The Prague Post - Argentinos questionam até quando 'tolerar' austeridade de Milei, diz economista

EUR -
AED 4.333945
AFN 77.887151
ALL 96.474738
AMD 446.387728
ANG 2.112487
AOA 1082.158989
ARS 1708.501219
AUD 1.686989
AWG 2.125669
AZN 2.010175
BAM 1.953256
BBD 2.375636
BDT 144.132249
BGN 1.981838
BHD 0.444912
BIF 3493.118957
BMD 1.180108
BND 1.500545
BOB 8.150418
BRL 6.183168
BSD 1.179479
BTN 106.74341
BWP 15.532832
BYN 3.368212
BYR 23130.11201
BZD 2.37218
CAD 1.612777
CDF 2625.73975
CHF 0.917268
CLF 0.025649
CLP 1012.780302
CNY 8.187825
CNH 8.189275
COP 4282.1154
CRC 584.718509
CUC 1.180108
CUP 31.272856
CVE 110.116893
CZK 24.372651
DJF 209.729075
DKK 7.467836
DOP 73.993927
DZD 153.079662
EGP 55.345637
ERN 17.701616
ETB 182.736137
FJD 2.602315
FKP 0.86138
GBP 0.864819
GEL 3.180373
GGP 0.86138
GHS 12.951184
GIP 0.86138
GMD 86.147641
GNF 10351.077805
GTQ 9.046909
GYD 246.769596
HKD 9.219178
HNL 31.162539
HRK 7.535581
HTG 154.599269
HUF 379.63596
IDR 19834.071049
ILS 3.652203
IMP 0.86138
INR 106.731129
IQD 1545.19373
IRR 49712.039391
ISK 144.796826
JEP 0.86138
JMD 184.959067
JOD 0.836717
JPY 185.210858
KES 152.175039
KGS 103.200068
KHR 4760.818583
KMF 493.285381
KPW 1062.032235
KRW 1723.806746
KWD 0.362683
KYD 0.982924
KZT 585.944944
LAK 25371.05838
LBP 105624.757488
LKR 365.052098
LRD 219.384223
LSL 18.850106
LTL 3.484551
LVL 0.713835
LYD 7.453974
MAD 10.812948
MDL 19.957088
MGA 5225.215613
MKD 61.616688
MMK 2478.150907
MNT 4212.803755
MOP 9.491776
MRU 46.835403
MUR 54.143869
MVR 18.232624
MWK 2044.881053
MXN 20.447408
MYR 4.639592
MZN 75.231987
NAD 18.850824
NGN 1615.048331
NIO 43.403829
NOK 11.419029
NPR 170.820208
NZD 1.967092
OMR 0.453702
PAB 1.179469
PEN 3.965035
PGK 5.053246
PHP 69.568537
PKR 329.895286
PLN 4.218
PYG 7806.566323
QAR 4.30205
RON 5.094998
RSD 117.391206
RUB 89.984704
RWF 1721.464861
SAR 4.425427
SBD 9.509428
SCR 16.184535
SDG 709.834768
SEK 10.608431
SGD 1.502163
SHP 0.885386
SLE 28.883122
SLL 24746.268716
SOS 672.926277
SRD 44.719019
STD 24425.847913
STN 24.468438
SVC 10.320119
SYP 13051.490107
SZL 18.849526
THB 37.45618
TJS 11.022488
TMT 4.142178
TND 3.411341
TOP 2.841416
TRY 51.369267
TTD 7.989795
TWD 37.376496
TZS 3045.020483
UAH 50.882013
UGX 4199.529565
USD 1.180108
UYU 45.458858
UZS 14458.675608
VES 438.575913
VND 30661.559706
VUV 141.089893
WST 3.217174
XAF 655.106414
XAG 0.013133
XAU 0.000235
XCD 3.189301
XCG 2.12574
XDR 0.813661
XOF 655.120274
XPF 119.331742
YER 281.308183
ZAR 18.976192
ZMK 10622.385043
ZMW 23.089021
ZWL 379.994216
Argentinos questionam até quando 'tolerar' austeridade de Milei, diz economista
Argentinos questionam até quando 'tolerar' austeridade de Milei, diz economista / foto: Luis ROBAYO - AFP

Argentinos questionam até quando 'tolerar' austeridade de Milei, diz economista

Os argentinos se perguntam "para quê e até quando" tolerar o plano de austeridade do presidente Javier Milei, disse à AFP o economista especialista em tendências sociais e consumo Guillermo Oliveto, às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato no domingo (26).

Tamanho do texto:

O autor de "Clase media argentina: entre el mito, la realidad y la esperanza" (sem tradução para o português) defende que o ajuste iniciado há quase dois anos pelo presidente argentino aprofundou uma fragmentação social que resultou em uma "sociedade dual": 30% vive bem e 70% sofre.

O governo deverá aplicar "resets" se quiser mudar o humor social, inicialmente benevolente e agora impaciente. Estas são suas principais reflexões:

- Dois anos com Milei -

"Milei é um caso absolutamente inédito: os argentinos detestam o ajuste (orçamentário). Eles gostam de viver bem. Que tenham votado em um senhor que vinha com uma motosserra expressa que chegaram a um momento muito sufocante com o modelo anterior".

"Disseram: 'Votei nisto porque entendo que me permite curar de um processo que havia se tornado muito sufocante', mesmo que tenha que caminhar pelo deserto por um tempo. Isto deu a Milei um bônus, um extra de tolerância".

"Por isso ele pôde aplicar um ajuste duríssimo, com uma queda do consumo cotidiano só comparável à de 2002, que foi a pior crise da história da Argentina".

- Impacto social -

"A redução da inflação e a estabilidade, até há pouco tempo, do dólar, é um sucesso valorizado por grande parte da sociedade. Inclusive houve uma espécie de 'boom' de consumo para a classe alta ou média alta, cerca de 30% da população: vendas de carros, imóveis e viagens ao exterior".

"Agora, também encontramos em nossos estudos que 70%, composto pela classe média baixa, trabalhadora, chegam ao fim do mês no dia 15. 'Pago a dívida, as despesas fixas e fiquei sem dinheiro'".

"A sociedade que coagula este formato de fragmentação é dual. E o que gera uma sociedade dual? Um consumo dual. Isto aprofundou um processo que já está em curso há anos".

- Humor social -

"Hoje, começam a aparecer muitas pessoas que dizem: 'o que já era lento está se tornando eterno'. E questionam: 'Tudo bem, eu aguentei a motosserra, tive uma paciência inédita, seis meses, um ano, 2024. Em 2025, gostaria de ver algum oásis'".

"Mas elas não veem isso. O que era um estado de espírito estoico, de prudência e moderação, agora se tornou sacrificial".

- Paciência -

"Quando alguém de seu círculo íntimo fica sem emprego, a paciência se esgota. Em uma situação de perda de poder aquisitivo, se você tem como gerar renda, mais ou menos consegue lutar. Se perde sua fonte de renda, está fora do jogo".

"Mais de 200.000 postos de trabalho foram perdidos. A sociedade acompanhou um ajuste muito duro com 60% de aprovação para Milei. Hoje esse número é de 38%".

- Impacto eleitoral -

"O governo subestimou o impacto que a economia real tem na vida cotidiana, no humor social e, consequentemente, no humor eleitoral".

"Ter reduzido a inflação era uma condição necessária, mas não suficiente. "Hoje, a principal preocupação gira em torno do emprego, dos baixos salários e do dinheiro que não é suficiente. As pessoas dizem 'não vivo melhor, não posso me dar ao luxo'".

"Então: 'Para que serve o ajuste? Até quando? Me dê uma saída ao cinema, um McDonald's com as crianças, uma semana de férias, algo para que eu possa continuar te apoiando'".

"Subestimar as complexidades da trama social produtiva da Argentina um dia cobra seu preço, e foi o que acabou de acontecer em Buenos Aires [onde o partido de Milei perdeu eleições locais no dia 7 de setembro, nota do editor]".

"Isso foi um sinal contundente demais para não ser ouvido. Aqui há uma necessidade de vários 'resets'. Conceituais e factuais. Além do discurso, o foco está na economia cotidiana".

Q.Pilar--TPP