The Prague Post - Vítima do tarifaço de Trump, café brasileiro quer minimizar prejuízo

EUR -
AED 4.340814
AFN 77.424187
ALL 96.796223
AMD 446.437284
ANG 2.115832
AOA 1083.873002
ARS 1692.028151
AUD 1.683052
AWG 2.127558
AZN 2.014053
BAM 1.960788
BBD 2.380756
BDT 144.557716
BGN 1.984976
BHD 0.44561
BIF 3502.910452
BMD 1.181977
BND 1.505229
BOB 8.167777
BRL 6.192199
BSD 1.182007
BTN 107.06735
BWP 15.648806
BYN 3.395838
BYR 23166.741897
BZD 2.377247
CAD 1.612559
CDF 2635.808307
CHF 0.916391
CLF 0.025749
CLP 1016.713123
CNY 8.200613
CNH 8.191269
COP 4362.805749
CRC 585.988116
CUC 1.181977
CUP 31.322381
CVE 110.546199
CZK 24.216697
DJF 210.061351
DKK 7.467557
DOP 74.599762
DZD 153.557459
EGP 55.380373
ERN 17.729649
ETB 183.755925
FJD 2.611582
FKP 0.872305
GBP 0.867931
GEL 3.185474
GGP 0.872305
GHS 12.990043
GIP 0.872305
GMD 86.284714
GNF 10375.392179
GTQ 9.066062
GYD 247.299062
HKD 9.235458
HNL 31.223424
HRK 7.535224
HTG 154.843881
HUF 377.769233
IDR 19913.528527
ILS 3.676745
IMP 0.872305
INR 107.086315
IQD 1548.438808
IRR 49790.765616
ISK 145.005349
JEP 0.872305
JMD 185.000591
JOD 0.838068
JPY 185.614659
KES 152.480449
KGS 103.36431
KHR 4770.133925
KMF 495.248621
KPW 1063.781616
KRW 1729.090422
KWD 0.363068
KYD 0.985006
KZT 584.825162
LAK 25400.612257
LBP 105854.765765
LKR 365.688666
LRD 222.215255
LSL 19.069508
LTL 3.49007
LVL 0.714966
LYD 7.48504
MAD 10.851303
MDL 20.153264
MGA 5247.347827
MKD 61.663517
MMK 2482.159747
MNT 4232.308603
MOP 9.512096
MRU 46.737888
MUR 54.442291
MVR 18.261986
MWK 2049.61366
MXN 20.401201
MYR 4.665857
MZN 75.351456
NAD 19.069508
NGN 1616.223466
NIO 43.500469
NOK 11.414372
NPR 171.307034
NZD 1.961709
OMR 0.45443
PAB 1.182007
PEN 3.9771
PGK 5.068894
PHP 69.098796
PKR 330.520757
PLN 4.217258
PYG 7809.866178
QAR 4.308432
RON 5.092078
RSD 117.376234
RUB 91.012615
RWF 1725.188411
SAR 4.4326
SBD 9.524543
SCR 16.230366
SDG 710.963286
SEK 10.641341
SGD 1.502328
SHP 0.886789
SLE 28.899767
SLL 24785.458022
SOS 674.315275
SRD 44.700037
STD 24464.529786
STN 24.56248
SVC 10.342308
SYP 13072.159035
SZL 19.065417
THB 37.26895
TJS 11.075473
TMT 4.142828
TND 3.42812
TOP 2.845916
TRY 51.526621
TTD 8.004327
TWD 37.365872
TZS 3043.590211
UAH 50.77211
UGX 4205.698153
USD 1.181977
UYU 45.686795
UZS 14515.106693
VES 446.769583
VND 30672.293481
VUV 141.823037
WST 3.222439
XAF 657.629832
XAG 0.015169
XAU 0.000238
XCD 3.194351
XCG 2.13031
XDR 0.818221
XOF 657.629832
XPF 119.331742
YER 281.78747
ZAR 18.937465
ZMK 10639.212255
ZMW 22.015
ZWL 380.595992
Vítima do tarifaço de Trump, café brasileiro quer minimizar prejuízo
Vítima do tarifaço de Trump, café brasileiro quer minimizar prejuízo / foto: Pablo PORCIUNCULA - AFP

Vítima do tarifaço de Trump, café brasileiro quer minimizar prejuízo

Diante das duríssimas tarifas impostas pelos Estados Unidos, o Brasil, maior produtor e exportador de café do mundo, espera que a dependência americana de seus grãos lhe renda uma isenção, mas também espera atrair novos mercados.

Tamanho do texto:

Os Estados Unidos são o principal destino das exportações brasileiras deste produto, que, assim como a carne, está sujeito a um imposto de 50% desde 6 de agosto por decisão do presidente Donald Trump.

Outros produtos, como o suco de laranja e as aeronaves, foram isentos desta medida tomada como represália pelo julgamento contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado de Trump, por suposta tentativa de golpe de Estado.

"Acreditamos que eles vão, em algum momento, excepcionar o café", declarou na segunda-feira Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário.

- O que representa o mercado americano para o café brasileiro? -

Os americanos são, de longe, os maiores consumidores de café do mundo, e a produção local é insignificante em comparação com a demanda.

Cerca de um terço do café importado pelos Estados Unidos provém do Brasil, principalmente os grãos da variedade arábica.

Por parte do Brasil, 16,1% das exportações de café tiveram o mercado americano como destino no ano passado, com um volume de 8,1 milhões de sacas de 60 kg (aproximadamente 486 mil toneladas), segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

"Os EUA terão dificuldade para encontrar novos fornecedores em um volume tão grande", aponta Jorge Viana, presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em e-mail enviado à AFP.

É por isso que o Brasil "não desistiu de tentar negociar" com Washington para conseguir uma isenção, destaca.

Mas as negociações comerciais entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a administração Trump estão estagnadas.

"As marcas, muitas vezes, acabam tendo dificuldades de mudar a composição do seu blend, seja aqui no Brasil, seja lá fora, então elas têm que comprar um certo tipo de padrão para manter o sabor do seu café", explica Renato Garcia Ribeiro, pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (USP).

- Qual é o impacto imediato? -

"Meu maior medo é perder os meus clientes que são de muitos anos. Um relacionamento (...) que demorou muito tempo para ser construído", diz Raquel Meirelles, dona de fazendas de café em Minas Gerais.

Um quarto de sua produção de café especial é exportado para os Estados Unidos e seus clientes habituais já lhe advertiram da "possibilidade de, talvez, comprar menos café".

"O impacto é muito grande", lamenta Márcio Cândido Ferreira, presidente do Cecafé, que informa que "não há nenhum pedido de novo contrato" por parte dos Estados Unidos desde o anúncio do imposto adicional.

Segundo ele, muitos importadores solicitaram um adiamento nos envios de pedidos para contratos já assinados e vão "aguardar o máximo" na esperança de uma resolução para a crise.

Nos Estados Unidos, Phyllis Johnson, presidente da empresa BID Imports, que importa café brasileiro, é categórica: "Infelizmente, com tais tarifas, este café tornou-se inacessível" para compradores americanos.

- Novos mercados? -

Em todo o mundo "há uma falta de café" e há "outros mercados que querem o café brasileiro", assegura o ministro Paulo Teixeira.

A ApexBrasil lançou um programa de diversificação de mercados para ajudar as empresas brasileiras, identificando especialmente Alemanha, Itália, Japão e China como mercados potenciais para o café verde brasileiro.

Como um sinal, a China, grande rival dos Estados Unidos, anunciou no início de agosto que abriria seu mercado a cerca de 200 empresas exportadoras do "queridíssimo café brasileiro".

Para o especialista Garcia Ribeiro, o fato de a oferta mundial continuar limitada dá mais margem de manobra aos produtores brasileiros em busca de novos clientes.

E, como, ao contrário de outros produtos, o café pode ser armazenado por meses após a colheita, os produtores podem "esperar para negociar no melhor momento", acrescenta, destacando a "resiliência" do setor.

- Um café mais caro? -

Os preços mundiais do café dispararam no início do ano devido à significativa redução de oferta, causada, entre outras coisas, por uma histórica seca no Brasil no ano passado.

Embora se pudesse esperar uma "tendência de baixa" dos preços, "a tarifa desorganizou tudo", diz o presidente do Cecafé. Ele prevê, ao contrário, um "forte aumento a curto prazo".

De acordo com Garcia Ribeiro, "quem vai pagar a conta, no primeiro momento, são os consumidores americanos".

T.Musil--TPP