Lula confirma Alckmin como pré-candidato a vice em busca da reeleição
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta terça-feira (31), que seu vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), será seu companheiro de chapa nas eleições presidenciais de outubro, em meio a pesquisas que mostram um empate técnico com seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Aos 80 anos, Lula buscará um quarto mandato contra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso por tentativa de golpe de Estado.
Pesquisas recentes mostram um aumento no apoio a Flávio Bolsonaro que o coloca em empate técnico com Lula em um possível segundo turno. Em dezembro, o presidente tinha uma vantagem de 15 pontos percentuais.
Originário da direita moderada e antigo rival de Lula, Alckmin formou uma aliança com o petista nas eleições de 2022 para desafiar o então presidente Jair Bolsonaro.
"O companheiro Alckmin vai ter que deixar o MDIC porque é candidato a vice-presidente da República outra vez", disse Lula nesta terça-feira durante uma reunião pública com seu gabinete.
Além de vice-presidente, Alckmin é atualmente ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Este médico, de 73 anos, foi quatro vezes governador de São Paulo e duas vezes candidato à presidência pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Em 2006, perdeu no segundo turno para o próprio Lula.
Espera-se que quase metade dos ministros deixe seus cargos esta semana para concorrer nas eleições gerais.
"Em 1978, fui reeleito presidente do sindicato e comuniquei a minha família que era meu último mandato, que eu ia voltar para casa e cuidar da família. Até agora são 50 anos e eu não voltei", brincou Lula em um discurso aos seus ministros.
Uma pesquisa publicada em 6 de março pelo Instituto Datafolha mostra um empate técnico no segundo turno entre Lula (46%) e Flávio Bolsonaro (43%).
O senador foi escolhido como candidato por seu pai depois que o Supremo Tribunal Federal condenou Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
T.Kolar--TPP