The Prague Post - Europa e Estados Unidos cerram fileiras com a Ucrânia frente à Rússia

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Europa e Estados Unidos cerram fileiras com a Ucrânia frente à Rússia
Europa e Estados Unidos cerram fileiras com a Ucrânia frente à Rússia / foto: Ludovic Marin - AFP

Europa e Estados Unidos cerram fileiras com a Ucrânia frente à Rússia

Os europeus mostraram, nesta terça-feira (6), uma frente unida em Paris, ao se comprometerem a dar garantias de segurança "robustas" para a Ucrânia, incluindo a mobilização de uma "força multinacional" apoiada pelos Estados Unidos depois que for alcançado um cessar-fogo - ainda hipotético - com a Rússia.

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A cúpula da chamada "Coalizão de Voluntários", aliados de Kiev, foi realizada apesar de não haver sinais concretos de uma trégua, quase quatro anos após o início do conflito mais mortal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Cerca de 30 de dirigentes assinaram uma declaração de intenções conjunta sobre "a mobilização de uma força multinacional após um cessar-fogo" na Ucrânia. Esse contingente, formado pelos países voluntários da coalizão, será liderado pelos europeus e contará com o "apoio" dos Estados Unidos, segundo a declaração final, publicada pela Presidência francesa.

Esta mobilização deverá aportar "uma forma de garantia no dia seguinte ao cessar-fogo", declarou o presidente francês, Emmanuel Macron, que destacou um "avanço considerável" sobre o tema.

A declaração "reconhece pela primeira vez" uma "convergência operacional" entre a coalizão, a Ucrânia e os Estados Unidos, com garantias de segurança "robustas".

O documento, assinado quase quatro anos após a Rússia iniciar sua invasão, em fevereiro de 2022, inclui "mecanismos de vigilância" do cessar-fogo sob a "liderança americana", segundo Macron.

Também estão previstos dispositivos "de solidariedade e de intervenção" caso ocorra outro ataque russo, embora por enquanto não esteja claro até que ponto os americanos se envolveriam nisso.

Os aliados "em grande medida acabaram" de acordar garantias de segurança "para que o povo da Ucrânia saiba que quando isto terminar, terminará para sempre", afirmou, por sua vez, o emissário americano, Steve Witkoff.

"É importante que a coalizão tenha hoje documentos substanciais, e não apenas palavras", declarou, por sua vez, o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, relativizando, no entanto, que restam algumas questões "em aberto", como as concessões territoriais exigidas por Moscou, um tema altamente sensível.

- A sombra da Groenlândia e da Venezuela -

Antes de viajar a Paris, o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, disse que o objetivo da reunião era "estreitar e alinhar as posições europeias e americanas" para conseguir que "os russos levem a sério a questão do cessar-fogo e da paz".

Os aspectos operacionais da "força multinacional" seguem difusos, sobretudo quando alguns países se mantêm prudentes sobre sua contribuição.

Assim como a Itália, que reiterou sua negativa de enviar soldados para a Ucrânia, ou a Alemanha, cujas tropas poderiam participar da força multinacional, mas unicamente em um país-membro da Otan vizinho da Ucrânia, segundo o chanceler Friedrich Merz.

Por outro lado, os ministros das Relações Exteriores do G7 deveriam manter uma teleconferência às 20h locais (16h de Brasília).

A operação americana na Venezuela e as declarações de Donald Trump defendendo a anexação pelos Estados Unidos da Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca, também estiveram na ordem do dia, embora os líderes europeus tenham evitado responder às perguntas dos jornalistas sobre o tema na presença dos emissários americanos.

Os Estados Unidos não fazem parte da "Coalizão de Voluntários", mas seu apoio a Kiev segue sendo vital, inclusive para convencer os demais aliados de se comprometer.

- "Compromissos" -

"Sem dúvida teremos que assumir compromissos" para alcançar a paz na Ucrânia, declarou Merz nesta terça-feira.

A perspectiva de um cessar-fogo segue sendo hipotética.

Nem as reuniões entre Volodimir Zelensky e Donald Trump, no fim de dezembro, nem os telefonemas do presidente americano com seu par russo, Vladimir Putin, permitiram avanços no tema das concessões territoriais exigidas por Moscou.

O Kremlin manifestou sua intenção de "endurecer" sua posição após acusar a Ucrânia de ter atacado com drones uma residência de Putin, o que Kiev nega ter feito.

O chefe de Estado russo repetiu nas últimas semanas que a Rússia vai alcançar seus objetivos na Ucrânia pela via da negociação ou pelas armas.

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M.Soucek--TPP