The Prague Post - Regina Martínez, a médica mexicana que passeava com cachorros para se tornar atleta olímpica

EUR -
AED 4.26405
AFN 74.30922
ALL 95.30941
AMD 427.799026
ANG 2.078793
AOA 1065.866889
ARS 1659.456457
AUD 1.640447
AWG 2.091707
AZN 1.979207
BAM 1.961757
BBD 2.3382
BDT 142.793598
BGN 1.96324
BHD 0.437529
BIF 3448.571704
BMD 1.161076
BND 1.490526
BOB 8.02236
BRL 5.875274
BSD 1.160925
BTN 110.363121
BWP 15.628456
BYN 3.212054
BYR 22757.082644
BZD 2.33489
CAD 1.621709
CDF 2664.668957
CHF 0.921389
CLF 0.026539
CLP 1044.492266
CNY 7.862226
CNH 7.845655
COP 4055.091523
CRC 528.103604
CUC 1.161076
CUP 30.768505
CVE 110.600843
CZK 24.112697
DJF 206.737766
DKK 7.474157
DOP 68.166991
DZD 154.649499
EGP 59.350817
ERN 17.416135
ETB 182.934888
FJD 2.597561
FKP 0.866029
GBP 0.863428
GEL 3.082697
GGP 0.866029
GHS 12.886129
GIP 0.866029
GMD 84.758308
GNF 10169.881185
GTQ 8.849873
GYD 242.887536
HKD 9.098264
HNL 31.043264
HRK 7.533871
HTG 151.790918
HUF 351.294648
IDR 20538.673463
ILS 3.353654
IMP 0.866029
INR 109.80234
IQD 1520.818015
IRR 1597497.856512
ISK 144.196505
JEP 0.866029
JMD 184.018779
JOD 0.823164
JPY 185.859202
KES 150.277979
KGS 101.53542
KHR 4664.162887
KMF 494.617922
KPW 1044.968487
KRW 1753.293506
KWD 0.357773
KYD 0.967538
KZT 567.693821
LAK 25563.624804
LBP 103966.798669
LKR 389.201824
LRD 211.291594
LSL 18.90982
LTL 3.428355
LVL 0.702324
LYD 7.399469
MAD 10.75245
MDL 20.275567
MGA 4844.711128
MKD 61.607973
MMK 2437.034389
MNT 4154.200857
MOP 9.369952
MRU 46.043814
MUR 54.71001
MVR 17.949689
MWK 2013.112885
MXN 19.942598
MYR 4.697742
MZN 74.190868
NAD 18.90982
NGN 1579.887588
NIO 42.71972
NOK 11.015647
NPR 176.581195
NZD 1.983442
OMR 0.446438
PAB 1.160925
PEN 3.948189
PGK 5.083436
PHP 70.180038
PKR 323.001906
PLN 4.239685
PYG 7108.585458
QAR 4.243987
RON 5.235639
RSD 117.359194
RUB 84.182335
RWF 1704.876916
SAR 4.35845
SBD 9.341519
SCR 17.203453
SDG 697.232638
SEK 10.874228
SGD 1.487855
SHP 0.86686
SLE 28.620794
SLL 24347.179995
SOS 663.514785
SRD 43.551363
STD 24031.921651
STN 24.574622
SVC 10.157845
SYP 128.336127
SZL 18.894373
THB 37.827264
TJS 10.819955
TMT 4.075376
TND 3.405942
TOP 2.795592
TRY 53.71728
TTD 7.885946
TWD 36.602327
TZS 3044.518011
UAH 52.020261
UGX 4353.218694
USD 1.161076
UYU 46.89239
UZS 13904.220632
VES 675.697074
VND 30521.776021
VUV 137.208716
WST 3.1854
XAF 657.954902
XAG 0.016586
XAU 0.000269
XCD 3.137865
XCG 2.092253
XDR 0.816673
XOF 657.954902
XPF 119.331742
YER 277.028792
ZAR 18.769769
ZMK 10451.080738
ZMW 20.281586
ZWL 373.865884
Regina Martínez, a médica mexicana que passeava com cachorros para se tornar atleta olímpica
Regina Martínez, a médica mexicana que passeava com cachorros para se tornar atleta olímpica / foto: Jonathan NACKSTRAND - AFP

Regina Martínez, a médica mexicana que passeava com cachorros para se tornar atleta olímpica

Após longas jornadas no pronto-socorro do hospital, a médica mexicana Regina Martínez aproveitava seu pouco tempo livre para passear e cuidar de cachorros: ela precisava economizar o máximo possível para competir nos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina.

Tamanho do texto:

Não é fácil ser esquiadora em Miami, onde a neve só aparece nos filmes natalinos, e Regina tinha que viajar frequentemente e passar temporadas em localidades onde é possível praticar seu esporte, além de bancar o caro equipamento necessário.

No entanto, sua história com o esqui não começou na Flórida, mas em outro lugar muito mais frio dos Estados Unidos: Minnesota, onde estudou medicina.

Foi lá que ela assistiu aos Jogos de Pyeongchang 2018 e a história de seu compatriota Germán Madrazo, que chamou a atenção do mundo ao competir naquela edição olímpica aos 43 anos e depois de aprender a esquiar apenas um ano antes.

- "O esqui salvou minha vida" -

"Eu estava longe de casa, em Minnesota, com invernos muito rigorosos e dias muito curtos. Desenvolvi depressão sazonal. Então vi a história de Germán e foi como uma salvação para mim. O esqui salvou minha vida, me deu a oportunidade de não me sentir tão presa", disse a médica de 33 anos em entrevista à AFP.

Aconselhada pelo próprio Madrazo, com quem entrou em contato pela internet, Regina embarcou na aventura.

Depois de um tempo, surgiu uma oportunidade de trabalho que a levou a Miami, onde não podia mais esquiar, mas ela não desistiu do sonho de chegar aos Jogos Olímpicos e começou a economizar o máximo possível para viajar para locais com neve onde pudesse treinar.

"Durante minha residência [como médica no hospital], comecei a passear com cachorros. Também cuidava deles em uma espécie de hotel para cães. Além disso, economizava 60% ou 70% do que ganhava no hospital. Com todo esse esforço, consegui comprar os equipamentos que trouxe para os Jogos Olímpicos e treinar em outros lugares", conta Regina.

Enquanto isso, ela continua como médica de emergência, atuando por temporadas em diferentes partes dos Estados Unidos, especialmente em locais onde residem comunidades latino-americanas ou pessoas com menos recursos.

"Trabalhar no pronto-socorro pode ser muito difícil, você vê a morte quase todos os dias. Não há muito reconhecimento, mas isso é normal. Quando você vai ao pronto-socorro, pode estar vivenciando um dos piores dias da sua vida. Ser médico de emergência é muito desgastante, o 'burnout' é real. Mas também pode ser muito gratificante", afirma.

Regina já participou de três Campeonatos Mundiais de esqui cross-country, tendo como melhor resultado o 77º lugar, na prova de 10 km com largada clássica do evento do ano passado em Trondheim, na Noruega, país de seu treinador.

- Pioneira no México -

A médica esquiadora está aproveitando cada momento do processo olímpico.

No mês passado, ela foi recebida, juntamente com outros membros da delegação do México, pela presidente do país, Claudia Sheinbaum, e na sexta-feira vivenciou um dos momentos mais especiais para qualquer atleta olímpico: o desfile de abertura.

Agora, Regina conta os dias para sua estreia olímpica, que será na próxima quinta-feira, em Tesero, na prova de 10 km com largada em intervalos, mas se diz livre de qualquer pressão.

"Para mim, estar aqui é uma façanha, trabalhando 80 horas por semana no hospital, com turnos noturnos, passeando com cachorros, sem dinheiro, começando nisso aos 28 anos. Consegui ser a primeira mulher mexicana a competir no esqui cross-country e essa conquista já é um tesouro no meu coração", declara com orgulho.

K.Dudek--TPP