito tempo se sabe que o governo dos Estados Unidos segue uma trajetória bastante insustentável em matéria de déficits", afirmou Jessica Riedl, especialista em orçamento e impostos da Brookings Institution.

A dívida do país mais que dobrou desde a crise financeira de 2008 e agora representa quase 125% do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos.

No passado, déficits de entre 3% e 4% do PIB foram motivo de preocupação para os mercados financeiros, mas Riedl destaca que os níveis atuais estão ao redor de 6% a 7% do PIB.

"Isso gerou mais nervosismo nos mercados", acrescentou.

"O presidente disse que quitaria a dívida em seu primeiro mandato. Bem, todos nós sabíamos que era mentira. Em vez disso, ele a deixou crescer a 40 trilhões de dólares, enquanto ele e sua família acumulavam bilhões", criticou no X o senador democrata Mark Kelly.

"O Congresso deve controlar seus gastos e EQUILIBRAR O ORÇAMENTO. Os americanos merecem algo melhor", comentou o senador republicano Rick Scott, também no X.

O presidente Donald Trump prometeu, durante seus dois mandatos, cortar os gastos do governo e reduzir o déficit anual.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, havia indicado que seu objetivo era reduzir o déficit americano a 3% do PIB. No entanto, este aumentou nos últimos meses, devido principalmente ao reembolso às empresas das tarifas que a Suprema Corte anulou em fevereiro.

Os cortes de impostos e os gastos militares, em particular os relacionados ao conflito com o Irã, também consumiram bilhões de dólares.

Os analistas apontam que não existe um nível de endividamento em relação ao PIB que desencadeie automaticamente uma crise.

Também recordam que a dívida nas mãos da população, que exclui os créditos de uma administração federal sobre outra, costuma ser um indicador mais acompanhado do que a dívida total.

"Mas, de um ponto de vista psicológico, são estes indicadores que alertam os mercados financeiros sobre a necessidade de voltar a prestar atenção ao aumento da dívida", segundo Riedl.

Os empréstimos federais dispararam durante a crise financeira de 2007-2009 e voltaram a aumentar consideravelmente durante a recessão provocada pela covid-19, recorda à AFP Caleb Quakenbush, diretor de política orçamentária do Bipartisan Policy Center.

Segundo ele, nem o Congresso nem os governos americanos abordaram a trajetória dos gastos orçamentários de maneira "significativa ou sustentável", o que representaria sérios desafios em caso de uma nova crise.

U.Ptacek--TPP