The Prague Post - Mundo relembra os 80 anos da libertação de Auschwitz

EUR -
AED 4.306648
AFN 74.461506
ALL 95.497331
AMD 434.727564
ANG 2.098581
AOA 1076.325242
ARS 1633.705651
AUD 1.629932
AWG 2.110441
AZN 1.990101
BAM 1.957665
BBD 2.361982
BDT 143.891226
BGN 1.955795
BHD 0.442753
BIF 3488.090018
BMD 1.172467
BND 1.495947
BOB 8.103309
BRL 5.811567
BSD 1.172733
BTN 111.245814
BWP 15.937342
BYN 3.309322
BYR 22980.357766
BZD 2.358569
CAD 1.592545
CDF 2720.123559
CHF 0.917415
CLF 0.02684
CLP 1056.358057
CNY 8.005782
CNH 8.013679
COP 4287.278858
CRC 533.162614
CUC 1.172467
CUP 31.070382
CVE 110.789427
CZK 24.393209
DJF 208.370507
DKK 7.473365
DOP 69.643298
DZD 155.256906
EGP 62.917406
ERN 17.587008
ETB 184.077179
FJD 2.570166
FKP 0.869145
GBP 0.862578
GEL 3.148075
GGP 0.869145
GHS 13.12576
GIP 0.869145
GMD 86.187315
GNF 10291.333984
GTQ 8.959416
GYD 245.34157
HKD 9.184821
HNL 31.211402
HRK 7.535213
HTG 153.622108
HUF 364.437404
IDR 20329.409352
ILS 3.461651
IMP 0.869145
INR 111.20172
IQD 1535.932075
IRR 1541794.411352
ISK 143.814764
JEP 0.869145
JMD 183.755098
JOD 0.831328
JPY 184.403258
KES 151.459625
KGS 102.497669
KHR 4704.52686
KMF 492.436504
KPW 1055.045445
KRW 1730.93099
KWD 0.360288
KYD 0.977302
KZT 543.190145
LAK 25767.909322
LBP 104994.441056
LKR 374.803909
LRD 215.558395
LSL 19.533573
LTL 3.461991
LVL 0.709214
LYD 7.451067
MAD 10.826546
MDL 20.205719
MGA 4871.6014
MKD 61.59416
MMK 2461.808933
MNT 4195.204721
MOP 9.462803
MRU 46.886726
MUR 55.153169
MVR 18.120435
MWK 2041.877336
MXN 20.490034
MYR 4.655275
MZN 74.92656
NAD 19.533194
NGN 1612.447343
NIO 43.052703
NOK 10.877037
NPR 177.984744
NZD 1.989308
OMR 0.450813
PAB 1.172702
PEN 4.112661
PGK 5.089029
PHP 72.001174
PKR 326.825224
PLN 4.256425
PYG 7212.580237
QAR 4.272177
RON 5.200595
RSD 117.336986
RUB 87.940393
RWF 1714.147095
SAR 4.397022
SBD 9.4367
SCR 17.147353
SDG 704.074903
SEK 10.841042
SGD 1.493483
SHP 0.875365
SLE 28.87203
SLL 24586.047146
SOS 670.069188
SRD 43.918305
STD 24267.70452
STN 24.856305
SVC 10.261785
SYP 129.726557
SZL 19.533492
THB 38.16148
TJS 10.999879
TMT 4.109498
TND 3.379065
TOP 2.82302
TRY 52.971245
TTD 7.960332
TWD 37.040569
TZS 3054.277308
UAH 51.529156
UGX 4409.634413
USD 1.172467
UYU 46.769153
UZS 13996.395816
VES 572.885541
VND 30901.546392
VUV 138.944777
WST 3.179952
XAF 656.6303
XAG 0.01589
XAU 0.000255
XCD 3.168652
XCG 2.113548
XDR 0.818052
XOF 657.166456
XPF 119.331742
YER 279.809895
ZAR 19.580438
ZMK 10553.630303
ZMW 21.900456
ZWL 377.533971
Mundo relembra os 80 anos da libertação de Auschwitz
Mundo relembra os 80 anos da libertação de Auschwitz / foto: Wojtek RADWANSKI - AFP

Mundo relembra os 80 anos da libertação de Auschwitz

O mundo relembra o 80º aniversário da libertação de Auschwitz nesta segunda-feira (27) e um grupo de poucos sobreviventes participa de cerimônias memoriais no campo de extermínio construído pelos nazistas na Polônia.

Tamanho do texto:

O evento começou pela manhã com uma cerimônia na qual alguns sobreviventes, acompanhados pelo presidente polonês Andrzej Duda, levaram flores ao Muro da Morte no campo, onde os prisioneiros eram fuzilados.

Cerca de 50 sobreviventes participarão de uma cerimônia às 15h00 GMT (12h00 no horário de Brasília) do lado de fora dos portões de Auschwitz II-Birkenau, acompanhados por dezenas de líderes mundiais, incluindo o rei britânico Charles III e o presidente francês, Emmanuel Macron.

O presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, e o chanceler alemão, Olaf Scholz, estarão no evento, assim como o ministro da Educação israelense, Yoav Kisch.

"Este ano, vamos nos concentrar nos sobreviventes e em sua mensagem", disse Pawel Sawicki, porta-voz do Museu de Auschwitz, à AFP. "Não haverá discursos de políticos".

Sobreviventes ao redor do mundo relataram à AFP, antes do aniversário, sobre a necessidade de preservar a memória para quando não houver mais testemunhas vivas.

Eles também alertaram sobre o aumento do ódio e do antissemitismo ao redor do mundo e expressaram medo de que a história possa se repetir.

Os organizadores disseram que este será o último evento em uma década com um grande grupo de sobreviventes.

"Todos sabemos que em 10 anos não será possível ter um grupo grande para o 90º aniversário", disse Sawicki.

- "Impedir o triunfo do mal -

Auschwitz foi o campo de extermínio mais famoso e se tornou um símbolo do genocídio de seis milhões de judeus europeus pelas mãos dos nazistas.

Foi construído em 1940 na localidade de Oswiecim, no sul da Polônia. Os nazistas mudaram o nome para Auschwitz.

Os primeiros 728 prisioneiros políticos poloneses chegaram em 14 de junho daquele ano.

Em 17 de janeiro de 1945, enquanto as tropas soviéticas avançavam, os nazistas forçaram 60.000 prisioneiros a marchar para o oeste, no que ficou conhecido como "Marcha da Morte".

De 21 a 26 de janeiro, os alemães destruíram as câmaras de gás e os crematórios e se retiraram antes da chegada dos soviéticos.

Quando as tropas soviéticas chegaram em 27 de janeiro, encontraram 7.000 sobreviventes.

Essa data foi designada pela ONU como o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

O presidente russo, Vladimir Putin, destacou o papel que o Exército Vermelho de seu país desempenhou no fim do "mal total" em Auschwitz.

Desde a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, a Rússia foi banida das homenagens.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, que é de origem judaica, disse que o mundo "deve se unir para impedir o triunfo do mal", uma declaração amplamente interpretada como uma alusão à Rússia.

As especulações sobre a presença do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, geraram polêmica depois que o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu uma ordem de prisão para o líder no ano passado sob acusações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade em Gaza.

A Polônia afirmou em dezembro que não prenderia Netanyahu se ele visitasse o país.

- "Para que a historia não nos esqueça" -

Cerca de 40 sobreviventes dos campos nazistas falaram com a AFP antes do aniversário.

Em 15 países, de Israel à Polônia, da Rússia à Argentina e do Canadá à África do Sul, os sobreviventes sentaram-se diante das câmeras da AFP para contar suas histórias.

"Como o mundo pôde permitir Auschwitz?", perguntou Marta Neuwirth, de 95 anos, no Chile. Ela tinha 15 anos quando foi enviada da Hungria para Auschwitz.

Julia Wallach, com quase 100 anos, não consegue falar sobre o que aconteceu sem chorar.

"É muito difícil falar sobre isso", admitiu a parisiense, que foi retirada no último minuto de um caminhão que seguia para a câmara de gás de Birkenau.

No entanto, por mais difícil que seja reviver esses horrores, ela diz que continuará contando sua história.

"Enquanto eu puder fazer isso, farei", afirmou. Ao seu lado, sua neta Frankie se perguntava: "Eles acreditarão em nós se falarmos sobre isso quando ela não estiver mais aqui?".

Esther Senot, de 97 anos, retornou a Birkenau com algumas crianças francesas em dezembro, no meio do rigoroso inverno polonês.

Senot cumpriu assim uma promessa feita em 1944 à sua irmã Fanny, que, acamada e tossindo sangue, lhe pediu com seu último suspiro: "Conte o que nos aconteceu (...) para que a história não nos esqueça".

J.Marek--TPP