The Prague Post - Ebola: as questões levantadas por uma epidemia singular

EUR -
AED 4.206719
AFN 75.027215
ALL 93.593389
AMD 416.279822
AOA 1051.536512
ARS 1712.98873
AUD 1.64473
AWG 2.063268
AZN 1.948839
BAM 1.955244
BBD 2.292448
BDT 140.510049
BHD 0.429278
BIF 3400.433154
BMD 1.145464
BND 1.470882
BOB 12.947319
BRL 5.864322
BSD 1.138176
BTN 108.809587
BWP 15.658548
BYN 3.321756
BYR 22451.100474
BZD 2.289149
CAD 1.610173
CDF 2617.386022
CHF 0.934435
CLF 0.027224
CLP 1071.479088
CNY 7.750558
CNH 7.738866
COP 3667.696538
CRC 517.95273
CUC 1.145464
CUP 30.354804
CVE 110.233657
CZK 24.166778
DJF 202.692368
DKK 7.474504
DOP 66.031225
DZD 152.434963
EGP 58.556597
ERN 17.181965
ETB 183.713765
FJD 2.552321
FKP 0.860717
GBP 0.857157
GEL 3.000906
GGP 0.860717
GHS 13.311215
GIP 0.860717
GMD 84.763865
GNF 9992.158928
GTQ 8.684493
GYD 238.092303
HKD 8.985967
HNL 30.495329
HRK 7.536579
HTG 148.817687
HUF 361.76455
IDR 20720.303902
ILS 3.536335
IMP 0.860717
INR 109.586743
IQD 1491.076042
IRR 1575299.792092
ISK 142.610187
JEP 0.860717
JMD 179.908846
JOD 0.812188
JPY 187.356747
KES 148.220052
KGS 100.171106
KHR 4601.6916
KMF 492.549857
KRW 1646.628259
KWD 0.355483
KYD 0.94853
KZT 543.055593
LAK 25809.661534
LBP 101927.019072
LKR 382.381277
LRD 206.020523
LSL 19.085673
LTL 3.382258
LVL 0.69288
LYD 7.297925
MAD 10.678964
MDL 20.140274
MGA 4919.601209
MKD 61.507512
MMK 2404.746118
MNT 4120.044241
MOP 9.194986
MRU 45.506061
MUR 54.077206
MVR 17.708883
MWK 1973.638835
MXN 19.953484
MYR 4.689076
MZN 73.206646
NAD 19.085673
NGN 1557.022565
NIO 41.88809
NOK 10.9673
NPR 174.096499
NZD 1.966888
OMR 0.440417
PAB 1.138176
PEN 3.864201
PGK 5.094529
PHP 70.471265
PKR 316.11042
PLN 4.304294
PYG 6836.056303
QAR 4.14992
RON 5.243592
RSD 117.404254
RUB 91.413218
RWF 1675.423626
SAR 4.333138
SBD 9.245673
SCR 15.502088
SDG 687.84641
SEK 11.04416
SGD 1.47821
SLE 27.634341
SOS 650.515039
SRD 43.237846
STD 23708.798532
STN 24.493036
SVC 9.959168
SZL 19.080575
THB 38.518561
TJS 10.505667
TMT 4.02058
TND 3.373926
TRY 54.300964
TTD 7.731802
TWD 37.292881
TZS 3032.614434
UAH 51.03099
UGX 4250.791372
USD 1.145464
UYU 45.776784
UZS 13701.104362
VES 851.419155
VND 30105.665725
VUV 136.563146
WST 3.154706
XAF 655.770545
XAG 0.019815
XAU 0.000282
XCD 3.095675
XCG 2.051317
XDR 0.815568
XOF 655.770545
XPF 119.331742
YER 272.992769
ZAR 19.027937
ZMK 10310.553212
ZMW 21.255956
ZWL 368.83904
Ebola: as questões levantadas por uma epidemia singular
Ebola: as questões levantadas por uma epidemia singular / foto: Badru Katumba - AFP

Ebola: as questões levantadas por uma epidemia singular

Uma cepa incomum, um surto detectado tarde demais, a ajuda internacional despencando... Vários fatores fazem com que a epidemia de ebola na República Democrática do Congo (RDC) seja especialmente difícil de combater.

Tamanho do texto:

- O que diferencia esta epidemia? -

Ela é "incomum" devido a "uma infeliz conjunção de circunstâncias", resumiu à AFP a imunologista francesa Aurélie Wiedemann, especialista no vírus ebola no Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (Inserm).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou, nesta terça-feira (19), para "a amplitude e a rapidez" desta epidemia, que se propaga no leste da RDC e que se suspeita já ter causado mais de 130 mortes.

O ebola não é novidade para esse país, que já sofreu 17 epidemias da doença, que mata entre um terço e a metade das pessoas infectadas. Mas, desta vez, o país enfrenta uma cepa pouco comum, conhecida como Bundibugyo.

Ela não parece necessariamente mais letal do que a cepa mais disseminada, conhecida como Zaire, mas, por ter sido identificada apenas em duas epidemias anteriores, sabe-se pouco sobre ela.

- Quais são as dificuldades? -

São muitas e, em grande parte, estão relacionadas a essa cepa específica. Em primeiro lugar, não existe nenhum tratamento, nem vacina com eficácia comprovada contra a variante Bundibugyo.

A OMS se comprometeu a estudar se os tratamentos ou vacinas contra o ebola poderiam funcionar mesmo assim.

"Mas estamos um pouco às cegas", alertou Wiedemann, destacando que a cepa Bundibugyo tem apenas 65% de similaridade com a Zaire, contra a qual foi desenvolvida a principal vacina.

Outro problema é que essa cepa aparentemente escapou, por várias semanas, da maior parte dos testes de detecção, calibrados para a cepa Zaire, o que contribuiu para uma detecção tardia, quando a epidemia já estava em plena expansão.

A isso somam-se outras dificuldades relacionadas à situação na RDC: várias zonas de guerra e muitas regiões bastante rurais, de difícil acesso.

- O que pode ser feito? -

Na ausência de um tratamento com eficácia comprovada, o desafio é detectar rapidamente os casos para tratar sintomas como a febre e isolar os pacientes para evitar a propagação.

"Outro pilar é o rastreamento de casos de contato, o que não é fácil", explicou à AFP Mamadou Kaba Barry, responsável em campo pela resposta da ONG Alima, que também destaca os desafios impostos por certos rituais que podem facilitar o contágio.

"Nós nos despedimos do falecido, damos nele um último banho, o beijamos... São costumes culturais enraizados há milênios, mas representam uma dificuldade", acrescentou.

Por outro lado, as ONGs também enfrentam uma redução generalizada da ajuda internacional, em particular por parte dos Estados Unidos, que, durante o segundo mandato de Donald Trump, desmantelaram sua agência de ajuda ao desenvolvimento (Usaid).

"A diminuição da ajuda teve um impacto na resposta", admitiu Barry. "Desbloquear recursos o quanto antes poderia fazer uma grande diferença já a partir de hoje".

- Há risco de pandemia? -

A maioria dos especialistas não acredita nisso, apesar de a epidemia já estar se espalhando para outros países, como Uganda. A própria OMS classificou a epidemia como uma emergência "de importância internacional", mas não "pandêmica".

Uma grande epidemia de ebola na África Ocidental em meados da década de 2010 não se espalhou para fora do continente, onde causou cerca de 30 mil mortes.

Embora o ebola se destaque por seu caráter altamente letal, é um vírus relativamente pouco contagioso em comparação, por exemplo, com os causadores da covid-19 ou do sarampo.

Ele não é transmitido por via aérea, explicou a epidemiologista Anne Cori, pesquisadora do Imperial College London. "É transmitido por contato com fluidos corporais de uma pessoa infectada, o que exige um contato bastante próximo e limita sua capacidade de se espalhar pelo mundo inteiro".

H.Vesely--TPP