The Prague Post - Quem tomará o lugar do Dólar?

EUR -
AED 4.318561
AFN 74.675681
ALL 95.968869
AMD 434.678331
ANG 2.104761
AOA 1079.49461
ARS 1637.783235
AUD 1.620986
AWG 2.116656
AZN 2.002097
BAM 1.963338
BBD 2.363494
BDT 143.982805
BGN 1.961554
BHD 0.443705
BIF 3492.007139
BMD 1.17592
BND 1.498453
BOB 8.10813
BRL 5.775786
BSD 1.173516
BTN 111.752009
BWP 15.947227
BYN 3.322083
BYR 23048.028115
BZD 2.360081
CAD 1.598146
CDF 2722.25494
CHF 0.916488
CLF 0.027049
CLP 1064.583903
CNY 8.031943
CNH 8.009878
COP 4368.789007
CRC 533.85193
CUC 1.17592
CUP 31.161875
CVE 110.689981
CZK 24.343716
DJF 208.964069
DKK 7.471165
DOP 69.918742
DZD 155.463651
EGP 62.429793
ERN 17.638797
ETB 184.678209
FJD 2.566443
FKP 0.868838
GBP 0.863378
GEL 3.163352
GGP 0.868838
GHS 13.154505
GIP 0.868838
GMD 85.842341
GNF 10298.539998
GTQ 8.955518
GYD 245.502577
HKD 9.214578
HNL 31.192894
HRK 7.538356
HTG 153.57965
HUF 359.665064
IDR 20417.495518
ILS 3.421392
IMP 0.868838
INR 111.224786
IQD 1540.45494
IRR 1547510.459484
ISK 143.179664
JEP 0.868838
JMD 184.658976
JOD 0.833719
JPY 183.530558
KES 151.870483
KGS 102.799497
KHR 4707.072234
KMF 494.484733
KPW 1058.331577
KRW 1703.719585
KWD 0.362054
KYD 0.977863
KZT 545.278167
LAK 25769.156699
LBP 105302.658492
LKR 375.514938
LRD 215.328559
LSL 19.638366
LTL 3.472185
LVL 0.711302
LYD 7.444646
MAD 10.84554
MDL 20.253935
MGA 4891.826663
MKD 61.706123
MMK 2469.086618
MNT 4208.15489
MOP 9.472047
MRU 46.856298
MUR 55.009462
MVR 18.173832
MWK 2034.812416
MXN 20.290555
MYR 4.626121
MZN 75.128545
NAD 19.638366
NGN 1605.012218
NIO 43.167972
NOK 10.91171
NPR 178.80225
NZD 1.971841
OMR 0.452148
PAB 1.173506
PEN 4.113995
PGK 5.102591
PHP 71.866323
PKR 327.014021
PLN 4.23464
PYG 7110.359833
QAR 4.28817
RON 5.241541
RSD 117.374437
RUB 88.404614
RWF 1715.787559
SAR 4.411843
SBD 9.445291
SCR 16.338401
SDG 706.151377
SEK 10.835925
SGD 1.492289
SHP 0.877943
SLE 28.957052
SLL 24658.445775
SOS 670.674975
SRD 44.06995
STD 24339.165724
STN 24.594427
SVC 10.267508
SYP 129.975268
SZL 19.634049
THB 37.953398
TJS 10.971919
TMT 4.121599
TND 3.397815
TOP 2.831333
TRY 53.186535
TTD 7.954608
TWD 36.961529
TZS 3073.187672
UAH 51.569495
UGX 4430.008482
USD 1.17592
UYU 47.241536
UZS 14140.435814
VES 580.309319
VND 30954.912862
VUV 139.37534
WST 3.193717
XAF 658.485174
XAG 0.015318
XAU 0.000251
XCD 3.177981
XCG 2.114838
XDR 0.818944
XOF 657.924106
XPF 119.331742
YER 280.57473
ZAR 19.277735
ZMK 10584.690911
ZMW 22.149228
ZWL 378.645696

Quem tomará o lugar do Dólar?




Com o enfraquecimento recente da moeda norte‑americana, muitos analistas e governos questionam quem ocupará o seu lugar no centro do sistema financeiro mundial. O índice do dólar, que mede o valor da divisa frente a uma cesta de moedas, caiu mais de 11 % no primeiro semestre de 2025 e, apesar de uma recuperação pontual em julho, projeções apontam para nova queda de até 10 % até o fim de 2026. A política tarifária do governo Trump, a desaceleração do crescimento económico e a perspectiva de cortes de juros pelo Federal Reserve alimentam o pessimismo. Investidores estrangeiros, que detêm mais de US$ 30 trilhões em activos americanos, intensificaram a cobertura cambial, vendendo dólar para se proteger de novas desvalorizações.

Um movimento global de diversificação
A perda de valor do dólar não é um evento isolado, mas parte de uma tendência global de desdolarização. Dados do Fundo Monetário Internacional mostram que a participação do dólar nas reservas cambiais dos bancos centrais caiu de 65,3 % em 2016 para cerca de 57,8 % em 2024. No mesmo período, as autoridades monetárias passaram a comprar ouro num ritmo superior a 1 000 toneladas por ano — mais do que o dobro da média da década anterior — e, pela primeira vez desde 1996, mantêm mais ouro do que títulos do Tesouro norte‑americano. Uma pesquisa do Conselho Mundial do Ouro de 2025 revela que 76 % dos bancos centrais pretendem aumentar as participações no metal precioso nos próximos cinco anos e 73 % esperam reduzir a fatia de dólares.

Países também ampliam o uso de moedas locais no comércio. A Índia liquidou cerca de US$ 13 mil milhões em contratos energéticos com a Rússia em rúpias entre 2022 e 2024, enquanto 90 % das trocas entre Rússia e China passaram a ser feitas em rublos ou yuan. Em setembro de 2025, o yuan representou 3,17 % dos pagamentos globais, acima dos 2,93 % do mês anterior, e tornou‑se a quinta moeda mais utilizada em transacções, com 8,5 % de participação. A quota do renminbi nas mensagens SWIFT subiu para 3,5 % em abril de 2025 (2 % em 2023) e o volume de transacções transfronteiriças em yuan superou 10 trilhões de yuans, crescendo 35 % em um ano.

Outra iniciativa de peso é a construção de infra‑estruturas de pagamento alternativas ao sistema SWIFT. Rússia e China desenvolvem plataformas próprias, como o SPFS e o CIPS, e os países do grupo BRICS articulam um sistema blockchain, conhecido como BRICS Bridge, para conectar as futuras moedas digitais de banco central (CBDC). O Banco Central da Índia propôs, para a cúpula de 2026, a interoperabilidade das CBDC dos membros, visando facilitar o comércio e o turismo sem recorrer ao dólar. Todos os cinco membros principais (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) testam moedas digitais, mas a interconexão tecnológica e a gestão de saldos comerciais continuam sendo desafios.

Candidatos ao posto de moeda hegemónica
Apesar de o dólar estar sob pressão, nenhuma moeda surge hoje como substituto incontestável. A seguir, alguns candidatos e os obstáculos que enfrentam:

Euro
A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, defendeu recentemente a ideia de um “euro global”. A moeda da zona euro representa cerca de 20 % das reservas internacionais e acumula ganhos de cerca de 10 % sobre o dólar em 2025. Economistas do Morgan Stanley alertam que mesmo pequenas variações na partilha global de reservas podem provocar enormes fluxos de capitais para a Europa: se a participação do euro voltasse aos 28 % registados em 2009, os bancos centrais precisariam comprar cerca de 878 mil milhões de euros adicionais em activos europeus.

Contudo, o euro enfrenta limitações. A união monetária carece de um mercado de dívida unificado; as obrigações são emitidas por diferentes países, o que limita a liquidez. Alguns membros apresentam elevados níveis de dívida pública e instabilidade política, o que mina a confiança internacional. O projecto dos eurobonds continua embrionário, e as tensões geopolíticas, como a guerra na Ucrânia, aumentam a aversão ao risco.

Yuan e o avanço chinês
A China tem investido fortemente na internacionalização da sua moeda. A Iniciativa Cinturão e Rota expande o uso do yuan ao financiar mais de US$ 1 trilhão em infra‑estrutura para 140 países. O sistema CIPS processa em média 9,6 trilhões de yuans diários, crescendo mais de 65 % ao ano. Além disso, a China promove a digitalização através do e‑CNY e incentiva países como Brasil e Argentina a liquidar comércio em yuan.

Mesmo assim, a moeda chinesa ainda representa uma pequena porção das reservas globais (cerca de 2 %), e sua aceitação esbarra em restrições importantes: o yuan não é totalmente conversível, a conta de capitais é controlada e o sistema jurídico chinês oferece menos segurança aos investidores. A economia chinesa também enfrenta desafios estruturais, e a transparência das decisões monetárias está longe da praticada pelo Federal Reserve.

Moeda BRICS e CBDC
Os países do BRICS discutem há anos a criação de uma moeda comum ou de um mecanismo de pagamentos que bypassaria o dólar. Em 2025, a declaração do grupo no Rio de Janeiro enfatizou a interoperabilidade dos sistemas de pagamentos, e a proposta indiana visa conectar as moedas digitais de banco central. Hoje, 85 % a 90 % do comércio entre os membros é liquidado em moedas locais. Uma moeda BRICS, lastreada em uma cesta de moedas dos países, poderia aumentar a autonomia financeira do bloco.

Ainda assim, as divergências políticas e económicas entre os membros dificultam a criação de uma moeda partilhada. Uma união monetária exigiria uma autoridade fiscal comum, coordenação macroeconómica e harmonização regulatória — condições ausentes no grupo. Por isso, a opção mais realista é o desenvolvimento de um sistema de liquidação multilateral para CBDC, permitindo que cada país mantenha sua própria política monetária enquanto reduz o uso do dólar em transacções intrabloco.

Ouro e activos digitais
A procura recorde por ouro reflecte a busca de segurança diante da volatilidade cambial. O metal serve como reserva de valor secular, e casas de análise como VanEck e J.P. Morgan projectam que a cotação possa ultrapassar US$ 5 000 por onça até 2026. O ouro, entretanto, não pode substituir uma moeda de reserva nas funções de meio de troca ou unidade de conta; ele complementa as reservas, não as substitui.

Os criptoactivos, por seu lado, ganharam espaço nas discussões monetárias. O Banco Nacional da República Checa investiu US$ 1 milhão em bitcoin e stablecoins em 2025 para testar processos operacionais. Estudos mostram que 64 % dos bancos centrais pretendem aumentar reservas e 53 % desejam diversificar as carteiras, motivados sobretudo pela deterioração fiscal dos Estados Unidos. Analistas do Deutsche Bank sugerem que bitcoin e ouro podem coexistir nas reservas até o final da década. A oferta limitada de bitcoin (cerca de 21 milhões de unidades) e a inexistência de contrapartes fazem com que alguns o vejam como “ouro digital”.

Apesar disso, o activo apresenta alta volatilidade, dependência de um ecossistema ainda pouco regulamentado e forte pegada energética. Para funcionar como reserva, uma moeda precisa ser líquida, estável e amplamente aceita, características que as criptomoedas ainda não possuem. Stablecoins atreladas ao dólar, por sua vez, reforçam a procura por títulos do Tesouro, sustentando o próprio dólar.

Ainda falta um substituto
Os debates sobre o “fim do dólar” são alimentados por factores reais — como a política tarifária agressiva dos Estados Unidos, o aumento da dívida pública e o uso da moeda para impor sanções — mas também por expectativas exageradas. Mesmo com a queda de participação, o dólar continua a responder por mais da metade das reservas cambiais do mundo, amparado pela profundidade dos mercados financeiros norte‑americanos, pela independência do banco central e pelo poder geopolítico dos EUA. O euro sofre com falhas institucionais, o yuan ainda não conquistou a confiança internacional e os projectos de moeda BRICS estão em fase de estudo.

O mais provável é que o sistema monetário internacional evolua para uma configuração multipolar. O dólar deve perder terreno gradualmente, à medida que outras moedas, moedas digitais e activos físicos ganham espaço nas reservas e no comércio. Contudo, nenhum candidato isolado possui hoje a combinação de estabilidade, convertibilidade, liquidez e confiança necessária para destronar a moeda norte‑americana. Para investidores e governos, o desafio passa a ser gerir um ambiente em que várias unidades de conta convivem, exigindo maior diversificação e vigilância sobre as políticas económicas das grandes potências.



Apresentou


Dubai: Uma viagem a um país maravilhoso!

O Dubai "em direção ao céu" ao lado de antigas cidades do deserto. Beduínos misteriosos e mesquitas magníficas convivem pacificamente com cidades futuristas. Descubra os wadis e os oásis, os desertos de areia dourada, as praias paradisíacas e a hospitalidade árabe. O moderno e o antigo Oriente unidos num livro para sonhar.Para além da abundância de areia e de sol, há também muito petróleo nos Emirados, o que contribuiu para a riqueza do cosmopolita Dubai e da rica Abu Dhabi, entre outros. Os outros emirados também vivem frequentemente da agricultura. Há uma coisa que se sente em todas as regiões: a famosa hospitalidade árabe.

Pura beleza: Prepare-se para conhecer Dubai!

Prepare-se para conhecer Dubai! Estamos prestes a começar um tour de luxo em Dubai, hotéis de Dubai, Burj Khalifa, vida noturna, festas e ilhas particulares. Em uma palavra, vamos explorar um dos destinos mais interessantes do mundo - os Emirados. Para conhecer o Dubai, temos de experimentar todas as faces deste país, por exemplo, os melhores hotéis do mundo, há um hotel de 7 estrelas aqui!Se você quer ver o mundo e ver os pontos turísticos de Dubai, não precisa sair de casa, vamos fazer uma viagem a Dubai com Antônio. Veremos Dubai de um drone, veremos ilhas particulares e, claro, aproveitaremos a vida noturna. Será como viajar para Dubai sem sair de casa. Então fique confortável e deixe a diversão começar.

Israel: Cadáveres - semanas após o terror do Hamas

Equipas de televisão de todo o mundo tiveram acesso ao Kibbutz Be'eri, no sul de Israel, onde os terroristas árabes do Hamas assassinaram bestialmente 130 pessoas - mais de 10% da população - e torturaram, violaram e mutilaram as suas vítimas no dia 7 de outubro.Mesmo passadas semanas, continuam a ser encontradas vítimas em Israel que foram assassinadas pelos animais em forma humana, a organização terrorista Hamas, em 07 de outubro de 2023!