The Prague Post - Museus, concertos, balé... moscovitas se refugiam na cultura

EUR -
AED 4.250678
AFN 72.918041
ALL 96.067465
AMD 436.932685
ANG 2.071904
AOA 1061.367148
ARS 1614.573682
AUD 1.634575
AWG 2.086276
AZN 1.972142
BAM 1.972698
BBD 2.332168
BDT 142.080747
BGN 1.978413
BHD 0.436949
BIF 3437.580732
BMD 1.157435
BND 1.485596
BOB 8.001925
BRL 6.042616
BSD 1.157939
BTN 107.880297
BWP 15.801103
BYN 3.580572
BYR 22685.717965
BZD 2.32886
CAD 1.590258
CDF 2633.163673
CHF 0.913169
CLF 0.026762
CLP 1056.726175
CNY 7.98682
CNH 7.967438
COP 4274.220751
CRC 541.77124
CUC 1.157435
CUP 30.672017
CVE 112.32935
CZK 24.46157
DJF 205.69948
DKK 7.470818
DOP 68.086114
DZD 153.068157
EGP 60.468898
ERN 17.361519
ETB 181.942975
FJD 2.556252
FKP 0.868855
GBP 0.862243
GEL 3.142482
GGP 0.868855
GHS 12.612219
GIP 0.868855
GMD 85.650189
GNF 10159.345308
GTQ 8.857761
GYD 242.257739
HKD 9.066706
HNL 30.752706
HRK 7.534086
HTG 151.887632
HUF 390.323942
IDR 19551.674454
ILS 3.619692
IMP 0.868855
INR 107.73737
IQD 1516.239313
IRR 1522171.1655
ISK 143.799756
JEP 0.868855
JMD 181.912765
JOD 0.820653
JPY 182.822601
KES 150.005481
KGS 101.215228
KHR 4641.312752
KMF 495.381662
KPW 1041.677217
KRW 1723.362105
KWD 0.354453
KYD 0.965012
KZT 556.866583
LAK 24855.907577
LBP 103648.268002
LKR 360.942102
LRD 212.274287
LSL 19.479641
LTL 3.417604
LVL 0.70012
LYD 7.384117
MAD 10.832141
MDL 20.292792
MGA 4820.714971
MKD 61.634594
MMK 2430.311069
MNT 4150.377902
MOP 9.342916
MRU 46.424425
MUR 53.832532
MVR 17.88262
MWK 2010.463866
MXN 20.538231
MYR 4.559163
MZN 73.961088
NAD 19.479093
NGN 1570.409946
NIO 42.500812
NOK 10.997709
NPR 172.603009
NZD 1.971059
OMR 0.445035
PAB 1.157979
PEN 3.99836
PGK 4.979257
PHP 69.211938
PKR 323.097975
PLN 4.267571
PYG 7524.225019
QAR 4.218386
RON 5.093054
RSD 117.434432
RUB 99.715141
RWF 1688.697067
SAR 4.345484
SBD 9.315708
SCR 16.728436
SDG 695.617571
SEK 10.760999
SGD 1.479253
SHP 0.868376
SLE 28.53087
SLL 24270.837165
SOS 661.476645
SRD 43.40615
STD 23956.559163
STN 24.884844
SVC 10.132098
SYP 127.929815
SZL 19.479951
THB 37.605283
TJS 11.087547
TMT 4.051021
TND 3.369582
TOP 2.786824
TRY 51.283377
TTD 7.848604
TWD 36.825979
TZS 3006.437007
UAH 50.920909
UGX 4376.679727
USD 1.157435
UYU 46.903191
UZS 14114.91435
VES 526.268876
VND 30428.955372
VUV 138.207434
WST 3.162366
XAF 661.659074
XAG 0.015864
XAU 0.000249
XCD 3.128025
XCG 2.086894
XDR 0.822888
XOF 661.473924
XPF 119.331742
YER 276.106212
ZAR 19.366681
ZMK 10418.297556
ZMW 22.667344
ZWL 372.693466
Museus, concertos, balé... moscovitas se refugiam na cultura
Museus, concertos, balé... moscovitas se refugiam na cultura / foto: HECTOR RETAMAL - AFP

Museus, concertos, balé... moscovitas se refugiam na cultura

Na Praça Teatralnaya, onde o Teatro Bolshoi de Moscou brilha à noite, Valentina Ivakina confessa com cautela seu desejo de "fugir dos problemas atuais" na Rússia, mergulhada há quatro anos em um conflito mortal na Ucrânia.

Tamanho do texto:

Salas de concerto lotadas, a Galeria Tretyakov cheia em plena semana, ingressos esgotados na internet para a exposição do pintor Marc Chagall no Museu Pushkin...

Moscou, que juntamente com São Petersburgo concentra a vida cultural russa e cuja programação não diminuiu desde 2022, viu o movimento em seus museus disparar 30% em 2025 em relação ao ano anterior, segundo a vice-prefeita Natalia Sergounina.

Valentina Ivakina frequenta os espetáculos.Em uma noite de nevasca, a especialista em marketing de 45 anos assiste a uma ópera de Prokofiev no histórico palco do Bolshoi, depois de ter visto, na véspera, um balé baseado em Tchekhov.

Na semana anterior, esteve em outro teatro. "É uma espécie de tentativa de fuga da realidade", afirma a mulher na Praça Teatralnaya, ao mencionar "menos possibilidades de viajar e sair do país".

Em 24 de fevereiro de 2022, o presidente Vladimir Putin lançou uma ofensiva em larga escala contra a Ucrânia que deixou centenas de milhares de mortos, o conflito mais mortal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

As relações com o Ocidente foram rompidas, as redes sociais com sede no exterior foram reprimidas, a imprensa independente está no exílio e os vistos são difíceis de obter. Ao mesmo tempo, o poder exalta valores "patrióticos".

Em público, referências aos quatro anos anteriores são feitas de forma velada, geralmente condensadas em uma única palavra: "o contexto".

- "Conspiração silenciosa" -

"Parecia que restavam poucas coisas às quais se agarrar", resume, ao lado da esposa, o fotógrafo Viktor Chelin na saída do Pushkin, em Moscou, onde alguns sortudos conseguiram ingresso para uma exposição de Chagall.

Os museus "são uma espécie de conspiração silenciosa, quando você caminha e compreende que está ligado aos outros pela admiração de uma certa beleza".

Consultada pela AFP, a direção do Pushkin não respondeu aos pedidos de comentário sobre o sucesso da exposição temporária do pintor, nascido e formado no Império Czarista, mas que emigrou para a França poucos anos após a Revolução de 1917.

Os espetáculos e exposições oferecidos pelas grandes instituições de Moscou pertencem todos ao repertório clássico. Grandes artistas russos críticos às autoridades são obrigados ao exílio ou ao silêncio.

O sociólogo Denis Volkov descreve à AFP um "desejo de reduzir o fluxo de más notícias, de filtrá-las" ou de não falar delas, "porque existe o risco de se deparar com uma opinião contrária".

A postura predominante, segundo Volkov, diretor do centro independente de pesquisas Levada, declarado "agente estrangeiro" na Rússia, consiste em "não acompanhar atentamente (as notícias), não discutir para preservar a própria saúde psíquica e as relações com os outros". "Talvez daí venha um interesse renovado pela cultura", observou.

Para Viktor Chelin, de 30 anos, aconteceu "algo enorme" na Rússia, algo que "assusta". "Algo diante do qual fechamos os olhos, mas tentando viver e manter uma certa normalidade", assegurou.

Evoca “a impressão, como se diz, do “Banquete durante a Peste”, em referência ao título de uma tragédia de Pushkin escrita durante esta epidemia na Rússia, em 1831.

Viktor e a esposa viveram dois anos na Geórgia após o início da ofensiva, antes de voltar para São Petersburgo, onde frequentam assiduamente o Museu Hermitage: "Nem vamos ver obras específicas, e sim mergulhar lá, como se fôssemos nos unir a algo familiar".

Irina, ex-professora de piano que revelou apenas o primeiro nome, rejeita a ideia de válvula de escape. Aos 79 anos, com roupas e maquiagem coloridas, garante que sabe muito bem "tudo o que acontece no mundo e onde está o branco e o preto".

"Vivemos com isso. Sim, vivemos com isso", repete, acrescentando: "Muitas vezes, vamos às exposições que nos nutrem e nos deixam de bom humor. E Chagall é tão colorido que dá vontade de viver".

Z.Pavlik--TPP