The Prague Post - Na constelação de Virgem, o intrigante 'despertar' de um buraco negro

EUR -
AED 4.236516
AFN 72.660513
ALL 96.076566
AMD 435.018833
ANG 2.064579
AOA 1057.614991
ARS 1608.357353
AUD 1.634275
AWG 2.0789
AZN 1.960958
BAM 1.965724
BBD 2.323923
BDT 141.578444
BGN 1.971419
BHD 0.435654
BIF 3425.427746
BMD 1.153343
BND 1.480344
BOB 7.973635
BRL 6.046286
BSD 1.153845
BTN 107.498905
BWP 15.745241
BYN 3.567914
BYR 22605.516438
BZD 2.320626
CAD 1.582305
CDF 2618.087925
CHF 0.912098
CLF 0.026705
CLP 1054.443846
CNY 7.926982
CNH 7.953001
COP 4272.661742
CRC 539.855899
CUC 1.153343
CUP 30.563581
CVE 111.932173
CZK 24.471391
DJF 205.468201
DKK 7.470858
DOP 67.98988
DZD 152.246963
EGP 60.250043
ERN 17.30014
ETB 181.07503
FJD 2.572242
FKP 0.865783
GBP 0.861697
GEL 3.13133
GGP 0.865783
GHS 12.577179
GIP 0.865783
GMD 85.347878
GNF 10126.348898
GTQ 8.826446
GYD 241.401278
HKD 9.033972
HNL 30.644463
HRK 7.545511
HTG 151.350658
HUF 391.100229
IDR 19545.69832
ILS 3.600041
IMP 0.865783
INR 107.460742
IQD 1510.878905
IRR 1516645.617921
ISK 143.78754
JEP 0.865783
JMD 181.269643
JOD 0.817726
JPY 182.486467
KES 149.415527
KGS 100.857395
KHR 4624.904034
KMF 493.630678
KPW 1037.994543
KRW 1723.751138
KWD 0.353557
KYD 0.961601
KZT 554.897876
LAK 24739.200343
LBP 103281.837076
LKR 359.666052
LRD 211.465763
LSL 19.399179
LTL 3.405521
LVL 0.697646
LYD 7.358471
MAD 10.811145
MDL 20.221051
MGA 4809.439469
MKD 61.751423
MMK 2421.719114
MNT 4135.704941
MOP 9.309885
MRU 46.271835
MUR 53.6416
MVR 17.831118
MWK 2002.202766
MXN 20.548703
MYR 4.543598
MZN 73.698163
NAD 19.399519
NGN 1564.51317
NIO 42.351136
NOK 10.965238
NPR 171.992801
NZD 1.972192
OMR 0.443447
PAB 1.153885
PEN 3.953085
PGK 4.962545
PHP 69.163653
PKR 322.090373
PLN 4.270978
PYG 7497.624391
QAR 4.202794
RON 5.103658
RSD 117.405646
RUB 99.211165
RWF 1682.726963
SAR 4.330321
SBD 9.278918
SCR 16.396484
SDG 693.159201
SEK 10.762706
SGD 1.476025
SHP 0.865306
SLE 28.429804
SLL 24185.031717
SOS 659.140589
SRD 43.106152
STD 23871.864791
STN 24.796868
SVC 10.096278
SYP 127.477541
SZL 19.399309
THB 37.77255
TJS 11.048348
TMT 4.036699
TND 3.364881
TOP 2.776972
TRY 51.114069
TTD 7.820857
TWD 36.70632
TZS 2995.810114
UAH 50.740886
UGX 4361.206714
USD 1.153343
UYU 46.737373
UZS 14041.947004
VES 520.091621
VND 30321.378937
VUV 137.718825
WST 3.151186
XAF 659.31989
XAG 0.016348
XAU 0.00025
XCD 3.116966
XCG 2.079516
XDR 0.819979
XOF 653.366781
XPF 119.331742
YER 275.15868
ZAR 19.430709
ZMK 10381.470639
ZMW 22.587207
ZWL 371.375871
Na constelação de Virgem, o intrigante 'despertar' de um buraco negro
Na constelação de Virgem, o intrigante 'despertar' de um buraco negro / foto: ESO/M. Kornmesser - European Southern Observatory/AFP/Arquivos

Na constelação de Virgem, o intrigante 'despertar' de um buraco negro

O enorme buraco negro no coração de uma galáxia na constelação de Virgem "acordou", produzindo jatos de raios X em intervalos quase regulares que intrigam os astrônomos, de acordo com um estudo publicado nesta sexta-feira (11).

Tamanho do texto:

Situada há 300 milhões de anos luz da Terra, a distante galáxia SDSS1335+0728 havia recebido pouca atenção dos astrônomos até agora.

No entanto, no final de 2019, ela começou a brilhar com uma luminosidade diferente.

Em fevereiro de 2024, uma equipe dirigida por Lorena Hernández-García, da Universidade de Valparaíso (Chile), começou a detectar jatos de raios X em intervalos quase regulares.

Um sinal de que o buraco negro estava "despertando".

A maioria das galáxias, incluindo a Via Láctea, abrigam em seu centro um buraco negro massivo. Este objeto é por definição invisível, já que é tão compacto que sua gravidade impede que a luz escape.

Quando uma estrela se aproxima deste fenômeno galáctico, se rompe: a matéria que a compõe se fragmenta e começa a girar rapidamente ao redor do buraco negro, formando um disco de acreção antes que parte dela seja absorvida para sempre.

Um fenômeno chamado de "ruptura por evento de maré".

No entanto, um buraco negro também pode passar por longas fases de inatividade, durante as quais não atrai ativamente matéria e, ao seu redor, não é detectado radiação.

A região brilhante e compacta no centro da SDSS1335+0728 passou a ser classificada como núcleo galáctico ativo, apelidado de 'Ansky'.

Este raro evento nos dá a oportunidade de observar o comportamento do buraco negro em tempo real utilizando os telescópios espaciais de raios X XMM-Newton (da Agência Espacial Europeia), NICER, Chandra e Swift da NASA", explica Hernández-García em um comunicado que acompanha a publicação do estudo na Nature Astronomy.

- Características incomuns -

Estes breves jatos de raios X são conhecidos como erupções quase periódicas (QPE) e "todavia, não entendemos o que as origina", diz a astrônoma chilena.

A hipótese atual aponta que as QPE estão relacionadas com os discos de acreção formados após a formação de marés.

No entanto, não foi detectado nenhum indício de uma estrela destruída no campo gravitacional do buraco negro.

As erupções de Ansky possuem características incomuns.

São "dez vezes maiores e dez vezes mais brilhantes" que as típocas QPE, indica Joheen Chakraborty, membro da equipe e estudante de doutorado no Massachusetts Institute of Technology (Estados Unidos).

"Cada uma destas erupções libera cem vezes mais energia que qualquer outra observada até agora. Também apresentam a maior cadência já vista, aproximadamente 4,5 dias. Isso coloca à prova nossos modelos e questiona nossas ideias atuais de como são gerados esses jatos de raios X", acrescenta no comunicado.

Os autores levantaram várias hipóteses, Segundo eles, o disco de acreção poderia ter se formado com gás capturado pelo buraco negro do seu entorno. Neste cenário, os jatos de raios X viriam de choques de alta energia do disco, provocados por um pequeno objeto celeste que o aravessou repetidamente.

"Imaginem uma estrela que gira um torno de um buraco negro em uma órbita inclinada em relação ao disco, a estrela atravessa o disco duas vezes por órbita" sem que haja "uma força realmente significativa que a atraia até ele", explica à AFP Norbert Schartel, cientista responsável pelo telescópio XMM-Newton.

"Todavia, estamos em um ponto onde temos mais modelos do que dados sobre as QPE. Precisamos de outras observações para entender o que está acontecendo", acrescenta sua colega da ESA Erwan Quintin.

P.Benes--TPP