The Prague Post - Com nova vitória na Colômbia, a direita avança na América Latina

EUR -
AED 4.21632
AFN 74.625092
ALL 91.794675
AMD 416.730427
ANG 2.05548
AOA 1053.936452
ARS 1733.592369
AUD 1.611237
AWG 2.069412
AZN 1.948872
BAM 1.955943
BBD 2.312059
BDT 140.970293
BGN 1.932723
BHD 0.43273
BIF 3453.537111
BMD 1.148079
BND 1.464701
BOB 11.679853
BRL 5.884825
BSD 1.147879
BTN 110.067036
BWP 15.567069
BYN 3.48964
BYR 22502.344954
BZD 2.308759
CAD 1.606478
CDF 2653.209972
CHF 0.946459
CLF 0.027925
CLP 1102.638071
CNY 7.700796
CNH 7.689401
COP 3638.181428
CRC 513.535258
CUC 1.148079
CUP 30.424089
CVE 110.273051
CZK 24.313549
DJF 204.414035
DKK 7.475491
DOP 67.994668
DZD 153.541861
EGP 59.84613
ERN 17.221182
ETB 184.811984
FJD 2.54403
FKP 0.86026
GBP 0.858935
GEL 2.991608
GGP 0.86026
GHS 13.212965
GIP 0.86026
GMD 84.380007
GNF 10074.391567
GTQ 8.758639
GYD 240.127532
HKD 9.006615
HNL 30.906436
HRK 7.535075
HTG 150.030301
HUF 362.415194
IDR 20381.843366
ILS 3.475219
IMP 0.86026
INR 109.952539
IQD 1504.557299
IRR 1578149.152123
ISK 139.400002
JEP 0.86026
JMD 181.152437
JOD 0.813983
JPY 180.466374
KES 148.783692
KGS 100.399849
KHR 4653.163661
KMF 491.377856
KPW 1033.271307
KRW 1586.473283
KWD 0.354285
KYD 0.956666
KZT 511.345108
LAK 25688.263477
LBP 102810.459198
LKR 380.73614
LRD 200.327067
LSL 18.645201
LTL 3.389978
LVL 0.694461
LYD 7.284511
MAD 10.934298
MDL 20.152384
MGA 5040.065624
MKD 61.529492
MMK 2410.612703
MNT 4132.350842
MOP 9.276337
MRU 45.98043
MUR 54.613554
MVR 17.737553
MWK 1994.213189
MXN 19.686968
MYR 4.685295
MZN 73.373548
NAD 18.644322
NGN 1529.344249
NIO 42.100432
NOK 10.810936
NPR 176.106091
NZD 2.004936
OMR 0.441437
PAB 1.147884
PEN 3.87419
PGK 5.103204
PHP 71.972976
PKR 318.218735
PLN 4.3553
PYG 6790.466216
QAR 4.184704
RON 5.261876
RSD 117.377288
RUB 97.012233
RWF 1688.82395
SAR 4.263271
SBD 9.185218
SCR 16.975648
SDG 690.562577
SEK 11.257832
SGD 1.464912
SHP 0.858216
SLE 28.300048
SLL 24074.629583
SOS 655.553098
SRD 43.335958
STD 23762.913699
STN 24.798503
SVC 10.04469
SYP 14927.321164
SZL 18.730882
THB 38.211478
TJS 10.589673
TMT 4.029757
TND 3.343777
TOP 2.764298
TRY 56.008682
TTD 7.793535
TWD 36.512925
TZS 3044.254927
UAH 51.296922
UGX 4511.329384
USD 1.148079
UYU 46.15337
UZS 13576.032207
VES 972.979702
VND 29855.789823
VUV 135.807955
WST 3.162753
XAF 655.957
XAG 0.017222
XAU 0.000262
XCD 3.10274
XCG 2.068842
XDR 0.811751
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 271.577642
ZAR 18.641413
ZMK 10334.088925
ZMW 22.528547
ZWL 369.680913
SSP 6502.744393
MXV 2.231952
Com nova vitória na Colômbia, a direita avança na América Latina

Com nova vitória na Colômbia, a direita avança na América Latina

A nova onda de líderes populistas de direita segue varrendo a América Latina e obteve mais uma vitória com a eleição de Abelardo de la Espriella para a Presidência da Colômbia. Mas a que se deve esta tendência? Será duradoura?

Tamanho do texto:

Com as grandes exceções do Brasil e do México, é difícil encontrar um palácio presidencial na região que não seja ocupado por um direitista carismático com discurso de linha-dura.

A direita venceu eleições da Argentina a Honduras. Mas especialistas veem poucas provas de uma mudança ideológica estrutural; percebem, ao contrário, um terreno favorável para os 'outsiders', candidatos alheios ao sistema político tradicional.

O que une os vencedores, segundo a especialista em extrema direita Lisa Zanotti, é sua capacidade de canalizar o ressentimento, construir uma forte marca pessoal e forjar alianças.

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, que prendeu quase 2% da população do país, pode ter servido como modelo.

Oferecendo soluções aparentemente simples contra o crime, a estagnação econômica e uma elite política desacreditada, ele desfruta de uma popularidade astronômica em seu país e costuma liderar as pesquisas na região.

Seu modelo foi amplamente replicado, inclusive por De la Espriella. Também sempre impecavelmente penteado, o presidente eleito colombiano tem sido apelidado, em tom de brincadeira, de o "Bukele de Temu" por alguns comentaristas de seu país.

Segundo Zanotti, pesquisadora do Instituto de Democracia da Central European University, em Budapeste, os sistemas presidenciais da América Latina podem facilitar esta tendência.

"As eleições presidenciais permitem aos empreendedores políticos abandonar partidos frágeis ou desacreditados e estabelecer uma relação direta com os eleitores", disse.

- A receita vencedora -

"Na década dos 2000, vimos governos da 'maré rosa' na América Latina", com várias vitórias da esquerda, disse Anthony Pereira, da Universidade de Tulane, nos Estados Unidos. Para ele, o populismo latino-americano é uma tradição em transformação.

A esquerda venceu mediante programas de subsídios, aumentos salariais, formalização do emprego e ampliação do acesso ao crédito e à educação. Isto ocorreu durante um 'boom' das matérias-primas de exportação.

"O número de pessoas que viviam na pobreza diminuiu", disse Pereira.

Depois, com o colapso dos preços das matérias-primas, "o otimismo da década de 2010 virou decepção".

Paralelamente, "o crime organizado se fortaleceu e chegou a controlar bairros inteiros, até prisões. Os eleitores começaram a responder com mais entusiasmo aos políticos que afirmavam ser antissistema".

De la Espriella não só apelou aos eleitores anti-esquerda, mas também a uma classe média em ascensão frustrada com a insegurança, um tema central em todas as eleições recentes na América Latina.

Enquanto a esquerda tem dificuldades para formular uma resposta, a direita promete soluções rápidas, como bombardeios ou megapresídios.

- Onda de violência -

No mundo ainda se costuma associar o crime organizado a cartéis de cocaína impiedosos e chefões temerários como Pablo Escobar.

Mas em realidades como as do Equador e do Brasil, embora violentos, estes grupos se tornaram conglomerados bilionários.

Em vez de se limitarem a enviar cocaína aos Estados Unidos, estas organizações agora se inserem na vida cotidiana dos latino-americanos: extorquem os motoristas de ônibus no Peru ou se apoderam de minas de ouro nas florestas venezuelanas.

"É extorsão demais. Os negócios estão fechando. As pessoas não conseguem vender", diz Sandra Gutiérrez, uma eleitora de 60 anos da cidade portuária de Barranquilla, na Colômbia, reduto político de De la Espriella.

Segundo a última pesquisa Latinobarómetro, 75% dos latino-americanos entrevistados em uma dúzia de países disseram que a criminalidade tinha aumentado no último ano.

E um terço disse que eles ou seus familiares foram diretamente afetados pelo crime nesse período.

- O tio Sam -

Os governos de direita em Estados Unidos, Rússia, Israel e Europa também têm se esforçado para exportar seu modelo ou buscar líderes na América Latina que compartilham sua visão.

O presidente americano, Donald Trump, buscou abertamente fazer a balança se inclinar para a direita em várias eleições na região.

Ele ameaçou a Colômbia com a retirada de bilhões de dólares em ajuda militar em caso de vitória do senador Iván Cepeda, aliado do presidente de esquerda Gustavo Petro, a quem Trump considera um "marxista radical".

O resultado: os índices de aprovação de Petro aumentaram. Nas eleições de domingo, seu candidato obteve 1,5 milhão de votos a mais que os que ele mesmo conseguiu há quatro anos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também cresceu nas pesquisas quando Trump ameaçou o Brasil com o 'tarifaço' e tentou apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato às eleições presidenciais de outubro.

- Do discurso ao exercício do poder -

Já no poder, alguns líderes veem as dificuldades de atender às expectativas.

O boliviano Rodrigo Paz enfrentou protestos que provocaram uma escassez generalizada. O equatoriano Daniel Noboa inicialmente reduziu a taxa de homicídios, mas desde então esta voltou a alcançar máximos históricos.

No Chile, a popularidade de José Antonio Kast despencou em seus primeiros 100 dias no cargo.

Analistas colombianos se perguntam se De la Espriella terá um destino similar.

Ele fez "campanha preto no branco, aprofundando as diferenças, enquanto se governa na escala de cinzas", disse o pesquisador Juan Álvarez, do Instituto Caro y Cuervo.

"Ainda não sabemos" como será seu governo na realidade, acrescentou.

R.Krejci--TPP