The Prague Post - Ambientalista premiada prevê 'início do fim' dos combustíveis fósseis na Colômbia

EUR -
AED 4.306155
AFN 75.042013
ALL 95.503749
AMD 434.754686
ANG 2.098711
AOA 1076.391259
ARS 1633.24963
AUD 1.628528
AWG 2.110572
AZN 1.994428
BAM 1.957787
BBD 2.362129
BDT 143.900142
BGN 1.955916
BHD 0.44281
BIF 3489.478703
BMD 1.17254
BND 1.496039
BOB 8.103811
BRL 5.808641
BSD 1.172805
BTN 111.252708
BWP 15.93833
BYN 3.309527
BYR 22981.781782
BZD 2.358715
CAD 1.592954
CDF 2720.292089
CHF 0.916051
CLF 0.026783
CLP 1054.113217
CNY 8.006395
CNH 8.009626
COP 4288.447382
CRC 533.195652
CUC 1.17254
CUP 31.072307
CVE 110.747092
CZK 24.365532
DJF 208.384054
DKK 7.468375
DOP 69.761033
DZD 155.366159
EGP 62.89473
ERN 17.588098
ETB 184.088968
FJD 2.570321
FKP 0.863715
GBP 0.862003
GEL 3.142366
GGP 0.863715
GHS 13.150693
GIP 0.863715
GMD 85.595094
GNF 10289.036793
GTQ 8.959971
GYD 245.356773
HKD 9.184384
HNL 31.212658
HRK 7.537044
HTG 153.631627
HUF 364.824037
IDR 20325.216788
ILS 3.451758
IMP 0.863715
INR 111.286347
IQD 1536.027252
IRR 1540717.411483
ISK 143.847284
JEP 0.863715
JMD 183.766485
JOD 0.831335
JPY 183.590446
KES 151.43396
KGS 102.504022
KHR 4704.810187
KMF 492.466903
KPW 1055.285869
KRW 1728.00758
KWD 0.36031
KYD 0.977363
KZT 543.223804
LAK 25772.426433
LBP 105000.946469
LKR 374.827135
LRD 215.600817
LSL 19.534944
LTL 3.462205
LVL 0.709257
LYD 7.445535
MAD 10.84746
MDL 20.206971
MGA 4866.040121
MKD 61.633956
MMK 2461.73592
MNT 4195.172462
MOP 9.463389
MRU 46.866318
MUR 55.144752
MVR 18.121573
MWK 2041.973347
MXN 20.470229
MYR 4.655255
MZN 74.934025
NAD 19.534297
NGN 1613.391652
NIO 43.044434
NOK 10.870379
NPR 177.995773
NZD 1.986851
OMR 0.451129
PAB 1.172775
PEN 4.112686
PGK 5.087357
PHP 71.84734
PKR 326.874774
PLN 4.25386
PYG 7213.027176
QAR 4.272145
RON 5.203851
RSD 117.378966
RUB 87.908347
RWF 1713.667045
SAR 4.397001
SBD 9.429695
SCR 16.118112
SDG 704.106632
SEK 10.846464
SGD 1.493933
SHP 0.875419
SLE 28.813145
SLL 24587.570662
SOS 669.520533
SRD 43.921037
STD 24269.208309
STN 24.869571
SVC 10.262421
SYP 129.594949
SZL 19.534782
THB 38.122751
TJS 11.000561
TMT 4.109752
TND 3.378967
TOP 2.823195
TRY 52.931382
TTD 7.960825
TWD 37.086845
TZS 3054.466613
UAH 51.532349
UGX 4409.907663
USD 1.17254
UYU 46.772051
UZS 14011.851495
VES 573.304883
VND 30903.461258
VUV 137.950946
WST 3.183667
XAF 656.67099
XAG 0.01556
XAU 0.000254
XCD 3.168847
XCG 2.113679
XDR 0.815654
XOF 656.622607
XPF 119.331742
YER 279.763574
ZAR 19.594668
ZMK 10554.258273
ZMW 21.901814
ZWL 377.557365
Ambientalista premiada prevê 'início do fim' dos combustíveis fósseis na Colômbia
Ambientalista premiada prevê 'início do fim' dos combustíveis fósseis na Colômbia / foto: Pablo LOPEZ, Gabriela VAZ - AFP

Ambientalista premiada prevê 'início do fim' dos combustíveis fósseis na Colômbia

Yuvelis Morales conseguiu barrar projetos petrolíferos às margens do principal rio da Colômbia sob o lema "Não ao fracking". A ativista, vencedora nesta segunda-feira (20) do prêmio ambiental Goldman, prevê, em entrevista à AFP, "o início do fim" dos combustíveis fósseis no país.

Tamanho do texto:

Descendente de pescadores, de 25 anos, ela enfrentou a exploração de recursos em sua cidade natal, Puerto Wilches, uma localidade próxima à maior refinaria da Colômbia e banhada pelo rio Magdalena.

Com protestos, trabalho de conscientização, pressão nas redes sociais e apoio a ações judiciais, liderou uma causa que levou à suspensão de projetos-piloto de fracking da petroleira estatal colombiana Ecopetrol e da americana ExxonMobil, acusados de colocar a água em risco.

Após receber ameaças por seu trabalho no país mais perigoso do mundo para ambientalistas, a ativista negra teve que se exilar na França por alguns meses em 2022.

Em uma videochamada com a AFP, ela afirma sentir-se "orgulhosa" por receber o Goldman, considerado o Nobel dos ambientalistas.

Seu reconhecimento ocorre na mesma semana em que a Colômbia sediará, a partir de sexta-feira (24), em Santa Marta, no Caribe, uma cúpula mundial sobre o fim dos combustíveis fósseis.

A distinção e esses eventos representam "o início do fim da era e da expansão dos combustíveis fósseis" no país, acredita Morales, da Califórnia, onde foi homenageada junto com outros cinco líderes.

Na Colômbia, quase 150 defensores do meio ambiente foram assassinados em 2024, mais do que em qualquer outro país, segundo o último relatório da ONG Global Witness.

O medo "sempre vai estar presente porque é a angústia que supõe defender o território", diz Morales, que classifica como "inegociável" sua oposição a qualquer projeto que ameace a "integridade" de seu amado Magdalena, o maior rio do país, com cerca de 1.540 km.

"A gente decide o que fazer com esse medo (...) se ele nos imobiliza, se nos paralisa" ou se "em vez disso denunciamos e tomamos tudo (...) para gritar ao mundo o que está acontecendo", afirma.

- Ameaças -

Questionado por seu alto consumo de água, o fracking consiste em extrair gás e petróleo de formações rochosas subterrâneas. Ambientalistas também rejeitam o uso de produtos químicos poluentes e o risco de microssismos que ele provoca.

"Destrói a harmonia comunitária, acaba com a vocação agrícola e desloca não apenas os seres humanos, mas também a fauna e a flora", sustenta Morales.

Desde os 18 anos, ela conscientizou a população local sobre os riscos dessa prática e organizou manifestações em uma região historicamente marcada pela violência de guerrilheiros e paramilitares, dirigida também, às vezes, contra ativistas e sindicalistas.

O fracking "agravou inclusive a violência contra líderes sociais e ambientais", insiste Morales.

A ativista chegou a abandonar seus estudos de engenharia ambiental para se concentrar na defesa de seu território. A rejeição impulsionada por Morales e seus companheiros, somada à visibilidade na mídia que conseguiram, elevou o custo para as empresas e contribuiu para que os projetos fossem suspensos ou colocados em pausa.

Em 2022, homens armados apareceram em sua casa para lhe fazer uma advertência, o que a levou a pedir asilo na França. Na entrevista, ela prefere não se aprofundar sobre seu exílio.

- 'Escudo' -

No mesmo ano do desterro, ela viu a Colômbia dar seus primeiros passos rumo a uma transição energética.

Recém-chegado ao poder, o presidente Gustavo Petro suspendeu os contratos de fracking.

O primeiro presidente de esquerda do país enviou ao Congresso várias propostas para proibir essa prática, mas não teve apoio.

Sua promessa de reforma energética também avança lentamente, em parte devido à dificuldade de encontrar alternativas de financiamento para as altas receitas representadas pelos hidrocarbonetos.

"Petro não pode deixar seu mandato", em agosto deste ano, "sem conseguir a proibição do fracking", clama Morales.

O último Prêmio Goldman da Colômbia havia sido o de Francia Márquez, a atual vice-presidente de Petro, em 2018.

Na Colômbia, as populações costumam entrar em choque com grandes empresas que buscam explorar petróleo e minerais como carvão e ouro em ecossistemas frágeis.

Morales compara o trabalho dos ambientalistas a um "escudo".

"Vou continuar gritando ao mundo" que "é preciso viver em nossos territórios e jamais entregá-los", afirma.

X.Vanek--TPP