The Prague Post - Por que a violência persiste no futebol latino-americano?

EUR -
AED 4.23314
AFN 72.617879
ALL 95.320581
AMD 434.389651
ANG 2.063355
AOA 1056.988043
ARS 1604.2054
AUD 1.67735
AWG 2.077667
AZN 1.942947
BAM 1.944084
BBD 2.322144
BDT 141.825278
BGN 1.970249
BHD 0.435169
BIF 3425.794717
BMD 1.152658
BND 1.47916
BOB 7.966986
BRL 5.941834
BSD 1.152991
BTN 107.013928
BWP 15.680683
BYN 3.428758
BYR 22592.104774
BZD 2.318765
CAD 1.603457
CDF 2645.350418
CHF 0.921436
CLF 0.026651
CLP 1052.330777
CNY 7.921083
CNH 7.944785
COP 4234.175392
CRC 536.048531
CUC 1.152658
CUP 30.545448
CVE 109.60635
CZK 24.53889
DJF 205.311983
DKK 7.472811
DOP 69.369232
DZD 153.347397
EGP 61.817125
ERN 17.289876
ETB 180.028018
FJD 2.597865
FKP 0.874293
GBP 0.87228
GEL 3.10063
GGP 0.874293
GHS 12.683671
GIP 0.874293
GMD 84.722046
GNF 10111.840822
GTQ 8.820993
GYD 241.315691
HKD 9.033673
HNL 30.628089
HRK 7.533431
HTG 151.343321
HUF 384.985599
IDR 19622.856718
ILS 3.634027
IMP 0.874293
INR 107.642561
IQD 1510.319316
IRR 1520212.356379
ISK 144.393626
JEP 0.874293
JMD 182.351551
JOD 0.817203
JPY 183.645568
KES 149.903239
KGS 100.799677
KHR 4613.058937
KMF 491.896805
KPW 1037.327263
KRW 1752.184846
KWD 0.356817
KYD 0.960859
KZT 548.128128
LAK 25409.325468
LBP 103246.998871
LKR 363.472161
LRD 211.578575
LSL 19.36449
LTL 3.4035
LVL 0.697232
LYD 7.354296
MAD 10.770988
MDL 20.309546
MGA 4878.346299
MKD 61.583891
MMK 2421.050631
MNT 4118.128299
MOP 9.309014
MRU 45.998789
MUR 54.117622
MVR 17.808518
MWK 1999.247299
MXN 20.67962
MYR 4.652709
MZN 73.72361
NAD 19.36449
NGN 1593.492727
NIO 42.433534
NOK 11.258418
NPR 171.212489
NZD 2.019918
OMR 0.443187
PAB 1.153051
PEN 4.011822
PGK 4.986795
PHP 69.873941
PKR 321.702984
PLN 4.289341
PYG 7488.351093
QAR 4.204236
RON 5.096479
RSD 117.406294
RUB 92.560066
RWF 1687.343251
SAR 4.327103
SBD 9.232765
SCR 16.546923
SDG 692.748161
SEK 10.945186
SGD 1.484053
SHP 0.864792
SLE 28.352602
SLL 24170.68294
SOS 658.894817
SRD 43.067962
STD 23857.701813
STN 24.352498
SVC 10.088675
SYP 127.653812
SZL 19.357334
THB 37.79686
TJS 11.025843
TMT 4.034304
TND 3.38486
TOP 2.775324
TRY 51.293065
TTD 7.825466
TWD 36.877025
TZS 2996.911576
UAH 50.454307
UGX 4295.115126
USD 1.152658
UYU 46.868357
UZS 14006.346544
VES 545.582274
VND 30363.904082
VUV 138.600246
WST 3.201755
XAF 651.993766
XAG 0.01638
XAU 0.000252
XCD 3.115117
XCG 2.077869
XDR 0.810871
XOF 651.993766
XPF 119.331742
YER 275.053061
ZAR 19.601855
ZMK 10375.321642
ZMW 22.222532
ZWL 371.155537
Por que a violência persiste no futebol latino-americano?
Por que a violência persiste no futebol latino-americano? / foto: Alejandro PAGNI - AFP

Por que a violência persiste no futebol latino-americano?

Um torcedor pula do setor superior da arquibancada para não ser linchado enquanto pedras e pedaços de pau são usados como armas. Mais uma vez a violência contaminou o futebol e colocou em dúvida os esforços para erradicar os enfrentamentos entre torcidas na América Latina.

Tamanho do texto:

Independiente e Universidad de Chile disputavam o jogo de volta das oitavas de final da Copa Sul-Americana na quarta-feira (20) quando uma batalha campal começou nas arquibancadas do Estádio Libertadores de América, em Avellaneda, ao sul de Buenos Aires.

O saldo de um dos confrontos de torcida mais violentos dos últimos tempos: 19 feridos, dois em estado grave, e mais de 100 detidos, segundo as autoridades.

Do México à Argentina, passando por Brasil, Colômbia, Chile e Equador, os episódios de violência nos estádios se repetem, apesar das tentativas de pacificar o futebol.

- Por que nos estádios? -

Brasil e Argentina, entre outros, promulgaram há mais de duas décadas leis para prevenir distúrbios e punir seus responsáveis.

Mas a violência não para. No Chile, só este ano, 12 jogos foram suspensos por atos de violência, denunciou o sindicato de jogadores do país.

Em abril, dois torcedores morreram durante um confronto antes da partida entre Colo Colo e Fortaleza pela Copa Libertadores.

Na Argentina, mais de 100 pessoas morreram nos últimos 20 anos; 157 no Brasil entre 2009 e 2019, e 170 morreram na Colômbia entre 2001 e 2019, segundo estudos acadêmicos e de ONGs.

"Existe uma ideia de que os estádios são espaços onde é legítimo cometer atos de violência, não somente física, mas também de racismo e homofobia", afirma à AFP o argentino Diego Murzi, autor do livro "Fútbol, violencia y estado" (Futebol, violência e Estado, em tradução livre).

Segundo Murzi, "uma lógica tribal sempre prevaleceu no futebol", uma cultura de provocação entre torcidas que sempre esteve "presente".

Para muitos fanáticos, "o futebol é um canalizador de frustrações", afirma o sociólogo colombiano Germán Gómez, autor do livro "Fútbol y barras bravas. Análisis de un fenómeno urbano" (Futebol e torcidas organizadas. Análise de um um fenômeno urbano, em tradução livre).

"Existe uma poetização do que significa a vitória da equipe na vida desses torcedores que deriva nessa perda de controle emocional quando se vence uma partida, e inclusive quando se perde", acrescenta.

- As medidas foram eficientes? -

As medidas de segurança se multiplicaram nos últimos anos, com a entrada dos torcedores por identificação biométrica e a vigilância por câmeras nos estádios.

"Na Argentina, você é mais revistado em um estádio do que no aeroporto", exemplifica Murzi.

Mas a tecnologia nem sempre permite a identificação efetiva de torcedores violentos.

"Alguém poderia pensar que, com esses avanços tecnológicos, os responsáveis por esses vandalismos responderiam por seus atos, mas às vezes a justiça não funciona de maneira eficiente", afirma Gómez.

O sociólogo colombiano também aponta falhas da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).

A Conmebol "não gera punições exemplares aos clubes de futebol porque parece que o que importa é o negócio, e fechar um clube de futebol pode significar perda de dinheiro", critica.

Várias vozes, entre elas a do presidente do Chile, Gabriel Boric, culpam a entidade pelos incidentes no jogo de quarta-feira em Avellaneda, cuja organização era de responsabilidade do Independiente, segundo a Conmebol.

- O que falta fazer? -

Na Argentina e na Colômbia, a entrada de torcedores visitantes nos estádios é restrita há anos nos torneios locais.

No último ano, clubes de vários países da região tiveram que jogar com portões fechados como punição por episódios de violência, que também afastaram as famílias dos estádios.

Os clubes precisam profissionalizar seus dispositivos de segurança, já que "dependem inteiramente do que o Estado e a polícia podem fazer", afirma Murzi.

Em abril, após a morte dos dois torcedores no Chile, o governo decidiu encerrar o programa 'Estádio Seguro', uma iniciativa criada em 2011 para combater a violência no futebol, mas que fracassou.

A norma proibia, entre outras coisas, a entrada de tambores e bandeiras nos estádios e deixou a vigilância dos recintos esportivos a cargo de serviços particulares de segurança.

O programa será substituído "por um mecanismo de regulação e autorização para eventos de massa", que ainda não foi implementado.

"A mitigação da violência no futebol na América do Sul deve ser alcançada por meio de ações que promovam a educação e a cultura do futebol", afirma Gómez.

B.Barton--TPP