The Prague Post - ONU, UE e países árabes condenam medida israelense sobre registro de terras na Cisjordânia

EUR -
AED 4.267622
AFN 73.79462
ALL 95.927446
AMD 438.452408
ANG 2.079752
AOA 1065.597492
ARS 1650.190476
AUD 1.651808
AWG 2.091685
AZN 1.980093
BAM 1.965895
BBD 2.327993
BDT 142.13987
BGN 1.914642
BHD 0.439947
BIF 3430.210288
BMD 1.162047
BND 1.481086
BOB 8.031205
BRL 6.094984
BSD 1.155899
BTN 106.164179
BWP 15.686559
BYN 3.420147
BYR 22776.120479
BZD 2.324694
CAD 1.577189
CDF 2582.653931
CHF 0.903279
CLF 0.026822
CLP 1059.078442
CNY 8.014348
CNH 8.026264
COP 4397.662148
CRC 551.90858
CUC 1.162047
CUP 30.794245
CVE 110.830276
CZK 24.393462
DJF 205.828612
DKK 7.473361
DOP 68.816132
DZD 153.081906
EGP 58.453726
ERN 17.430704
ETB 181.400032
FJD 2.56871
FKP 0.867299
GBP 0.86762
GEL 3.166625
GGP 0.867299
GHS 12.521103
GIP 0.867299
GMD 85.414927
GNF 10135.484675
GTQ 8.916787
GYD 243.147021
HKD 9.089578
HNL 30.881444
HRK 7.536809
HTG 151.637407
HUF 392.551535
IDR 19684.959352
ILS 3.594514
IMP 0.867299
INR 106.831049
IQD 1522.862545
IRR 1534715.424716
ISK 145.198216
JEP 0.867299
JMD 181.017217
JOD 0.823937
JPY 183.373921
KES 150.078812
KGS 101.621453
KHR 4638.391251
KMF 492.708319
KPW 1045.895033
KRW 1725.977179
KWD 0.357334
KYD 0.968527
KZT 574.226107
LAK 24896.856592
LBP 104061.30596
LKR 361.550067
LRD 210.946837
LSL 19.255561
LTL 3.431223
LVL 0.702911
LYD 7.365445
MAD 10.802434
MDL 20.100261
MGA 4863.166944
MKD 61.61363
MMK 2440.642129
MNT 4146.589553
MOP 9.360623
MRU 46.633385
MUR 55.110122
MVR 17.965686
MWK 2018.475976
MXN 20.682157
MYR 4.585482
MZN 74.259135
NAD 19.255556
NGN 1612.921584
NIO 42.682422
NOK 11.136017
NPR 169.863086
NZD 1.978121
OMR 0.448255
PAB 1.162263
PEN 4.045671
PGK 4.978273
PHP 68.613108
PKR 324.705017
PLN 4.272324
PYG 7562.377114
QAR 4.231304
RON 5.092675
RSD 116.987961
RUB 92.107154
RWF 1685.915268
SAR 4.361452
SBD 9.34888
SCR 16.078124
SDG 698.97552
SEK 10.670501
SGD 1.481266
SHP 0.871836
SLE 28.499246
SLL 24367.54304
SOS 659.371308
SRD 43.758626
STD 24052.025975
STN 24.491506
SVC 10.169218
SYP 128.75613
SZL 19.339292
THB 36.924086
TJS 11.17435
TMT 4.078785
TND 3.382142
TOP 2.797931
TRY 51.214319
TTD 7.87486
TWD 36.973201
TZS 2983.265304
UAH 50.508082
UGX 4289.02359
USD 1.162047
UYU 45.724791
UZS 14188.593809
VES 494.034976
VND 30468.871375
VUV 138.23193
WST 3.184608
XAF 655.729571
XAG 0.013775
XAU 0.000225
XCD 3.14049
XCG 2.094647
XDR 0.815517
XOF 655.729571
XPF 119.331742
YER 277.152371
ZAR 19.226219
ZMK 10459.82129
ZMW 22.348249
ZWL 374.178648
ONU, UE e países árabes condenam medida israelense sobre registro de terras na Cisjordânia
ONU, UE e países árabes condenam medida israelense sobre registro de terras na Cisjordânia / foto: Jaafar Ashtiyeh - AFP

ONU, UE e países árabes condenam medida israelense sobre registro de terras na Cisjordânia

A ONU, a UE e vários países árabes denunciaram nesta segunda-feira (16) a mudança israelense no registro de terras na Cisjordânia ocupada, que poderão ser classificadas como "propriedade do Estado", uma reforma que seus críticos afirmam estar orientada a acelerar a anexação deste território palestino.

Tamanho do texto:

Uma semana depois de aprovar um texto que facilita a compra de terras por colonos, o gabinete de segurança israelense autorizou no domingo o início de um processo de registro de terras, pela primeira vez desde a ocupação de 1967.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu a Israel "revogar imediatamente" esta reforma.

"Tais medidas, incluída a presença continuada de Israel no território palestino ocupado, não apenas são desestabilizadoras, como também, conforme lembrou a Corte Internacional de Justiça, são ilegais", afirmou o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, que acrescentou que esta dinâmica "sobre o território corrói a perspectiva de uma solução de dois Estados".

O Ministério das Relações Exteriores da Autoridade Palestina afirmou no X que "condena energicamente" a decisão e que "rejeita qualquer tentativa de designar terras da Cisjordânia como 'território público' sob controle da força de ocupação".

A Chancelaria da Autoridade Palestina - que administra de forma limitada este território ocupado - considerou que as novas medidas são "legalmente inválidas" e que equivalem ao "início de fato de um processo de anexação".

O Egito "condena nos termos mais enérgicos" estes anúncios, que representam "uma escalada perigosa destinada a consolidar o controle israelense" na Cisjordânia e uma violação dos acordos internacionais, indicou o governo no X.

O rei Abdullah II da Jordânia criticou nesta segunda-feira as medidas, que qualificou de "ilegais", e afirmou que buscam impor uma soberania em território palestino para minar os esforços de restaurar a paz e que, além disso, agravam o conflito.

Da mesma forma, a diplomacia do Catar denunciou no X as medidas que equivalem a "uma ampliação dos projetos [de Israel] para privar o povo palestino de seus direitos".

- Uma "mega-apropriação de terras" -

A União Europeia pediu a Israel que revogue sua aprovação do processo, advertindo que se trata de "uma nova escalada" de medidas destinadas a ampliar o controle israelense na Cisjordânia ocupada.

"Reiteramos que a anexação é ilegal segundo o direito internacional", acrescentou o porta-voz das Relações Exteriores da UE, Anouar El Anouni.

A organização israelense Paz Agora, que monitora a evolução dos assentamentos, qualificou a medida como uma "mega-apropriação de terras".

A ONG explicou que esta mudança pode prejudicar muitos palestinos que vivem em terrenos com títulos de propriedade que não estão claramente estabelecidos e que podem passar a ficar registrados em nome do Estado de Israel.

Há uma semana, Israel provocou indignação ao aprovar uma série de medidas que facilitam a compra de terras por colonos israelenses, incluindo a revogação de uma lei que os proibia de comprar diretamente terras na Cisjordânia.

As medidas também permitem às autoridades israelenses administrar alguns locais religiosos, mesmo quando estão em áreas sob controle da Autoridade Palestina.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel defendeu no X a legalidade das medidas aprovadas no domingo e assegurou que buscam "colocar ordem nos procedimentos de registro de propriedade" e "resolver os litígios jurídicos".

B.Barton--TPP