The Prague Post - Confrontos na fronteira Camboja-Tailândia deixam meio milhão de deslocados

EUR -
AED 4.331492
AFN 77.84335
ALL 96.564748
AMD 446.347302
ANG 2.111292
AOA 1081.546932
ARS 1709.303634
AUD 1.687784
AWG 2.122992
AZN 2.009357
BAM 1.956099
BBD 2.374413
BDT 144.072004
BGN 1.980717
BHD 0.444683
BIF 3493.177935
BMD 1.17944
BND 1.498529
BOB 8.14621
BRL 6.167997
BSD 1.178905
BTN 106.512267
BWP 16.283487
BYN 3.377716
BYR 23117.026634
BZD 2.370952
CAD 1.61174
CDF 2541.693818
CHF 0.916484
CLF 0.025774
CLP 1017.762781
CNY 8.192981
CNH 8.1795
COP 4281.261538
CRC 585.484456
CUC 1.17944
CUP 31.255164
CVE 110.281843
CZK 24.337334
DJF 209.938294
DKK 7.468888
DOP 74.231337
DZD 153.316601
EGP 55.314192
ERN 17.691602
ETB 182.863553
FJD 2.599663
FKP 0.863929
GBP 0.862265
GEL 3.178557
GGP 0.863929
GHS 12.914918
GIP 0.863929
GMD 86.690778
GNF 10342.579609
GTQ 9.042381
GYD 246.644989
HKD 9.214394
HNL 31.146757
HRK 7.532968
HTG 154.633617
HUF 380.894333
IDR 19775.672733
ILS 3.64667
IMP 0.863929
INR 106.456915
IQD 1544.335864
IRR 49683.915847
ISK 145.000262
JEP 0.863929
JMD 184.748216
JOD 0.836198
JPY 183.80745
KES 152.148207
KGS 103.142043
KHR 4756.726489
KMF 493.005691
KPW 1061.48108
KRW 1709.297661
KWD 0.362465
KYD 0.98245
KZT 591.040269
LAK 25357.76536
LBP 105569.375937
LKR 364.89573
LRD 219.27163
LSL 18.882284
LTL 3.482579
LVL 0.713431
LYD 7.453138
MAD 10.813952
MDL 19.964049
MGA 5224.775824
MKD 61.654416
MMK 2476.965732
MNT 4208.748476
MOP 9.486909
MRU 47.061188
MUR 54.124336
MVR 18.222413
MWK 2044.272883
MXN 20.39768
MYR 4.638144
MZN 75.189334
NAD 18.882284
NGN 1640.176474
NIO 43.386626
NOK 11.409279
NPR 170.420028
NZD 1.95685
OMR 0.453488
PAB 1.178875
PEN 3.968706
PGK 5.050771
PHP 69.724973
PKR 329.706756
PLN 4.222991
PYG 7821.194521
QAR 4.286755
RON 5.096832
RSD 117.449427
RUB 90.906081
RWF 1720.548189
SAR 4.423001
SBD 9.504048
SCR 16.265107
SDG 709.427016
SEK 10.523454
SGD 1.499363
SHP 0.884886
SLE 28.86677
SLL 24732.269034
SOS 672.602726
SRD 44.953774
STD 24412.029502
STN 24.503742
SVC 10.315575
SYP 13044.1065
SZL 18.889125
THB 37.240233
TJS 11.016876
TMT 4.139835
TND 3.409021
TOP 2.839809
TRY 51.286297
TTD 7.985186
TWD 37.273898
TZS 3047.720076
UAH 51.018192
UGX 4202.641864
USD 1.17944
UYU 45.406935
UZS 14432.204212
VES 438.327798
VND 30667.802375
VUV 140.987423
WST 3.215527
XAF 656.057199
XAG 0.013463
XAU 0.00024
XCD 3.187496
XCG 2.124624
XDR 0.815078
XOF 656.057199
XPF 119.331742
YER 281.149047
ZAR 18.851062
ZMK 10616.369267
ZMW 23.135435
ZWL 379.779242
Confrontos na fronteira Camboja-Tailândia deixam meio milhão de deslocados
Confrontos na fronteira Camboja-Tailândia deixam meio milhão de deslocados / foto: Sarot Meksophawannakul - THAI NEWS PIX/AFP

Confrontos na fronteira Camboja-Tailândia deixam meio milhão de deslocados

Mais de 500.000 pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas e seguiram para abrigos seguros após os confrontos na fronteira entre a Tailândia e o Camboja, que deixaram pelo menos 11 mortos, informaram nesta quarta-feira (10) as autoridades dos países do sudeste asiático.

Tamanho do texto:

Os confrontos começaram no domingo, motivados por uma antiga disputa fronteiriça, menos de dois meses após um acordo de cessar-fogo assinado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A maior parte dos deslocamentos ocorreu na Tailândia, segundo o Ministério da Defesa do país.

"Civis deixaram a região em grande número devido ao que avaliamos como uma ameaça iminente à sua segurança. Mais de 400.000 pessoas foram levadas para abrigos em sete províncias", declarou à imprensa o porta-voz do ministério tailandês, Surasant Kongsiri.

O Camboja, por sua vez, informou que mais de 100.000 pessoas foram deslocadas pelos confrontos fronteiriços.

"Um total de 20.015 famílias, equivalente a 101.229 pessoas, foram levadas para abrigos seguros e casas de parentes em cinco províncias até a noite de terça-feira", afirmou a porta-voz do Ministério da Defesa do Camboja, Maly Socheata.

A porta-voz anunciou na terça-feira que sete civis morreram e 20 ficaram feridos nos confrontos. O Exército tailandês anunciou em um comunicado a morte de quatro soldados.

Correspondentes da AFP na localidade cambojana de Samraong relataram disparos de artilharia na direção de alguns templos na disputada zona fronteiriça.

- Trump anuncia ligação -

A disputa entre os dois vizinhos envolve uma divergência centenária sobre as fronteiras de 800 quilômetros traçadas durante o domínio colonial francês na região. Tanto a Tailândia quanto o Camboja reivindicam a soberania sobre vários templos antigos na área limítrofe.

Os dois países travaram cinco dias de combates em julho, que deixaram 43 mortos e quase 300 mil deslocados, antes da entrada em vigor de uma trégua.

O cessar-fogo foi ratificado em um acordo no fim de outubro, impulsionado por Trump, mas foi suspenso pela Tailândia semanas depois, após a explosão de uma mina terrestre que feriu vários soldados

Trump anunciou na terça-feira, em um comício, que telefonaria para os líderes dos dois países para acabar com o conflito.

"Amanhã tenho que fazer uma ligação telefônica, e acho que eles vão entender", declarou o presidente americano em referência aos governantes do Camboja e da Tailândia.

"Quem mais poderia dizer: 'Vou fazer uma ligação e interromper uma guerra entre dois países muito poderosos'?", acrescentou Trump durante o comício no estado da Pensilvânia.

A União Europeia fez um apelo na segunda-feira por "máxima moderação" enquanto o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, instou as partes a "renovar seu compromisso com o cessar-fogo".

Poan Hay, uma cambojana de 55 anos, saiu às pressas de casa com sua família, incluindo três crianças pequenas, assim que ouviu os disparos.

"Esta é a quarta vez que tenho que fugir", disse ela à AFP em um pagode na província de Siem Reap. "Não sei quando poderei voltar. Tenho dormido muito pouco nos últimos cinco meses; estava preocupada com a nossa segurança".

Na província de Surin, na Tailândia, Sutida Pusa, que administra um pequeno mercado, hesitou antes de deixar seu vilarejo, localizado a cerca de 20 quilômetros da fronteira.

"Primeiro, eu queria ver a situação com meus próprios olhos, porque os combates não estão tão intensos quanto em julho", disse a mulher de 30 anos à AFP. "Nem sempre confiamos no que nos dizem".

L.Bartos--TPP