The Prague Post - Seca e inundações repentinas forçam afegãos a abandonar suas casas

EUR -
AED 4.220543
AFN 72.388508
ALL 96.069869
AMD 433.653783
ANG 2.056852
AOA 1053.656538
ARS 1602.316393
AUD 1.627158
AWG 2.071119
AZN 1.954639
BAM 1.957206
BBD 2.313763
BDT 140.962519
BGN 1.96404
BHD 0.43391
BIF 3412.606207
BMD 1.149026
BND 1.469526
BOB 7.966794
BRL 6.056166
BSD 1.148826
BTN 105.963064
BWP 15.664392
BYN 3.422323
BYR 22520.902917
BZD 2.310571
CAD 1.570287
CDF 2602.543398
CHF 0.905323
CLF 0.026454
CLP 1044.475571
CNY 7.99291
CNH 7.919291
COP 4250.487208
CRC 539.592433
CUC 1.149026
CUP 30.44918
CVE 111.024626
CZK 24.44554
DJF 204.568778
DKK 7.471792
DOP 70.492583
DZD 151.974943
EGP 60.167035
ERN 17.235385
ETB 180.954804
FJD 2.543885
FKP 0.867444
GBP 0.863976
GEL 3.137121
GGP 0.867444
GHS 12.507131
GIP 0.867444
GMD 84.454608
GNF 10082.700083
GTQ 8.805404
GYD 240.474892
HKD 8.997164
HNL 30.412118
HRK 7.536576
HTG 150.569506
HUF 390.656654
IDR 19516.200819
ILS 3.588528
IMP 0.867444
INR 106.008301
IQD 1504.894474
IRR 1517920.347018
ISK 143.202585
JEP 0.867444
JMD 180.709853
JOD 0.814624
JPY 182.897883
KES 148.690295
KGS 100.482161
KHR 4617.336547
KMF 492.931898
KPW 1034.123085
KRW 1713.237502
KWD 0.352234
KYD 0.957296
KZT 554.753459
LAK 24675.3256
LBP 102895.247939
LKR 357.730169
LRD 210.559301
LSL 19.326656
LTL 3.392774
LVL 0.695034
LYD 7.363355
MAD 10.792749
MDL 19.988537
MGA 4782.665625
MKD 61.652816
MMK 2412.542911
MNT 4103.498066
MOP 9.264938
MRU 45.802311
MUR 53.706171
MVR 17.752803
MWK 1991.648479
MXN 20.438007
MYR 4.516248
MZN 73.433763
NAD 19.326656
NGN 1575.923439
NIO 42.270374
NOK 11.140758
NPR 169.547948
NZD 1.964362
OMR 0.441796
PAB 1.148836
PEN 3.96555
PGK 4.953603
PHP 68.630731
PKR 320.913193
PLN 4.270986
PYG 7456.357939
QAR 4.199154
RON 5.094546
RSD 117.398301
RUB 93.501567
RWF 1676.619365
SAR 4.312118
SBD 9.25163
SCR 17.126377
SDG 690.564479
SEK 10.756207
SGD 1.46884
SHP 0.862067
SLE 28.208659
SLL 24094.505996
SOS 655.37664
SRD 43.170617
STD 23782.511268
STN 24.517618
SVC 10.052311
SYP 126.996044
SZL 19.312045
THB 37.157203
TJS 11.028321
TMT 4.02159
TND 3.393138
TOP 2.766577
TRY 50.767309
TTD 7.790666
TWD 36.723435
TZS 2993.211975
UAH 50.645333
UGX 4337.154309
USD 1.149026
UYU 46.703967
UZS 13890.101941
VES 508.678973
VND 30207.884576
VUV 137.383546
WST 3.142832
XAF 656.434409
XAG 0.014252
XAU 0.00023
XCD 3.105299
XCG 2.070406
XDR 0.818715
XOF 656.434409
XPF 119.331742
YER 274.100137
ZAR 19.244818
ZMK 10342.620646
ZMW 22.372271
ZWL 369.985793
Seca e inundações repentinas forçam afegãos a abandonar suas casas
Seca e inundações repentinas forçam afegãos a abandonar suas casas / foto: Atif Aryan - AFP/Arquivos

Seca e inundações repentinas forçam afegãos a abandonar suas casas

Ao lado de pequenas malas com seus pertences, Maruf espera por um veículo que o levará embora, junto com sua família, de sua aldeia, no norte do Afeganistão, onde a terra, impactada pela seca, não produz nada há anos.

Tamanho do texto:

A maioria das casas de barro de seu povoado estão vazias. Os moradores fugiram da "sede, da fome e de uma vida sem futuro", diz à AFP este pai de família, de 50 anos.

"Nossos campos se renderam. Nestas condições, as pessoas são obrigadas a partir", afirma.

Décadas de guerra obrigaram milhões de afegãos a abandonar seu território, mas desde que o Talibã recuperou o poder em 2021, a principal causa do deslocamento não é mais a política ou a segurança.

Quase cinco milhões de pessoas foram afetadas e 400.000 tiveram que abandonar suas casas no Afeganistão devido a fenômenos meteorológicos no início de 2025, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

A maioria dos 48 milhões de habitantes do país, um dos mais vulneráveis aos efeitos da mudança climática, vive em casas de barro e dependem da agricultura, também afetada pelo aumento das temperaturas e pelos fenômenos meteorológicos extremos.

Dos últimos cinco anos, quatro foram marcados por um aumento da seca, enquanto algumas regiões sofreram inundações repentinas devastadoras que destruíram casas, plantações e gado.

- "À beira do precipício" -

"As colheitas infrutíferas, a seca dos pastos e o desaparecimento das fontes de água estão levando as comunidades rurais à beira do precipício", alerta a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês). O norte do país é o mais afetado.

Na província de Jowzjan, Abdul Jalil Rassouli viu como sua aldeia, Bakawal, mudou. Onde antes os melões cresciam em abundância, agora é preciso comprá-los na cidade porque a terra já não é produtiva.

"A escassez de água destrói tudo: a agricultura está devastada, as árvores estão morrendo e não plantamos mais", diz o homem de 64 anos.

Os habitantes fugiram para os países vizinhos Irã e Paquistão há uma década com a esperança de um futuro melhor. Mas muitos tiveram que retornar: mais de 4 milhões de afegãos foram expulsos desde o fim de 2023, de acordo com a OIM, quando o Paquistão iniciou repatriações em massa.

Ao retornarem, não voltaram a trabalhar na terra, mas realizam trabalhos esporádicos.

Jalil Rassouli espera que o canal Qosh Tepa, em construção há anos, permita irrigar os campos com o rio Amu Daria. No entanto, a obra pode levar mais de um ano para ser concluída, segundo funcionários do governo talibã.

- "Nunca vimos algo assim" -

Em julho, o ministro de Energia e Água Abdul Latif Mansur enumerou os projetos de represas e canais, mas reconheceu que "as medidas adotadas não são suficientes".

"Há muitos episódios de seca. Devemos recorrer a Deus", afirmou.

Mas a chuva nem sempre é uma boa notícia. Em caso de inundações repentinas, o solo ressecado não consegue reter a água.

De acordo com a ONU, este ano as precipitações chegaram mais cedo ao país, com temperaturas mais elevadas do que o normal, o que aumentou o risco de inundações.

Em junho, a água destruiu tudo em seu caminho na província central de Maidan Wardak.

"Tenho 54 anos e nunca vimos algo assim", disse Mohammed Qassim.

Wahidullah, de 18 anos, viu seu gado se afogar e sua casa se tornar inabitável. Agora, sua família, composta por 11 pessoas, dorme em uma barraca em um terreno ligeiramente elevado com alguns dos pertences resgatados das águas.

"Se houver outra inundação, não teremos mais nada nem para onde ir", afirma.

T.Kolar--TPP