Papa Leão XIV visita ilha italiana de Lampedusa para homenagear migrantes
Em um momento em que a Europa endurece suas políticas migratórias, o papa Leão XIV visita neste sábado (4) a pequena ilha italiana de Lampedusa, que se tornou símbolo da tragédia daqueles que morrem em sua perigosa travessia pelo Mediterrâneo.
O líder da Igreja Católica fez da defesa dos migrantes um tema central de seu pontificado, agradecendo aos que ajudam os desfavorecidos e denunciando as deportações em massa nos Estados Unidos, seu país de origem.
Espera-se que às 9h (4h no horário de Brasília) o sumo pontífice comece sua visita no cemitério que abriga túmulos de migrantes não identificados. Após depositar flores, dirigirá-se à "Porta da Europa", um monumento dedicado às vítimas, e conversará brevemente com uma família.
No cais onde desembarcam as pessoas resgatadas no mar pela guarda costeira, por embarcações humanitárias ou por pescadores locais, ele abençoará uma placa comemorativa dedicada ao papa Francisco e, em seguida, celebrará uma grande missa ao ar livre. Retornará ao Vaticano no começo da tarde.
A chegada do papa gerou grande expectativa nesta sexta-feira entre os habitantes de Lampedusa, uma ilha situada a apenas 145 km da costa tunisiana que vive principalmente da pesca e do turismo.
A travessia para chegar até lá a partir do norte da África é considerada a rota migratória mais mortífera do mundo, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM). Em 2025, cerca de 1.330 pessoas morreram ou desapareceram ao tentar fazê-la.
V.Nemec--TPP