The Prague Post - Histórias de amor imortais no cemitério de Havana

EUR -
AED 4.228976
AFN 73.119834
ALL 94.021967
AMD 424.002895
ANG 2.061694
AOA 1056.527737
ARS 1654.438924
AUD 1.637643
AWG 2.072745
AZN 1.956608
BAM 1.940524
BBD 2.320433
BDT 141.427884
BGN 1.947091
BHD 0.434244
BIF 3444.211275
BMD 1.151525
BND 1.475981
BOB 7.990101
BRL 5.862184
BSD 1.15213
BTN 108.888809
BWP 15.437474
BYN 3.18969
BYR 22569.89
BZD 2.317159
CAD 1.624272
CDF 2671.538139
CHF 0.920005
CLF 0.025916
CLP 1019.974636
CNY 7.781373
CNH 7.790504
COP 3955.488375
CRC 524.76893
CUC 1.151525
CUP 30.515413
CVE 109.797998
CZK 23.95408
DJF 204.648869
DKK 7.411376
DOP 67.4793
DZD 153.01346
EGP 57.470537
ERN 17.272875
ETB 182.372797
FJD 2.572162
FKP 0.85688
GBP 0.865181
GEL 3.045783
GGP 0.85688
GHS 13.009584
GIP 0.85688
GMD 84.060962
GNF 10107.509554
GTQ 8.781943
GYD 241.002785
HKD 9.024242
HNL 30.74249
HRK 7.534541
HTG 150.46551
HUF 346.205579
IDR 20437.956615
ILS 3.384545
IMP 0.85688
INR 108.599745
IQD 1508.49775
IRR 1583346.874934
ISK 143.169139
JEP 0.85688
JMD 182.215568
JOD 0.816453
JPY 184.54685
KES 149.145723
KGS 100.700587
KHR 4620.486077
KMF 489.397908
KPW 1036.372903
KRW 1740.950341
KWD 0.354783
KYD 0.960142
KZT 561.852126
LAK 25368.095524
LBP 103119.063813
LKR 385.974892
LRD 209.750083
LSL 18.648784
LTL 3.400154
LVL 0.696546
LYD 7.340995
MAD 10.645869
MDL 20.104732
MGA 4836.404941
MKD 61.13059
MMK 2417.565662
MNT 4119.380119
MOP 9.295623
MRU 46.153174
MUR 54.27165
MVR 17.802858
MWK 1999.047696
MXN 19.897811
MYR 4.680724
MZN 73.584871
NAD 18.656912
NGN 1565.060256
NIO 42.157445
NOK 11.057916
NPR 174.22099
NZD 1.988954
OMR 0.442759
PAB 1.15213
PEN 3.929591
PGK 5.052604
PHP 69.521029
PKR 320.467319
PLN 4.200383
PYG 7030.653504
QAR 4.19213
RON 5.189965
RSD 116.385846
RUB 84.02856
RWF 1713.4692
SAR 4.3204
SBD 9.282931
SCR 16.253917
SDG 691.489983
SEK 10.927914
SGD 1.476289
SHP 0.85973
SLE 28.500579
SLL 24146.907707
SOS 658.105205
SRD 42.988761
STD 23834.24258
STN 24.642635
SVC 10.08073
SYP 127.280474
SZL 18.651112
THB 37.464291
TJS 10.680124
TMT 4.041853
TND 3.352953
TOP 2.772596
TRY 53.484876
TTD 7.826389
TWD 36.340404
TZS 3022.756545
UAH 51.598556
UGX 4262.445308
USD 1.151525
UYU 46.514236
UZS 13824.057461
VES 686.350812
VND 30315.04715
VUV 137.32261
WST 3.15485
XAF 650.833528
XAG 0.016533
XAU 0.000266
XCD 3.112054
XCG 2.076436
XDR 0.810325
XOF 650.611831
XPF 119.331742
YER 274.782682
ZAR 18.81274
ZMK 10365.107498
ZMW 20.363694
ZWL 370.79058
Histórias de amor imortais no cemitério de Havana
Histórias de amor imortais no cemitério de Havana / foto: ADALBERTO ROQUE - AFP

Histórias de amor imortais no cemitério de Havana

Em Havana, o cemitério de Cristóvão Colombo guarda histórias de amor comoventes, como a do magnata cubano do açúcar, Juan Pedro Baró, que não economizou no local onde iria depositar os restos mortais da grande paixão de sua vida, Catalina Lasa, falecida em 1930.

Tamanho do texto:

"Existem muitas histórias de amor no cemitério", afirma o cantor e compositor Mario Darias, de 66 anos, apaixonado por relatos do cemitério havanês, fundado em 1876 e que ocupa cerca de 50 hectares no coração da cidade.

Heróis da independência, escritores, músicos, pintores e ilustres médicos estão enterrados no local, cuja riqueza arquitetônica e escultural o tornam um dos mais famosos do mundo.

No cemitério existem amores secretos, proibidos ou frustrados, que conseguiram superar qualquer oposição. O poder desse sentimento é celebrado mesmo na morte e sacralizado com o passar do tempo, misturando realidade e ficção.

É o caso de Margarita Pacheco (1920-1959) e Modesto Canto (1890-1977), cujo túmulo foi batizado de "túmulo do amor". Ele era professor e ela sua aluna, com 30 anos de diferença.

"Muitas pessoas se opuseram a esse relacionamento. Todos pensavam que ela ficaria viúva muito cedo, mas foi ela quem morreu primeiro", conta Darias, autor de vários livros sobre a história do cemitério.

A frase "Unidos pelo amor eterno" está cravada abaixo do busto dos dois amantes, onde o viúvo, aflito, mandou construir um pequeno banco de mármore para sentar e tocar violino a sua "idolatrada Margarita", como diz o epitáfio.

Em outra parte do cemitério, está o túmulo de Amelia Goyri (1877-1901), conhecida como "a Milagrosa". Sua sepultura tornou-se local de devoção para os cubanos, que imploram por saúde, filhos e viagens.

Essa aristocrata que faleceu durante o parto, aos 24 anos, foi sepultada com seu bebê aos pés. O mito conta que o marido, desolado, abriu sua sepultura treze anos depois para vê-la pela última vez, e encontrou o corpo intacto de Amelia segurando sua filha nos braços.

"O marido começou a fazer como um ritual sem perceber. Chegava, tocava a aliança para 'acordá-la' e conversava com ela. Na hora de ir embora, tocava (a estátua) e se retirava sem virar as costas. Durante 40 anos, este homem fez isso", relata Darias.

- Roseira eterna -

Leticia Mojarrieta, de 56 anos, conhece essa história de amor e cumpre rigorosamente o ritual, afastando-se do túmulo "sem virar as costas".

Veio pedir proteção para sua nora, que acabou de emigrar para os Estados Unidos e está grávida. "Detectou-se um pouco de líquido no tórax do bebê. Venho pedir ajuda", diz a mulher à AFP.

No entanto, a história mais romântica do cemitério é, sem dúvidas, a de Lasa (1875-1930) e Baró (1861-1940).

Considerada uma das mulheres mais bonitas de Havana, Catalina estava casada com o filho de um vice-presidente cubano quando se apaixonou por Juan, um rico empresário.

A paixão adúltera causou um grande escândalo na burguesia de Havana. "A alta sociedade tomou partido nisso e deu as costas", mas eles "continuaram seu relacionamento apesar disso", explica Darias.

Os amantes fugiram, então, para Paris. Em 1917, em Roma, o papa concordou pessoalmente com o pedido de anulação do casamento de Catalina e eles se casaram.

Voltaram para Havana, mas Catalina adoeceu alguns anos depois e morreu aos 55 anos.

De estilo art déco, o mausoléu erguido por seu marido - atualmente em restauração -, cativa com seu tamanho imponente e suas linhas sóbrias de mármore branco e granito preto.

A cúpula é decorada com peças de vidro de Murano, esculpidas em formato de rosas pelo famoso vidreiro francês René Lalique (1860-1945), de quem o casal era mecena.

"Quando o sol nasce, essas flores esculpidas se projetam na parede" interior do jazigo, e à medida que "o sol vai subindo", as rosas se refletem sobre "a sepultura dela", detalha Darias. É como uma declaração de amor que desafia a morte a cada dia.

J.Marek--TPP