The Prague Post - Um mês sem Maduro no poder: o que mudou na Venezuela?

EUR -
AED 4.330938
AFN 77.832669
ALL 96.602299
AMD 448.308258
ANG 2.111018
AOA 1081.405926
ARS 1712.281766
AUD 1.683491
AWG 2.122717
AZN 2.011969
BAM 1.952352
BBD 2.385487
BDT 144.854178
BGN 1.98046
BHD 0.444593
BIF 3523.311312
BMD 1.179287
BND 1.505609
BOB 8.213494
BRL 6.173331
BSD 1.184408
BTN 108.30872
BWP 15.600156
BYN 3.391411
BYR 23114.031108
BZD 2.381993
CAD 1.612735
CDF 2541.363858
CHF 0.917604
CLF 0.025732
CLP 1016.049951
CNY 8.19192
CNH 8.177927
COP 4279.633617
CRC 588.120153
CUC 1.179287
CUP 31.251113
CVE 110.070608
CZK 24.316784
DJF 210.907524
DKK 7.469871
DOP 74.866187
DZD 153.292081
EGP 55.426182
ERN 17.68931
ETB 184.766832
FJD 2.595906
FKP 0.863817
GBP 0.863125
GEL 3.178225
GGP 0.863817
GHS 12.987064
GIP 0.863817
GMD 86.679113
GNF 10400.833668
GTQ 9.08795
GYD 247.792382
HKD 9.214933
HNL 31.289151
HRK 7.535878
HTG 155.34618
HUF 380.604318
IDR 19774.289471
ILS 3.641857
IMP 0.863817
INR 106.493127
IQD 1551.553277
IRR 49677.477759
ISK 145.005151
JEP 0.863817
JMD 186.104935
JOD 0.836112
JPY 183.85502
KES 152.423113
KGS 103.128449
KHR 4772.274622
KMF 492.941585
KPW 1061.343532
KRW 1709.471372
KWD 0.362501
KYD 0.986953
KZT 598.108773
LAK 25471.016518
LBP 105583.598595
LKR 366.770704
LRD 219.701992
LSL 18.962411
LTL 3.482129
LVL 0.713339
LYD 7.482785
MAD 10.800625
MDL 20.051588
MGA 5285.631848
MKD 61.645314
MMK 2476.644764
MNT 4208.203103
MOP 9.528032
MRU 47.067395
MUR 54.117259
MVR 18.220542
MWK 2055.212701
MXN 20.433806
MYR 4.637552
MZN 75.179503
NAD 18.962572
NGN 1643.820395
NIO 43.616812
NOK 11.426404
NPR 173.429011
NZD 1.954946
OMR 0.453443
PAB 1.184408
PEN 3.989155
PGK 5.079035
PHP 69.680557
PKR 331.782131
PLN 4.222208
PYG 7875.092072
QAR 4.329654
RON 5.095662
RSD 117.416885
RUB 90.476221
RWF 1732.876805
SAR 4.422659
SBD 9.502817
SCR 16.389742
SDG 709.342365
SEK 10.551968
SGD 1.498998
SHP 0.884771
SLE 28.863016
SLL 24729.064203
SOS 677.426358
SRD 44.842382
STD 24408.866168
STN 24.476076
SVC 10.363653
SYP 13042.416233
SZL 18.967656
THB 37.188904
TJS 11.062064
TMT 4.139298
TND 3.417065
TOP 2.839441
TRY 51.295343
TTD 8.018906
TWD 37.243063
TZS 3050.273424
UAH 51.045558
UGX 4230.52861
USD 1.179287
UYU 45.948851
UZS 14479.428382
VES 438.270999
VND 30663.828412
VUV 140.969154
WST 3.21511
XAF 655.310907
XAG 0.013545
XAU 0.000239
XCD 3.187083
XCG 2.134521
XDR 0.814972
XOF 654.800579
XPF 119.331742
YER 281.112568
ZAR 18.879387
ZMK 10615.001017
ZMW 23.242951
ZWL 379.73003
Um mês sem Maduro no poder: o que mudou na Venezuela?
Um mês sem Maduro no poder: o que mudou na Venezuela? / foto: Pedro MATTEY - AFP

Um mês sem Maduro no poder: o que mudou na Venezuela?

As primeiras bombas caíram na madrugada de 3 de janeiro, exatamente um mês atrás. O zumbido das hélices do helicóptero, o barulho e o clarão das explosões despertaram os venezuelanos, atônitos com o resultado da incursão lançada pelos Estados Unidos: Nicolás Maduro não era mais presidente.

Tamanho do texto:

Maduro foi capturado junto com sua esposa, Cilia Flores, e levado para Nova York para ser julgado por tráfico de drogas.

O país passou para as mãos de Delcy Rodríguez, a então vice-presidente que, sob pressão, lidera as mudanças exigidas pelo presidente americano, Donald Trump, ao mesmo tempo em que mantém viva a retórica chavista.

Aproximação de Washington, abertura do setor petroleiro, anistia geral: o panorama é diferente na Venezuela sem Maduro. O que mudou? O que permanece igual?

- "Estabilidade tutelada" -

Trump ordenou o bombardeio que resultou na captura de Maduro e na morte de quase 100 pessoas, entre civis e militares.

No entanto, evitou uma ruptura completa, ao contrário das ações anteriores dos Estados Unidos em países como o Iraque. Delcy Rodríguez mantém o chavismo no poder, embora sob a influência de Washington. É uma "estabilidade tutelada", avaliou Guillermo Tell Aveledo, professor de Estudos Políticos da Universidade Metropolitana.

Trump chamou Rodríguez de "formidável" e a convidou para a Casa Branca em data que ainda será definida. "Tudo está indo muito bem com a Venezuela", afirmou ele em 14 de janeiro, após o primeiro telefonema entre os dois.

Os dois países também avançam na retomada das relações, rompidas por Maduro em 2019, embora o secretário de Estado americano, Marco Rubio, tenha alertado Rodríguez que ela poderia sofrer o mesmo destino de Maduro se não se alinhar aos objetivos de Washington.

Na segunda-feira, Rodríguez recebeu a nova chefe da missão diplomática dos EUA, Laura Dogu, que enfatizou que a "transição" faz parte da agenda.

- Abertura petroleira -

A Venezuela aprovou uma reforma em sua lei do petróleo, determinada pelos Estados Unidos, segundo analistas.

A legislação revoga efetivamente a nacionalização de 1976 e, principalmente, o modelo estatista imposto por Hugo Chávez 30 anos depois. Empresas privadas poderão operar de forma independente, em vez de como acionistas minoritários em parcerias com a estatal PDVSA. O plano de Trump é atrair empresas petroleiras americanas, como a Chevron, para investir na Venezuela.

A nova lei também flexibiliza as taxas de royalties e simplifica o pagamento de impostos. Além disso, elimina a exclusividade da exploração e da exploração primária.

"É a única maneira de obter investimentos significativos", explicou o analista de petróleo Francisco Monaldi, professor nos Estados Unidos.

Segundo especialistas, a Venezuela precisa de aproximadamente 150 bilhões de dólares (788 bilhões de reais, na cotação atual) para revitalizar sua indústria, que foi duramente atingida por anos de corrupção e má gestão.

Trump assumiu o controle de algumas das vendas de petróleo da Venezuela no mercado, sem os descontos obrigatórios pelo embargo que ele impôs em 2019. Ele realizou uma venda inicial que gerou 500 milhões de dólares (2,62 bilhões de reais) para o país.

- Governo e propaganda -

Teoricamente, Rodríguez lidera o governo de Maduro de forma interina.

Ela substituiu ministros e oficiais de alta patente das Forças Armadas desde que assumiu o poder, embora Diosdado Cabello e Vladimir Padrino, os influentes ministros do Interior e da Defesa, permaneçam em seus cargos por enquanto.

"É uma fase de reajuste para um sistema que preferia não alterar sua hegemonia", declarou Aveledo.

A reaproximação com os Estados Unidos contrasta com a retórica historicamente "anti-imperialista" do chavismo, que permeia as Forças Armadas.

O partido do governo organiza marchas quase diariamente para condenar o "sequestro" de Maduro e a televisão estatal transmite uma música cativante que exige sua libertação.

Seu rosto e o de sua esposa foram exibidos em um show de luzes com drones no Forte Tiuna, o principal complexo militar do país, onde estavam hospedados na madrugada de 3 de janeiro, local que foi bombardeado durante a incursão americana.

Uma formação perfeita de drones também exibiu a transcrição de sua queixa no tribunal de Nova York, onde ele se declarou um "prisioneiro de guerra".

- Anistia e medo -

Rodríguez declarou anistia geral, que o Parlamento precisa aprovar esta semana. Seu alcance ainda não está claro.

"Liberdade, liberdade!", gritavam familiares de presos políticos do lado de fora das prisões quando receberam a notícia.

Ela também anunciou o fechamento do Helicoide, prisão denunciada há anos como um centro de torturas.

Presume-se que a anistia conceda liberdade aos presos políticos. Rodríguez já havia anunciado um processo de solturas, que, no entanto, avançava muito lentamente. Até segunda-feira, 687 pessoas permaneciam detidas por razões políticas, segundo a ONG Foro Penal.

"A anistia, em princípio, implica esquecimento, não perdão", explicou Alfredo Romero, diretor do Foro Penal, que rejeitará qualquer proposta que sirva como "manto de impunidade".

O medo imposto por Maduro diminuiu, mas não desapareceu. As pessoas ainda criticam o governo em sussurros.

Há uma "liberalização tática", observou Aveledo. "O sistema está recalibrando os custos da repressão".

M.Soucek--TPP