The Prague Post - Presidência de Trump, o contraplano de Cannes

EUR -
AED 4.224876
AFN 72.462986
ALL 96.160604
AMD 434.099231
ANG 2.058963
AOA 1054.738043
ARS 1606.038123
AUD 1.628909
AWG 2.073245
AZN 1.957787
BAM 1.959215
BBD 2.316138
BDT 141.107219
BGN 1.966056
BHD 0.434221
BIF 3416.109293
BMD 1.150205
BND 1.471035
BOB 7.974972
BRL 6.040894
BSD 1.150005
BTN 106.071837
BWP 15.680472
BYN 3.425836
BYR 22544.020924
BZD 2.312943
CAD 1.573084
CDF 2605.214492
CHF 0.906057
CLF 0.026511
CLP 1046.813004
CNY 8.001115
CNH 7.92826
COP 4260.842959
CRC 540.146332
CUC 1.150205
CUP 30.480436
CVE 111.13859
CZK 24.454509
DJF 204.414853
DKK 7.471767
DOP 70.564391
DZD 152.131445
EGP 60.230841
ERN 17.253077
ETB 181.013531
FJD 2.547595
FKP 0.868334
GBP 0.863925
GEL 3.128823
GGP 0.868334
GHS 12.519984
GIP 0.868334
GMD 84.515954
GNF 10093.05076
GTQ 8.814443
GYD 240.721742
HKD 9.006578
HNL 30.561304
HRK 7.539937
HTG 150.724067
HUF 391.404502
IDR 19517.831177
ILS 3.591441
IMP 0.868334
INR 106.132132
IQD 1506.768745
IRR 1519478.512409
ISK 143.211796
JEP 0.868334
JMD 180.895354
JOD 0.815474
JPY 183.113233
KES 148.840282
KGS 100.58578
KHR 4622.10278
KMF 493.437605
KPW 1035.184626
KRW 1714.570528
KWD 0.353216
KYD 0.958279
KZT 555.322921
LAK 24700.655091
LBP 103000.87101
LKR 358.097383
LRD 210.775166
LSL 19.277199
LTL 3.396257
LVL 0.695748
LYD 7.3728
MAD 10.806191
MDL 20.009056
MGA 4779.102216
MKD 61.709926
MMK 2415.019418
MNT 4107.710362
MOP 9.274449
MRU 46.140499
MUR 53.806333
MVR 17.782217
MWK 1997.906655
MXN 20.371795
MYR 4.520887
MZN 73.509782
NAD 19.277204
NGN 1571.67499
NIO 42.235365
NOK 11.132226
NPR 169.721992
NZD 1.964872
OMR 0.442264
PAB 1.150015
PEN 3.943482
PGK 4.948754
PHP 68.636185
PKR 321.223553
PLN 4.272265
PYG 7464.01199
QAR 4.190485
RON 5.09484
RSD 117.426723
RUB 93.449256
RWF 1678.149313
SAR 4.316316
SBD 9.261061
SCR 16.378688
SDG 691.272965
SEK 10.749024
SGD 1.470163
SHP 0.862952
SLE 28.293004
SLL 24119.239327
SOS 657.347107
SRD 43.214935
STD 23806.924333
STN 24.844431
SVC 10.06263
SYP 127.126407
SZL 19.277227
THB 37.243559
TJS 11.039641
TMT 4.031469
TND 3.35973
TOP 2.769417
TRY 50.804333
TTD 7.798663
TWD 36.812088
TZS 2996.284814
UAH 50.697321
UGX 4341.606456
USD 1.150205
UYU 46.751909
UZS 13923.233407
VES 513.274734
VND 30238.893372
VUV 137.524572
WST 3.146058
XAF 657.108248
XAG 0.014306
XAU 0.00023
XCD 3.108487
XCG 2.072531
XDR 0.819555
XOF 661.945035
XPF 119.331742
YER 274.323586
ZAR 19.240229
ZMK 10353.228016
ZMW 22.395236
ZWL 370.365589
Presidência de Trump, o contraplano de Cannes
Presidência de Trump, o contraplano de Cannes / foto: Loic Venance - AFP/Arquivos

Presidência de Trump, o contraplano de Cannes

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer controlar Hollywood e impor tarifas de 100% sobre os filmes estrangeiros, uma política em oposição direta aos valores do Festival de Cinema de Cannes.

Tamanho do texto:

No início do evento (13 a 24 de maio), Cannes oferecerá uma tribuna para uma lenda do cinema mundial que também é um dos críticos mais veementes do presidente republicano.

Aos 81 anos, o americano Robert De Niro, que receberá uma Palma de Ouro honorária durante a cerimônia de abertura na terça-feira (13), já chamou o presidente americano de encarnação do "mal absoluto" e um "palhaço".

Em resposta, o bilionário de Nova York afirmou que o astro de "Taxi Driver" sofria da "síndrome de Trump", uma expressão sarcástica amplamente usada por apoiadores do presidente republicano para responder às críticas.

O ator também expressou publicamente seu apoio à sua filha transgênero, um anúncio que vai contra um dos principais pilares da política de Trump: a separação de gêneros.

"Não é o Festival de Cannes que é político, são os artistas", proclamou seu delegado-geral Thierry Frémaux. "Quando eles o são, nós somos com eles", acrescentou.

No ano passado, em meio à campanha presidencial dos Estados Unidos, Cannes tomou a ousada decisão de selecionar "O Aprendiz" para a competição oficial, filme que narra o pacto faustiano firmado pelo jovem Donald Trump para construir sua fortuna e fama.

"Um filme difamatório e politicamente repugnante", reagiu o presidente republicano.

A priori, não haverá nada tão direto na seleção de Cannes este ano.

Em 2017, alguns meses após a primeira eleição de Trump, a mostra francesa já havia oferecido uma tribuna ao ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, que apresentou a continuação de seu grito de guerra ambiental, "Uma Verdade Inconveniente".

"Houve muitos retrocessos no passado, aqui está um novo", disse o democrata.

- Guerra comercial -

Oito anos depois, Trump corre o risco de monopolizar os holofotes devido à guerra comercial e social que desencadeou, que também não poupou o cinema.

Nos Estados Unidos, a gigante Disney está sendo investigada por programas de diversidade, equidade e inclusão que o governo quer erradicar em empresas americanas e estrangeiras.

A nova política pressiona os estúdios de Hollywood, tentados a se alinhar à agenda anti-woke do presidente.

Poucos dias antes da abertura de Cannes, Trump também anunciou que quer impor tarifas de 100% sobre os filmes rodados no exterior para salvar a indústria cinematográfica americana que, segundo ele, "está morrendo muito rápido".

"Outros países oferecem todos os tipos de incentivos para atrair nossos cineastas e estúdios para longe dos Estados Unidos", afirmou no domingo em sua rede Truth Social, referindo-se a isso como "uma ameaça à segurança nacional".

O governo Trump já havia chocado a Europa e a França em particular, ao criticar os mecanismos que obrigam as plataformas a financiar produções nacionais para preservar a exceção cultural.

Práticas que, de acordo com um memorando recente do governo dos EUA, equivalem a uma "extorsão".

"Nas últimas semanas, houve rumores de que o modelo europeu seria penalizador ou desleal para os atores americanos", lamentou Gaëtan Bruel, diretordo Centro Nacional de Cinema e Imagem Animada (CNC) francês, no início de abril.

Nos Estados Unidos, a ofensiva trumpista recebeu, de fato, o apoio do poderoso Directors Guild of America (DGA), o que provoca, por sua vez, o espanto de um grupo de grandes cineastas franceses, como Jacques Audiard, vencedor da Palma de Ouro em Cannes em 2015.

"Nossas regras não devem servir como bodes expiatórios", argumenta o grupo em uma carta de 17 de abril ao DGA.

A.Novak--TPP