The Prague Post - Sudão registra êxodo maciço de estrangeiros, enquanto combates não dão trégua

EUR -
AED 4.183272
AFN 75.735568
ALL 93.708204
AMD 416.395839
AOA 1044.536686
ARS 1704.59367
AUD 1.627339
AWG 2.050344
AZN 1.94038
BAM 1.955268
BBD 2.294506
BDT 140.631734
BHD 0.429281
BIF 3402.959127
BMD 1.13908
BND 1.469658
BOB 12.821905
BRL 5.787551
BSD 1.139205
BTN 109.206599
BWP 15.641362
BYN 3.26814
BYR 22325.969164
BZD 2.291197
CAD 1.606883
CDF 2574.320515
CHF 0.928332
CLF 0.027367
CLP 1077.091045
CNY 7.713969
CNH 7.708599
COP 3667.029044
CRC 518.461204
CUC 1.13908
CUP 30.185622
CVE 110.235005
CZK 24.156922
DJF 202.872813
DKK 7.475794
DOP 66.283419
DZD 151.88701
EGP 57.704998
ERN 17.086201
ETB 183.881017
FJD 2.53696
FKP 0.855037
GBP 0.855284
GEL 2.990091
GGP 0.855037
GHS 13.260799
GIP 0.855037
GMD 84.291543
GNF 9995.280311
GTQ 8.692597
GYD 238.254584
HKD 8.932848
HNL 30.516366
HRK 7.536381
HTG 148.922747
HUF 359.801045
IDR 20564.438806
ILS 3.459215
IMP 0.855037
INR 109.280778
IQD 1492.42667
IRR 1566235.081968
ISK 142.817623
JEP 0.855037
JMD 180.23096
JOD 0.807611
JPY 186.392258
KES 147.477064
KGS 99.612176
KHR 4601.929629
KMF 494.36103
KRW 1674.504965
KWD 0.353423
KYD 0.949379
KZT 541.340327
LAK 25822.427178
LBP 102019.875387
LKR 383.075766
LRD 206.19842
LSL 19.028039
LTL 3.363408
LVL 0.689018
LYD 7.298014
MAD 10.664798
MDL 20.022343
MGA 4898.71008
MKD 61.513262
MMK 2391.543122
MNT 4091.030743
MOP 9.201998
MRU 45.477626
MUR 53.923685
MVR 17.598737
MWK 1975.440529
MXN 19.883132
MYR 4.653714
MZN 72.785473
NAD 19.028874
NGN 1552.953771
NIO 41.918594
NOK 10.983756
NPR 174.723458
NZD 1.966627
OMR 0.437981
PAB 1.13921
PEN 3.871047
PGK 5.100612
PHP 70.345601
PKR 316.445496
PLN 4.32286
PYG 6889.125488
QAR 4.15297
RON 5.232142
RSD 117.436865
RUB 88.845924
RWF 1677.009941
SAR 4.268917
SBD 9.205025
SCR 16.824722
SDG 684.006786
SEK 11.04415
SGD 1.469738
SLE 27.594175
SOS 651.022858
SRD 43.048681
STD 23576.657436
STN 24.493658
SVC 9.968288
SZL 19.02574
THB 38.240629
TJS 10.515354
TMT 3.98678
TND 3.375082
TRY 53.944569
TTD 7.736963
TWD 36.794572
TZS 3007.134902
UAH 51.163479
UGX 4277.892331
USD 1.13908
UYU 45.747552
UZS 13642.28797
VES 844.401646
VND 29974.891763
VUV 135.651142
WST 3.13967
XAF 655.804465
XAG 0.019294
XAU 0.000278
XCD 3.078421
XCG 2.053141
XDR 0.814931
XOF 655.778564
XPF 119.331742
YER 271.727253
ZAR 19.066241
ZMK 10253.084262
ZMW 21.286862
ZWL 366.783314
Sudão registra êxodo maciço de estrangeiros, enquanto combates não dão trégua
Sudão registra êxodo maciço de estrangeiros, enquanto combates não dão trégua / foto: - - AFP

Sudão registra êxodo maciço de estrangeiros, enquanto combates não dão trégua

O êxodo em massa de estrangeiros prosseguia, nesta segunda-feira (24), no Sudão, abalado por combates violentos entre o exército e um grupo paramilitar que colocaram o país à beira "do precipício", alertou o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Tamanho do texto:

As explosões e os tiros são ouvidos de modo incessante há 10 dias na capital sudanesa, Cartum, e em outras regiões do país africano, provocando centenas de mortes.

No entanto, as potências internacionais conseguiram negociar com os dois lados beligerantes a retirada de funcionários diplomáticos e cidadãos.

Esta espiral "corre o risco de uma conflagração catastrófica dentro do Sudão que poderia envolver toda a região e além", disparou Guterres nesta segunda-feira.

Apesar deste alerta, o enviado da ONU no Sudão, Volker Perthes, permanecerá no país, ao contrário de muitos diplomatas e outros cidadãos estrangeiros.

Ao todo, mais de 1.000 cidadãos da União Europeia (UE) foram retirados do país, afirmou o chefe da diplomacia do bloco, Josep Borrell.

A Espanha anunciou a saída de 100 pessoas, incluindo espanhóis e latino-americanos. Já o governo dos Estados Unidos, por sua vez, retirou funcionários do serviço diplomático, menos de 100 pessoas, em helicópteros.

A China e outros países árabes também evacuaram centenas de seus cidadãos que moravam no país africano.

Cerca de 700 funcionários da ONU, embaixadas e organizações internacionais "foram retirados para Porto Sudão", uma cidade às margens do Mar Vermelho, informaram as Nações Unidas.

A França anunciou nesta segunda-feira o fechamento de sua embaixada no país africano "até novo aviso".

"A embaixada francesa no Sudão está fechada até novo aviso e não é mais um ponto de reagrupamento para as pessoas que desejam deixar Cartum", informou o Ministério francês das Relações Exteriores, antes de informar ter retirado 491 pessoas de 36 nacionalidades, incluindo 196 franceses, do país.

Enquanto isso, o secretário de Estado americano, Antony Blinken, alertou, no mesmo dia, que a presença do grupo paramilitar russo Wagner na região ameaça agravar o conflito na nação africana.

Para ele, o grupo, que tem atuado na região do Mali, na República Centro-Africana e na invasão russa da Ucrânia, "traz consigo mais morte e destruição".

A posição é compartilhada pelo ministro das Relações Exteriores do Quênia, Alfred Mutua, sugerindo que o Egito e os Emirados Árabes Unidos teriam apoiado os generais em guerra.

"Estamos bastante preocupados com (o papel desempenhado por) alguns de nossos amigos no Oriente Médio, bem como a Rússia ou outros que há muito apoiam um lado ou outro", disse ele, pedindo às potências estrangeiras que "deixem o Sudão em paz".

Um libanês que viajou de ônibus declarou à AFP que conseguiu sair apenas com "uma camisa e um pijama". "Foi tudo que restou de depois de 17 anos no Sudão", lamenta.

Em Cartum, "nós estávamos em estado de sítio", conta. Os mais de cinco milhões de habitantes da capital não têm serviço de água nem energia elétrica há vários dias. E os alimentos também estão em falta.

"Estávamos com medo de ficar doentes ou feridos nos combates", acrescenta o homem, de pé entre um grupo de famílias que abandonaram a capital. "Tudo foi destruído", disse.

A violência no país do nordeste da África, de 45 milhões de habitantes, explodiu em 15 de abril entre o exército do general Abdel Fatah al Burhan, governante de fato do Sudão desde o golpe de Estado de 2021, e seu grande rival, o general Mohamed Hamdan Daglo, líder das paramilitares Forças de Apoio Rápido (FAR).

- Medo -

Mais de 420 pessoas morreram e 3.700 ficaram feridas até o momento, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Temo por seu futuro", escreveu no Twitter o embaixador norueguês Endre Stiansen.

Os habitantes de Cartum só têm um pensamento: abandonar a cidade, cenário de caos.

O sindicato dos médicos sudaneses lançou um apelo no Facebook nesta segunda-feira: "Vários bairros de Cartum estão sendo bombardeados, civis morreram e há quase cinquenta feridos, todos os médicos que estão por perto devem vir o mais rápido possível".

Os dois lados trocam acusações sobre ataques contra prisões para libertar centenas de detentos, assim como de roubos a casas e fábricas.

Também foram registrados confrontos nas proximidades de agências bancárias, que foram esvaziadas.

Em um país onde a inflação já supera três dígitos em períodos normais, o preço do arroz ou da gasolina atingiu níveis recordes.

E isto representa um grande problema, já que a gasolina é crucial para escapar dos combates: um veículo precisa de muito combustível para chegar ao vizinho Egito - 1.000 quilômetros ao norte -, onde milhares de sudaneses pretendem obter refúgio.

"À medida que os estrangeiros fogem, o impacto da violência em uma situação humanitária já crítica no Sudão é agravado", alertou a ONU.

No meio do fogo cruzado, as agências das Nações Unidas e outras organizações humanitárias suspenderam suas atividades no país.

Cinco trabalhadores humanitários - quatro deles da ONU - morreram e, de acordo com o sindicato dos médicos, quase 75% dos hospitais estão fora de serviço.

- A fome ameaça -

Os combates violentos entre as forças dos dois generais não apresentam sinais de trégua.

Os tiroteios são intensos na capital e seus arredores. Caças sobrevoam a região e os blindados paramilitares avançam.

A disputa entre Burhan e Daglo começou com os planos de integrar as FAR ao exército oficial, um requisito crucial do acordo para a restauração da democracia no Sudão após o golpe militar que derrubou o ditador Omar al Bashir em abril de 2019.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) advertiu que milhões de pessoas adicionais podem sofrer fome devido à violência, no terceiro maior país da África, onde em períodos normais um terço da população precisa de ajuda humanitária.

burs/pjm/mas-meb/zm/fp/aa/yr/mvv

U.Ptacek--TPP