The Prague Post - Acordo entre Irã e EUA representa uma 'catástrofe' para Israel, afirmam analistas

EUR -
AED 4.25674
AFN 73.599881
ALL 94.63924
AMD 426.786562
ANG 2.075229
AOA 1063.46406
ARS 1665.300658
AUD 1.638954
AWG 2.086353
AZN 1.969454
BAM 1.953264
BBD 2.335667
BDT 142.356387
BGN 1.959874
BHD 0.437095
BIF 3466.823235
BMD 1.159085
BND 1.485671
BOB 8.042557
BRL 5.900671
BSD 1.159694
BTN 109.603686
BWP 15.538824
BYN 3.210631
BYR 22718.066
BZD 2.332372
CAD 1.626057
CDF 2689.07734
CHF 0.919496
CLF 0.026086
CLP 1026.67098
CNY 7.832459
CNH 7.834968
COP 3981.456975
CRC 528.214147
CUC 1.159085
CUP 30.715753
CVE 110.518845
CZK 24.111344
DJF 205.992431
DKK 7.460034
DOP 67.922316
DZD 154.018025
EGP 57.847843
ERN 17.386275
ETB 183.570112
FJD 2.589049
FKP 0.862506
GBP 0.865176
GEL 3.065779
GGP 0.862506
GHS 13.094994
GIP 0.862506
GMD 84.612839
GNF 10173.867447
GTQ 8.839599
GYD 242.585018
HKD 9.08142
HNL 30.944321
HRK 7.534628
HTG 151.453347
HUF 348.47849
IDR 20572.136031
ILS 3.386568
IMP 0.862506
INR 109.312724
IQD 1518.40135
IRR 1593741.874933
ISK 144.109074
JEP 0.862506
JMD 183.411851
JOD 0.821813
JPY 185.758438
KES 150.124896
KGS 101.361707
KHR 4650.820524
KMF 492.610907
KPW 1043.176906
KRW 1752.38004
KWD 0.357112
KYD 0.966445
KZT 565.540801
LAK 25534.642323
LBP 103796.061813
LKR 388.508897
LRD 211.127136
LSL 18.771217
LTL 3.422477
LVL 0.701119
LYD 7.38919
MAD 10.715761
MDL 20.236724
MGA 4868.156941
MKD 61.531925
MMK 2433.437481
MNT 4146.424702
MOP 9.356651
MRU 46.456179
MUR 54.627955
MVR 17.919737
MWK 2012.171858
MXN 19.925262
MYR 4.711454
MZN 74.067971
NAD 18.779399
NGN 1575.335201
NIO 42.434218
NOK 11.018784
NPR 175.364787
NZD 1.99289
OMR 0.445666
PAB 1.159694
PEN 3.95539
PGK 5.085775
PHP 69.977449
PKR 322.571254
PLN 4.227959
PYG 7076.811199
QAR 4.219652
RON 5.224038
RSD 117.149943
RUB 84.580225
RWF 1724.71848
SAR 4.348764
SBD 9.343876
SCR 16.360628
SDG 696.029758
SEK 10.897891
SGD 1.485981
SHP 0.865374
SLE 28.687692
SLL 24305.437155
SOS 662.425802
SRD 43.270992
STD 23990.719317
STN 24.804419
SVC 10.146912
SYP 128.116096
SZL 18.773561
THB 37.710252
TJS 10.750241
TMT 4.068388
TND 3.374966
TOP 2.790799
TRY 53.683879
TTD 7.877771
TWD 36.578986
TZS 3042.601568
UAH 51.937311
UGX 4290.429144
USD 1.159085
UYU 46.819612
UZS 13914.81526
VES 690.856847
VND 30514.07171
VUV 138.224161
WST 3.175562
XAF 655.106385
XAG 0.01639
XAU 0.000266
XCD 3.132486
XCG 2.090068
XDR 0.815645
XOF 654.883233
XPF 119.331742
YER 276.586687
ZAR 18.740584
ZMK 10433.149863
ZMW 20.497385
ZWL 373.224897
Acordo entre Irã e EUA representa uma 'catástrofe' para Israel, afirmam analistas
Acordo entre Irã e EUA representa uma 'catástrofe' para Israel, afirmam analistas / foto: Jack GUEZ - AFP/Arquivos

Acordo entre Irã e EUA representa uma 'catástrofe' para Israel, afirmam analistas

O acordo entre os Estados Unidos e o Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio constitui um importante revés estratégico para Israel e evidencia sua influência enfraquecida em Washington, afirmam analistas israelenses.

Tamanho do texto:

Embora ainda não esteja concluído e sejam esperadas negociações sobre alguns pontos espinhosos em um prazo máximo de 60 dias, seu marco preliminar já causa preocupação em Israel.

Os analistas entrevistados pela AFP consideram que o pacto consolida os avanços iranianos, ao mesmo tempo em que adia a questão mais sensível para Israel: sua segurança.

Segundo Danny Citrinowicz, que trabalhou no serviço de inteligência militar israelense, o pacto anunciado nesta segunda-feira (15) equivale a uma "catástrofe política e de segurança para o Estado de Israel".

Também representa um revés para o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que pretendia chegar às eleições de outubro se apresentando como o artífice das vitórias contra o Hamas, o Hezbollah e Teerã.

"O principal problema deste acordo é que as questões importantes para Israel, como as relacionadas ao programa nuclear, ficam adiadas para um futuro sobre o qual não sabemos nada", destacou Sima Shine, ex-encarregada do serviço de inteligência israelense e especialista em Irã no Instituto de Segurança Nacional (INSS).

Os Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva conjunta contra o Irã em 28 de fevereiro. Netanyahu estava decidido a derrubar os líderes da República Islâmica e a desmantelar seu programa nuclear e de mísseis balísticos, que considera "ameaças existenciais" para os israelenses.

Para Citrinowicz, o resultado do conflito torna improvável que qualquer futuro presidente americano se arrisque a empreender novamente uma ação militar contra o Irã.

"No final do dia, o Irã sai mais forte, e Israel não tem capacidade para influenciar nas decisões do presidente americano", afirmou o analista.

- Revés para o "senhor Irã" -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou Netanyahu por lançar ataques no Líbano que ameaçaram descarrilhar o acordo final apenas algumas horas antes de seu anúncio.

"É um sujeito muito difícil", disse Trump sobre Netanyahu. "Deveria estar muito agradecido a nós pelo que fizemos, porque, se o Irã tivesse uma arma nuclear, Israel não duraria duas horas", acrescentou.

Netanyahu ainda não reagiu publicamente ao acordo, mas seu aliado de coalizão, o ministro de Segurança Nacional Itamar Ben Gvir, afirmou que Israel não faz "parte" do "acordo de Trump".

"É um acontecimento muito, muito, muito negativo para Israel, e para Netanyahu em particular, que era o 'senhor Irã'", afirmou Citrinowicz, em referência ao longo histórico de antagonismo do primeiro-ministro com a República Islâmica.

"O 'senhor Irã' fica agora com um acordo que mal aborda as questões importantes para Israel", acrescentou.

- "Capacidade limitada de pressão" -

Os analistas consultados também apontaram o que consideram uma erosão da influência de Israel em Washington.

"Trump não apenas ignorou Israel, como decidiu, em seu lugar, sem consultá-lo nem sequer avisá-lo", afirmou Michael Horowitz, um analista de segurança independente e especialista nas relações entre Estados Unidos e Israel.

"Fica claro quem manda e quem tem a última palavra neste assunto", prosseguiu.

Para Michael Milshtein, especialista em assuntos militares israelenses, o acordo deixa Israel em uma posição mais fraca do que antes da guerra.

Segundo ele, a única coisa que Israel pode fazer é aceitar o cessar-fogo e tentar influenciar nos detalhes, sobretudo no que diz respeito ao programa nuclear iraniano.

"Netanyahu nos levou a um ponto em que temos pouquíssima capacidade de pressão", apontou.

"Parece que hoje somos obrigados a aceitar qualquer acordo com o Irã e antecipo que muito em breve será com o Líbano e, finalmente, com Gaza", afirmou Milshtein, em referência a outras duas frentes onde forças israelenses operam.

lba-crb/jd/dc/jsa/meb/jvb/rm/mvv

P.Benes--TPP